22/01/2010

Pedro Passos Coelho lança “Mudar”

Nas bancas a partir de 22 de Janeiro
«O país precisa, com urgência, de um amplo programa de mudança que nos retire deste estado de descrença e de crise profunda em que vivemos. As reformas a empreender já não são uma opção; são uma necessidade imposta pela realidade. Terá de ser um programa de acção que rompa com o actual cenário de estagnação e de empobrecimento.»
Pedro Passos Coelho in “Mudar”

Num ano que se prevê de turbulência política, Pedro Passos Coelho lança “Mudar”. Uma obra onde, em resposta às críticas dos seus adversários políticos, o autor traça as linhas essenciais da sua autobiografia política e dá conta do seu projecto para o País. A par da história pessoal e política de Passos Coelho, indissociavelmente ligada à do PSD e do País, a obra, com o subtítulo «Passos para a Mudança», retrata Portugal, ao mesmo tempo que traça propostas concretas sobre como vencer a crise e mudar de vidaAo longo de 280 páginas, “Mudar” permite conhecer melhor o pensamento político de Pedro Passos Coelho. Para além de procurar fazer um diagnóstico realista, foi intenção do autor iniciar um processo de debate, através da proposta de caminhos a seguir para inverter a tendência de “decadência e empobrecimento que Portugal parece estar condenado a sofrer.” «Conhecendo o problema, dominando os diferentes temas, definindo as soluções e sabendo como as implementar, conseguiremos transformar estes momentos tão difíceis em desafios e oportunidades, e iremos iniciar um profundo processo que irá Mudar o nosso país. Sei que somos capazes e que temos força para o fazer», explica o autor. «É minha expectativa, com este livro, dar um contributo para este debate e um primeiro passo para a mudança que se impõe», acrescenta. “Mudar” será apresentado pelo autor, em outras cidades do país, a partir de dia 27 Janeiro e em http://www.passoscoelho-mudar.com/ é possível conhecer pormenores do livro e do autor.
“Mudar” é editado pela Quetzal Editores e está à venda na livrarias Bertrand
- PVP 15,00 euros
Calendário de apresentações:
27 de Janeiro – Porto
3 de Fevereiro – Braga
5 de Fevereiro – Viseu
8 de Fevereiro – Santarém
11 de Fevereiro – Aveiro
12 de Fevereiro – Coimbra
Estão ainda previstas apresentações em Leiria, Faro, Castelo Branco e Caldas da Rainha, em data a anunciar.
Sobre o autor
Pedro Passos Coelho nasceu em Coimbra, a 24 de Julho de 1964.Licenciado em Economia, pela Universidade Lusíada de Lisboa, ingressou em 2004, como director financeiro no grupo Fomentinvest, sendo desde 2007, administrador executivo, função que mantém a par da presidência executiva de algumas empresas do grupo. Pedro Passos Coelho é também, desde 2004, Professor de Economia Aplicada e de Economia do Turismo, no curso de Turismo do Instituto Superior de Ciências Educativas, em Lisboa. O ingresso na vida política deu-se cedo. Em 1978, começou a envolver-se activamente com o PSD, como membro dos órgãos locais e distritais da Juventude Social Democrata. Dois anos mais tarde, integrou o Conselho Nacional da JSD e do PSD e, em 1982, foi eleito membro da Comissão Política Nacional da JSD e seu secretário-geral em 1984. Exerceu o cargo de vice-presidente desta organização de juventude desde 1986, e quatro anos depois, Pedro Passos Coelho candidatou-se a presidente da JSD, função para a qual foi reeleito duas vezes e que desempenhou até Dezembro de 1995. Em 1991 foi eleito deputado à Assembleia da República, onde foi membro da Assembleia Parlamentar da OTAN (1991-1995) e vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD (1996-1999). Em 1997 foi candidato a presidente da Câmara Municipal da Amadora, tendo sido eleito vereador. Foi vice-presidente do PSD, na liderança de Luís Marques Mendes (2005-2006). É presidente da Assembleia Municipal de Vila Real desde 2005. Paralelamente à vida profissional e política, Pedro Passos Coelho é ainda fundador da Plataforma Construir Ideias e participou no livro “Juventude: que futuro em Portugal”, editado pelo Instituto Sá Carneiro, em 1981.

20/01/2010

Casa da Cultura de Oliveira do Hospital abre portas a Ciclo de Documentários de Autor

"dOHcs – Ciclo de Documentários de Autor" é o nome da iniciativa cultural que estreia, hoje, na Casa da Cultura César Oliveira, numa iniciativa da Câmara Municipal. Com sessões marcadas para as 15h30 de quartas, quintas e sextas-feiras, o dOHcs – Ciclo de Documentários de Autor arranca, hoje, na Casa da Cultura de Oliveira do Hospital com o documentário “No Domínio dos Tempos”, acerca dos caretos de Podence. O documentário tem repetição prevista para 27 de Janeiro. “Os Últimos Moinhos” do realizador Luís Silva, premiado no Cine’Eco 2009 é o documentário que se segue na nova iniciativa da autarquia oliveirense. Com exibições marcadas para 21 e 28 de Janeiro, o documentário retrata a problemática dos moinhos de água e de vento, que têm vindo a desaparecer. A sessão de 28 de Janeiro vai contar com a presença do realizador, sendo especialmente dirigida aos idosos das várias IPSS do concelho. Ainda em Janeiro, a Casa da Cultura acolhe o documentário “Retrospectiva Tiago Pereira - Parte 1”, com exibição nos dias 22 e 29. Os filmes de Tiago Pereira são de origem transdisciplinar e remetem para manifestações de cultura imaterial, como as canções, rituais e performances. Em nota de imprensa enviada ao correiodabeiraserra.com, o Município de Oliveira do Hospital considera que a iniciativa “se reveste da maior importância para a compreensão da identidade local, regional e nacional, para além de servir como forma de divulgação e promoção deste tipo de cinema”.
in: http://correiodabeiraserra.com
destaques em:

19/01/2010

Onda de assaltos arrasa Vila Cova à Coelheira

Segundo relatos de pessoas residentes na Freguesia de Vila Cova, Concelho de Seia, no passado sábado durante a tarde, portanto, em plena luz do dia, diversos assaltos aconteceram em habitações daquela localidade. A população está alarmada com o sucedido. A GNR registou as ocorrências estando as autoridades a proceder às devidas investigações.
Com o aumento do desemprego e da crise, aumentam também os assaltos a pessoas e bens. Deixo aqui o link da Policia Judiciária com algumas recomendações a ter em consideração como prevenção e defesa da sua habitação e não só:
Contactos a ter sempre à mão:
Guarda Nacional Republicana SEIA Tel.: 238 310 300
Guarda Nacional Republicana PARANHOS DA BEIRA Tel.: 238 976 170
Guarda Nacional Republicana LORIGA Tel.: 238 953 152

Militantes do PS já recebem sms´s de Manuel Alegre

O Partido Socialista ainda não se pronunciou sobre a candidatura de Alegre. Aliás, há vozes dentro do PS que apelam ao avanço de Jaime Gama e outros. Não deixa é de ser curioso que alguns militante do PS já tenham recebido sms´s durante o fim de semana com o seguinte texto:
Manuel Alegre. A inteligência e a cultura ao serviço de Portugal. O que nos une é bem mais importante do que aquilo que nos divide.
Abraço; Luis Santarino
Afinal, ao cederem a base de dados com os contactos dos militantes, parece que o PS já estará a "trabalhar" para a candidatura Alegre apesar de ainda não terem admitido esse apoio oficialmente.

18/01/2010

Turistrela contra os "senhores donos dos acessos" à serra da estrela

Descontente com as estradas fechadas, ao maciço central da Serra da Estrela, e sua posterior reabertura, Artur Costa Pais, administrador da Turistrela, mostra-se indignado e lança duras críticas ao Centro de Limpeza de Neve da Serra da Estrela, ao Grupo de montanha da GNR e aos presidentes de câmara da região. Artur Costa Pais, diz que: “Os senhores do Centro de Limpeza fazem o que querem, fecham, abrem, e está uma região refém de meia dúzia de pessoas que são os senhores donos dos acessos à serra”. O responsável da Turistrela, considera ser “um problema gravíssimo”, porque quando “dizem na televisão que as estradas estão cortadas, são centenas de milhares de pessoas que já não vêm para a serra”. Desta forma, a economia da região, fica a perder, e muito, em especial aqueles que sobrevivem do comércio. As lojas e os restaurantes estão vazios, perdendo assim muito dinheiro, numa altura do ano que se considera ser a época alta da região. O administrador da Turistrela acha que os autarcas da região deviam assumir responsabilidades para acabar com esta situação e tomar medidas para que estes problemas não afectem o turismo na Serra da Estrela.
in: http://radioboanova.com

15/01/2010

Região - Burlões apelam à solidariedade por telefone

Dez euros, enviados por vale postal, com vista a ajudar uma criança que precisa de uma cadeira de rodas ou que está à espera de realizar tratamentos fora do país. É este o pedido que desconhecidos têm feito a diversos viseenses, telefonando-lhes para casa, apelando à solidariedade para com os mais necessitados. No entanto, muitas das pessoas que foram contactadas desconfiam de que estão perante uma burla. "Uma mulher ligou-me para casa e explicou que estava a realizar uma campanha de solidariedade. Nunca se identificou e contou a história de uma menina de 4 anos com problemas de medula óssea que estava à espera de fazer tratamentos à base de células estaminais, perguntando se estava interessado em contribuir com dez euros. Quando comecei a fazer mais perguntas e disse que ia falar com a minha família, a mulher simplesmente desligou a chamada", contou um dos viseenses que foi contactado.Ao que conseguimos apurar têm sido feitos telefonemas semelhantes um pouco por toda a região. Em Santa Comba Dão, por exemplo, a abordagem terá sido muito parecida. A única diferença era que o dinheiro se destinava à compra de uma cadeira de rodas para um menino. "Achei estranho pedirem 10 euros, porque normalmente dizem que cada um dá o que pode e não exigem valores específicos", explicou uma das pessoas abordadas. "De seguida disse que ia enviar uma carta com o endereço para onde deveria ser enviado o vale postal, no valor de 10 euros. Quando recebi a carta não liguei, mas sei de pessoas que foram aos Correios com a vontade de ajudar e enviaram os tais 10 euros e nem sabem se o dinheiro foi mesmo para a suposta acção de solidariedade", referiu a mesma fonte.Fonte das autoridades adiantou que ainda não foram recebidas queixas relativas a burlas, mas admitiu que se pode estar perante um esquema fraudulento que permite aos burlões recolherem dinheiro de pessoas inocentes que apenas têm o desejo de ajudar. Além disso, o "modus operandi" utilizado evita que haja um contacto directo com a vítima da burla, dificultando assim o trabalho das autoridades quando estas tentarem identificar os alegados burlões.
JF

14/01/2010

Por falar em Alqueva

Em Março de 2007 andei por lá.
Algumas oliveiras que se veêm no filme estão hoje debaixo de água.
Resultados da quota máxima.
Por outro lado o Alentejo já tem água para 3 anos o que é um boa notícia.
DRIVE IN ALQUEVA, uma curta de LS
música: Agrupamento Musical Vozes de Alqueva

13/01/2010

Vamos ajudar o Haiti

1 ou 2 dólares.
Se cada um de nós transferir 1 ou 2 dólares para ajudar a recuperar o Haiti não custa nada e ajuda muito. Para isso basta aceder ao site da Fundação de Bill Clinton e a partir daí seguir as instruções e fazer o seu donativo.

HAITI - Apesar dos numeros apontarem para 100 mil mortos há quem preveja que o número pode chegar aos 500 mil

Port-au-Prince está devastada...SOS...SOS
"Ouvimos pessoas a pedirem ajuda pelas fendas dos escombros."
Mais de 100 mil pessoas terão morrido na sequência do sismo que esta terça-feira atingiu o Haiti. A informação foi avançada há instantes pelo Primeiro-Ministro do país, Jean-Max Bellerive, em declarações à estação televisiva norte-americana CNN. "É difícil avaliar com precisão o número de vítimas e de casas e edifícios que desabaram. Com os moradores dentro, acho que são muito mais de 100.000", disse Bellerive. "Espero que não seja verdade, que as pessoas tenham conseguido sair" das respectivas casas durante o terremoto, confessou. "Tantos edifícios, tantos bairros foram completamente arrasados, e em alguns bairros não se vê mais ninguém. Não sei onde estão essas pessoas", admitiu o Primeiro-Ministro, confirmando as piores suspeitas.
Números imprevisíveis
No terreno, estão já organizações não-governamentais a prestar todo o auxílio possível à população, sendo por agora impossível contabilizar o número total de vítimas do abalo sísmico. Fonte da Cruz Vermelha ouvida pela BBC aponta, ainda assim, para um total de três milhões de pessoas afectadas pelo terramoto.
Veja imagens da tragédia em:
Saiba noticias em tempo real no twitter de troy live say:
A destroyed building in Port-au-Prince after the earthquake struck Haiti on Tuesday.
Brasileiros usam blogs para relatar situação no Haiti
SÃO PAULO - Com a dificuldade de se comunicar por telefone, brasileiros que estão no Haiti utilizam a internet para relatar a situação do país, atingido por um forte terremoto na terça-feira.
Veja fotos da destruição após terremoto no Haiti
Haiti vive cenas de destruição e desespero; assista
Itamaraty divulga telefones para informações sobre o Haiti
Sobreviventes relatam situação de caos e angústia no Haiti
Tem informações sobre as vítimas? Envie para o Minha Notícia

12/01/2010

Esta notícia interessa a quem algum dia leu o Diário de Anne Frank

Holocausto
Morreu a guardiã dos manuscritos de “O Diário de Anne Frank”

Tinha 100 anos e foi uma das pessoas que ajudou Anne Frank e a sua família a esconderem-se dos nazis. Miep Gies, guardiã dos manuscritos que deram origem ao clássico universal “O Diário de Anne Frank”, durante a II Guerra Mundial, morreu ontem, na Holanda, na sequência de uma queda que deu por altura do Natal. Gies viajou por todo o mundo narrando as suas experiências durante o Holocausto e a trágica perseguição aos judeus. Foi Miep Gies, que trabalhava para o pai de Anne, Otto, durante a II Guerra Mundial, que reuniu os manuscritos da jovem autora, mantendo-os a salvo dos nazis na esperança de um dia os devolver a Anne. Perante a fatalidade da morte da adolescente num campo de concentração, Miep entregou os documentos a Otto, ajudando-o a compilar os manuscritos.A obra foi finalmente publicada, em formato de diário, em 1947. O livro converteu-se num êxito universal - estima-se que esteja, hoje, entre os dez livros mais lidos do mundo -, com tradução em 60 línguas e mais de 25 milhões de exemplares vendidos, afirmando-se como um dos testemunhos mais vivos da implacável perseguição nazi aos judeus durante o Holocausto.“O Diário de Anne Frank” integra, aliás, a lista de 35 bens do património documental mundial “de interesse universal” propostos em 2009 pela UNESCO ao programa “Memória do Mundo”.Em 1942, em plena II Guerra Mundial, Miep trabalhava como secretária para Otto Frank, quando este lhe confiou um segredo: ele e a sua família tinham decidido esconder-se em Amesterdão para escapar dos nazis. “Otto Frank, o meu chefe, pediu-me que passasse pelo seu escritório. Quando entrei, disse-me: ‘Senta-te. Tenho uma coisa muito importante para te contar. Um segredo, na verdade. Pensámos em nos esconder, aqui, neste prédio. Estarias disponível para nos ajudar, para nos trazeres comida?’. Eu respondi que sim, naturalmente”, contou a própria Gies numa entrevista publicada no site da Casa de Anne Frank, transformada em casa-museu.A última sobrevivente do grupo de pessoas que escondeu os Frank sempre recordou que os verdadeiros heróis em toda a história foram pessoas como o seu próprio marido, Jan, a par com outros funcionários da empresa de Otto, que, em conjunto, ajudaram os oito judeus escondidos no sótão do número 263 de Prinsengracht, em Amesterdão.“Eles estavam indefesos, não sabiam para onde se virar...”, recordou Miep Gies. “Cumprimos as nossas obrigações enquanto seres humanos: ajudámos pessoas em dificuldade”. A função de Miep era levar à família vegetais e carne, ao passo que outras pessoas tinham a função de lhes entregar pão e livros.Depois de os nazis terem descoberto o Anexo Secreto, após uma denúncia às autoridades, e terem detido a família Frank, Miep Gies voltou ao sótão e descobriu, no chão, os manuscritos de Anne. Na altura recorda-se de ter decidido que não os iria ler, respeitando o direito de Anne à privacidade. Nessa altura limitou-se a recolher e a pôr a salvo os documentos. Mas Anne acabou por morrer de febre tifóide no campo de concentração de Bergen-Belsen, a 12 de Março de 1945, quando tinha apenas 15 anos, e por isso, nesse mesmo ano, Miep entregou os documentos ao pai, Otto, o único membro da família que conseguiu sobreviver aos campos de concentração alemães.Miep Gies nasceu em Viena, a 15 de Fevereiro de 1909, tendo-se posteriormente mudado com a sua família para a Holanda, em 1922. Miep conheceu Otto Frank em 1933 quando se candidatou a uma vaga na empresa de especiarias Opekta, por ele dirigida. Miep casou-se com o holandês Jan Gies em Julho de 1941, com quem teve um único filho, Paul.Desde a publicação da obra, Gies viajou por todo o mundo narrando as suas experiências durante o Holocausto e a trágica perseguição aos judeus, o que lhe valeu numerosos reconhecimentos públicos.Gies refutou igualmente, durante toda a sua vida, as alegações que o diário da jovem autora teria sido forjado.Foi anunciado em Agosto do ano passado um filme da Disney acerca da vida de Anne Frank. O argumento e a realização ficarão a cargo de David Mamet.

Em Almeida apagaram mais de cinco mil anos de História

Este é mais um acto como tudo na vida. Há quem se interesse por defender o que de melhor temos em Portugal e há aqueles que só estão bem a estragar e a vandalizar...e, sentem-se bem a fazer essas coisas.
Painel descoberto em 2002, pertencente ao Parque Arqueológico do Vale do Côa, foi totalmente vandalizado por desconhecidos.
Pinturas rupestres com cinco mil anos, encontradas em 2002 na área da Freguesia de Malhada Sorda, Almeida, foram destruídas por desconhecidos, segundo fonte do Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC). De acordo com o arqueólogo e pré-historiador de arte do PAVC, António Martinho Baptista, o sítio era constituído por dois painéis verticais em granito, "ambos decorados com pinturas pós-glaciares em tons de vermelho" que foram "apagadas". "A mais interessante figura" do conjunto era "uma figura zoomórfica em estilo seminaturalista, a fazer lembrar algumas das representações do Côa e até do Tejo". "Esta figura parece ter representado uma cerva", mas "a presença de uma longa cauda levou inicialmente à sua classificação como um equídeo, o que a tornaria ainda mais rara no contexto da nossa arte esquemático-simbólica", explicou. A figura pré-histórica "foi completamente destruída, tendo sido lavada e repicada com a clara intenção de a fazer desaparecer, o que de facto foi conseguido", disse, considerando que se trata de um "crime de lesa-arqueologia", já que os seus autores "apagaram mais de cinco mil anos de História". António Martinho Baptista, que foi director do extinto Centro Nacional de Arte Rupestre (CNART), relatou que o achado estava em "duas pequenas rochas" que constituam uma espécie de "abrigo" e foi encontrado por um casal residente em Malhada Sorda. Referiu que após uma primeira deslocação que fez ao sítio, em 2002, "os dois painéis ficaram a aguardar uma melhor oportunidade para o seu estudo", oportunidade que já não se verificou dada a sua destruição. Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Almeida, António Baptista Ribeiro, disse que teve conhecimento do sucedido através do casal de Malhada Sorda que fez a descoberta e que "de imediato" comunicou o caso ao PAVC. "Da parte da autarquia nada mais havia a fazer, a não ser denunciar a situação às autoridades competentes, neste caso o PAVC", referiu, lamentando a "perda irreparável" para o património histórico do concelho.
in - http://aeiou.expresso.pt/pinturas-rupestres-com-5-mil-anos-destruidas-em-almeida=f530358

O Estádio de Seia tem muito melhores condições que o da Covilhã

Ao blogue de Mário Jorge Branquinho fui buscar o seguinte texto:
Selecção de Futebol, para Seia e em força
"E se a selecção de Portugal, para se preparar para o Mundial da África do Sul viesse estagiar para Seia? Parece que Carlos Queiroz quer trazer a selecção para a altitude e já se sabe que será inevitável que a escolha venha a recair para a Covilhã. Tem Hotéis, estádio e força política e institucional. Todavia, não deveríamos baixar os braços e tentar trazer a selecção para este lado de cá, nem que seja por um dia, porque temos condições - Estádio, hotéis e equipamentos culturais de qualidade. Como se poderá a médio prazo trazer para cá a sede da Região de Turismo da Serra da Estrela, que agora se chama só Turismo Serra da Estrela (TSE).É que a Câmara da Covilhã, bem como o Fundão e outros Municípios não quiseram alinhar na nova configuração deste organismo turístico e ficaram de fora. Logo, não faz sentido que a sede da TSE esteja numa cidade que não pertence à instituição. Pode parecer tolice, mas é verdade. E sendo assim, Seia devia colocar já, de imediato, instalações à disposição do organismo dirigido por Jorge Patrão e ao qual pertence o senense José Belarmino Mendes. É nestas ocasiões que podemos fazer valer a ousadia, como a de tentar que a selecção venha ao menos um dia treinar ao estádio de Seia e fazer com que a comunicação social fale de nós e nos promova. Os craques podiam aproveitar para visitar os museus, o Cise e,… beber um copo na tasca das quatro Bicas!"
Admiro a oportunidade e o timing com que escreve e lança esta ideia e atrevo-me a lançar o desafio de se criar uma petição na internet para recolher o máximo de assinaturas possiveis para que isso venha a ser uma realidade. NÃO CUSTA NADA TENTAR ATÉ PORQUE O ESTÁDIO DO SEIA TEM MUITO MELHORES CONDIÇÕES QUE O DA COVILHÃ...e também cá temos onde alojar os nossos craques...
Por outro lado sendo este ano o ano da comemoração do centenário da Implantação da República, seria essa uma boa forma de trazer os jogadores da selecção à terra de Afonso Costa...

11/01/2010

DVD "Os Últimos Moínhos" brevemente à venda

O procedimento legal para o registo do filme "Os Últimos Moínhos" junto da Inspecção Geral das Actividades Culturais (IGAC) está terminado. O Documentário está agora devidamente licenciado para ser colocado à venda. A classificação etária atribuída por este órgão do Ministério da Cultura é para maiores de 6 anos.
Brevemente o DVD será oficialmente apresentado.
"Os Últimos Moínhos" no dOHcs em Oliveira do Hospital
Ainda em relação ao filme informo que nos dias 14,21 e 28 de Janeiro o mesmo será projectado na Casa da Cultura César de Oliveira em Oliveira do Hospital pelas 15h30 tendo como público-alvo os utentes das Instituições de Solidariedade Social daquele Concelho e os alunos das Escolas de Oliveira do Hospital. A par da projecção do filme decorrerá uma exposição fotográfica de 16 fotografias alusivas às filmagens e personagens desde documentário.

Proposta, apresentada pelo grupo parlamentar da coligação “Sim a Seia" PSD/CDS-PP aprovada por unanimidade

A Assembleia Municipal de Seia aprovou, por unanimidade, no passado dia 28 de Dezembro, um voto de louvor a João Orlindo Simão Ventura Marques e outro aos trabalhadores da Beiralã e ao Sindicato dos Têxteis da Beira Alta.De acordo com a proposta, apresentada pelo grupo parlamentar da coligação “Sim a Seia PSD/CDS-PP”, por indicação do Presidente da Junta de Freguesia de Vide, a apresentação do livro de João Orlindo Marques “A Casa da Luz… Património Industrial da Senhora do Desterro” «valoriza um património fundamental deste concelho que é a Central da Senhora do Desterro I». Nuno Almeida destacou também o facto de enquanto funcionário do Município de Seia, João Orlindo «conseguiu licenciar-se e pós-graduar-se, um percurso que merece relevo e mérito» que «deve ser dado por nós a quem se destaca na nossa sociedade».Sobre a viabilização da Beiralã, a proposta da coligação “Sim a Seia PSD/CDS-PP” enaltece «o esforço» demonstrado pelos trabalhadores e pelo Sindicato dos Têxteis da Beira Alta na aprovação de um plano de recuperação que permite a laboração da empresa com 150 trabalhadores, 30 dos quais já ao serviço desde o início do ano.Este voto de louvor destaca ainda o «papel crucial» dos trabalhadores da Beiralã e do Sindicato dos Têxteis da Beira Alta que «pelo trabalho desenvolvido, pela persistência e pela capacidade de sempre acreditarem que seria possível» viabilizar a empresa.
in - Porta da Estrela, ed. 10.01.2010

10/01/2010

O Municipio de Seia candidatou o “Planalto Superior da serra da Estrela” às “7 Maravilhas Naturais de Portugal”

Afinal a quem pertence o Covão da Clareza?Covão clareza_fotografia Jose Conde_CISE
Um leitor devidamente identificado enviou esta chamada de atenção:
Se o planalto superior é de 3 concelhos, o covão da Clareza é só de um e não é de Seia. Não me parece correcto que um concelho se candidate com algo que não lhe pertence. Pode parecer que não é importante, mas se vires bem as coisas irás descobrir que é por causa destes pequenos nadas que ainda temos o pouco que está preservado.
Abraço
z.maria

08/01/2010

O blogue feito pelos seus leitores

Trailer Os Cinco Sentidos
autor: Paulo César Fajardo

Serra da Estrela candidata a maravilha natural de Portugal

O Municipio de Seia candidatou o “Planalto Superior da serra da Estrela” às “7 Maravilhas Naturais de Portugal”, região que se destaca pelas suas características únicas no país. Das sete categorias a concurso, a serra da Estrela concorre na de “Grandes Relevos”, destinada a montanhas, serras, vales, vulcões, formação rochosa, paisagens naturais pré-históricas e paisagens geológicas. Para além de ser a montanha mais alta de Portugal Continental, a serra da Estrela é também a mais extensa área protegida de montanha de Portugal, possuindo um património geológico, biológico e paisagístico rico e diversificado.
lagoa comprida_fotografia de Jose Conde _CISE
A singularidade do Planalto Superior, localizado acima dos 1600m, revela-se na multiplicidade de geoformas de origem glaciária, como lagoas, circos, vales e moreias, bem como no mosaico de habitats, alguns deles com reduzida representatividade em Portugal. São exemplo: cervunais, turfeiras, zimbrais rasteiros, cascalheiras, charcas e lagoas de altitude, colonizados por espécies de fauna e flora e comunidades de plantas estritamente endémicas. A serra da Estrela destaca-se ainda por ser a região portuguesa onde se registam as precipitações mais elevadas e onde a queda de neve é mais abundante.
Covão clareza_fotografia Jose Conde_CISE
Trata-se de um projecto da New Wonders Portugal, que tem como objectivo eleger as sete maravilhas naturais, pela sua riqueza paisagística, mas também com o objectivo de promover a sua preservação, num ano em que em que a biodiversidade estará em destaque em todo o mundo. Portugal quer com a eleição das 7 Maravilhas Naturais mostrar a sua diversidade na natureza. Das 323 candidaturas, serão escolhidas 21, as quais serão submetidas a votação pública a partir de 7 de Março. Os vencedores serão conhecidos a 11 de Setembro.

07/01/2010

Cantar dos Reis em Oliveira do Hospital e Cantar das Janeiras em Seia

Vem a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, através do seu Pelouro da Cultura, informar, que levará ao auditório da Casa da Cultura César Oliveira, sábado, 9 de Janeiro, pelas 21:00, o espectáculo musical Cantar dos Reis, alusivo à quadra que agora atravessamos, com as presenças da Tuna Penalvense, Coral de Sant'Ana, Choral Poliphónico do Alva e Grupo de Cavaquinhos do Clube de Caça e Pesca de Oliveira do Hospital.
Em Seia no mesmo dia cantam-se as Janeiras com a seguinte programação:
O Município de Seia vai organizar, no dia 9 de Janeiro de 2010, pelas 21h30, um Encontro de Cantares de Janeiras no Cine-Teatro da Casa Municipal da Cultura. O espectáculo de cariz popular vai contar com a participação do Rancho Folclórico de Paranhos da Beira, do Grupo de Danças e Cantares de Cortegaça, da Associación Cultural e Folklórica "Sabor Anejo" de Montehermoso - Cáceres (Espanha), do Rancho Folclórico de Amorosa (Matosinhos) e do Rancho Folclórico “Os Camponeses de Peralva” (Tomar). O objectivo desta iniciativa é manter a tradição dos Cantares de Janeiras, envolvendo na organização os ranchos folclóricos Federados do concelho, os quais convidam um rancho para esta iniciativa. Como tem sido hábito nos últimos anos, é convidado um grupo espanhol para permitir contacto com a tradição do país vizinho.

06/01/2010

"Os Últimos Moínhos" no dOHcs em Oliveira do Hospital

A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital vai exibir o documentário "Os Últimos Moínhos" nos dias 14, 21 e 28 de Janeiro, no âmbito do Ciclo de Cinema de Autor, dOHcs, a exibir durante as 15:30 todas as 4ªs, 5ªs e 6ªs de cada mês na Casa da Cultura César de Oliveira (cinema), podendo, obviamente, acontecer uma exibição nocturna. As sessões contarão com a presença e participação das Instituições Particulares de Solidariedade Social do Concelho de Oliveira do Hospital e das Escolas, assim como com o público em geral que queira ver o filme.
Saiba tudo sobre este filme em: http://fotosdoc4.blogspot.com/

D. Ximenes Belo - Prémio Nobel da Paz, em Seia

Uma organização da Galeria Paz de Espírito
A Galeria Paz de Espírito vai realizar, de 18 a 25 de Janeiro de 2010, as III Jornadas do Conhecimento, este ano dedicadas ao Ano Sacerdotal. O cabeça de cartaz do evento foi Prémio Nobel da Paz em 1996, D. Carlos Ximenes Belo, pelo seu trabalho conducente a uma solução justa e pacífica para o conflito em Timor-Leste. O Papa Bento XVI proclamou o Ano Sacerdotal, de 19 de Junho de 2009, 19 de Junho de 2010, para celebrar os 150 anos da morte de S. João Maria Vianney, padroeiro dos Sacerdotes. Neste ano, a Igreja Católica propõe um Ano Sacerdotal, de oração pelos padres e de consciencialização do seu valor e missão. O Ano Sacerdotal é, antes de mais, um ano para que toda a Igreja possa olhar a realidade daquele sacerdócio que participa do sacerdócio de Cristo cabeça, pastor e servo. É dentro deste espírito que decorrerão as III Jornadas do Conhecimento, de forma a aprofundar e meditar sobre o Ano Sacerdotal, bem como estudar e valorizar o papel do Sacerdote na sociedade plural e dinâmica. O tema de reflexão e de vivência escolhido é “Fidelidade de Cristo, Fidelidade do Sacerdote – Missão e Ministério”. Do vasto programa podemos salientar a realização de quatro Conferências no âmbito do Ano Sacerdotal; o I Rally do Conhecimento, percorrendo alguns do monumentos edificados que o concelho dispõe e que estão por conhecer; a realização de uma celebração/cerimonia em homenagem aos Sacerdotes falecidos no concelho e àqueles que ainda estão no activo; o lançamento do livro da Paulus Editora, “Sacerdotes em Cristo – 12 Testemunhos de um Chamamento”; dois Workshops a realizar na Escola Secundária de Seia, bem como outros a realizar com vários Jardins-de-infância/Escolas. As referidas Jornadas contam com o apoio das Paulus Editora e da Universidade Católica Portuguesa, da Quinta do Crestelo, da Tipografia Montes Hermínio e do Centro de Estudos Musicais de Seia. As inscrições, gratuitas, podem ser efectuadas junto dos Párocos ou em http://www.pazdeespirito.com/.
Para mais informações contactar:
Galeria Paz de Espírito – 238 083 880
ou Anabela Jorge – 96 6057264.

05/01/2010

Primeira vítima mortal de gripe A registada no Concelho de Oliveira do Hospital

Um homem de 32 anos, residente em Travanca de Lagos, faleceu, domingo, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), devido à gripe A. Uma menina de 16 anos, residente em Ervedal da Beira, também no concelho oliveirense, encontra-se internada nos HUC, igualmente com gripe A, em estado considerado grave. Segundo o site da Direcção-Geral de Saúde esta é a 18º morte provocada pela gripe A, registada pela Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC). A mesma fonte refere que o homem não tinha outros factores de risco, ou seja, era um indivíduo saudável que não apresentava outras patologias. A Rádio Boa Nova apurou junto de familiares que o falecido, motorista de profissão, era casado e pai de dois menores. O funeral teve lugar ontem para o cemitério de Travanca de Lagos. Um outro caso grave de gripe A regista-se numa menina de 16 anos, residente em Ervedal da Beira. Fonte familiar adiantou à RBN que a jovem se encontra internada em estado considerado muito grave nos HUC, desde o passado mês de Novembro. Também neste caso a jovem não tinha outras patologias crónicas.

Bombeiros de Loriga ponderam recorrer à banca para continuar as obras do novo quartel

2010 pode ser um ano com boas noticias para algumas corporações do distrito da Guarda.
Para além de Almeida, Vila Franca das Naves, no concelho de Trancoso que já têm os quarteis em construção, também Foz-côa vê finalmente a ampliação das instalações. 2010 pode ser um ano com boas noticias para algumas corporações de bombeiros do distrito da Guarda. Para além de Almeida, Vila Franca das Naves, no concelho de Trancoso que já têm os quarteis em construção, também Foz-côa vê finalmente a ampliação das instalações. À espera de uma nova casa estão os voluntários de Melo, no concelho de Gouveia e de Pinhel, uma vez que vão apresentar as candidaturas ás verbas do QREN. Gil Barreiros, o presidente da federação dos bombeiros do distrito da Guarda, está esperançado que as associações consigam ver concretizados os objectivos para este novo ano, no que diz respeito a instalações. A construção do quartel de Loriga, no concelho de Seia tem sido uma dor de cabeça para a direcção. Apesar de estar já numa fase de conclusão, as obras voltaram a parar por falta de verbas, como recordou Gil Barreiros. O presidente da Federação dos bombeiros do distrito da Guarda disse mesmo que a direcção dos voluntários de Loriga está a ponderar recorrer á banca.

Aquela que já foi a maior fábrica têxtil da região retomou a laboração

Beiralã já retomou laboração
A Beiralã, retomou ontem a laboração, com a administração a prever readmitir 30 trabalhadores até ao final da semana, de forma gradual.De acordo com o plano de insolvência aprovado pelos credores no mês passado, a fábrica têxtil deverá criar um total de 150 postos de trabalho até ao fim de 2010.

02/01/2010

Mensagem de Ano Novo do Presidente da República

Boas!!!
Desde finais de 2008 e ao longo do ano 2009, fui dando claros sinais através de textos publicados aqui no blogue que podem encontrar nos arquivos, que, a verdadeira crise ainda não chegou. É sabido que as empresas de maior dimensão fecharam portas ao longo destes dois anos, assim como, é sabido que os trabalhadores dessas empresas na sua maioria nem indemnizados foram pelos 20,30,40 anos de trabalho, no entanto, o Estado na sua componente social através da Segurança Social assegura os subsidios de desemprego. É precisamente esta situação que quero uma vez mais aqui esclarecer. O Governo tem de arranjar soluções para os desempregados, não só através da atribuição dos subsidios de desemprego mas para depois dele terminar, é que é nessa fase que o trabalhador entra em ruptura social e económica, pois, sem emprego e sem subsidio quem é que consegue subsistir? Por isso eu digo que a verdadeira crise só vai começar em 2010 e prolongar-se-á muito provavelmente durante a próxima década. Soluções? O aumento da emigração como foi nos anos 50,60 e 70 e aí Angola parece ser o próximo destino de milhares de Portugueses. Quem me dera estar errado...
MENSAGEM DE ANO NOVO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Boa noite,
No início deste novo ano, saúdo todos os Portugueses, onde quer que se encontrem, e desejo-lhes as maiores felicidades para 2010. Há precisamente um ano, quando falei ao País, referi que 2009 iria ser um ano muito difícil. Acrescentei, na altura, que receava o agravamento do desemprego e o aumento do risco de pobreza e exclusão social. E disse também que Portugal gastava em cada ano muito mais do que aquilo que produzia. Quando proferi estas palavras, não o fiz com um propósito político. Enquanto Presidente da República estou acima do combate político e partidário. Falo aos Portugueses quando entendo que o interesse do País o justifica e faço-o sempre com um imperativo: nunca vender ilusões nem esconder a realidade do País. Em nome da verdade, tenho a obrigação de alertar os Portugueses para a situação difícil em que o País se encontra e para os desafios que colectivamente enfrentamos. Ao longo do último ano, o desemprego subiu acentuadamente, atingindo, no terceiro trimestre, 548 mil pessoas. Quase 20% dos jovens estavam desempregados. A todos aqueles que, no último ano, perderam o seu emprego ou não conseguiram retomar uma actividade profissional, quero deixar uma palavra de conforto, mas também de esperança. Não percam a coragem. Mas o desemprego não é o único motivo de preocupação. A dívida do Estado tem vindo a crescer a ritmo acentuado e aproxima-se de um nível perigoso. O endividamento do País ao estrangeiro tem vindo a aumentar de forma muito rápida, atingindo já níveis preocupantes. Acresce que o tempo das taxas de juro baixas não demorará muito a chegar ao fim. Se o desequilíbrio das nossas contas externas continuar ao ritmo dos últimos anos, o nosso futuro, o futuro dos nossos filhos, ficará seriamente hipotecado. Quando gastamos mais do que produzimos, há sempre um momento em que alguém tem de pagar a factura. Com este aumento da dívida externa e do desemprego, a que se junta o desequilíbrio das contas públicas, podemos caminhar para uma situação explosiva. Portugal tem de juntar todas as suas forças para inverter esta situação. Não podemos continuar a ser ultrapassados, em termos de nível de desenvolvimento, por outros países da União Europeia. De acordo com os indicadores mais recentes, Portugal já baixou para a 19ª posição, estando apenas à frente de oito países da Europa de Leste que aderiram há poucos anos à União. Tempos difíceis são tempos de maior exigência e de elevada responsabilidade. Para todos, é certo, mas ainda de maior exigência e responsabilidade para os detentores de cargos públicos. O exemplo deve vir de cima. O País real, que quer trabalhar, que quer uma vida melhor, espera que os agentes políticos deixem de lado as querelas artificiais, que em nada resolvem os verdadeiros problemas das pessoas. É tempo de nos concentrarmos naquilo que é essencial, com destaque para o combate ao desemprego. Não é tempo de inventarmos desculpas para deixarmos de fazer o que deve ser feito.Estamos perante uma das encruzilhadas mais decisivas da nossa história recente. É por isso que, em consciência, não posso ficar calado. Em face da gravidade da situação, é preciso fazer escolhas, temos de estabelecer com clareza as nossas prioridades. Os dinheiros públicos não chegam para tudo e não nos podemos dar ao luxo de os desperdiçar. Recordo o que tenho vindo insistentemente a defender. Nas circunstâncias actuais, considero que o caminho do nosso futuro tem de assentar em duas prioridades fundamentais. Por um lado, o reforço da competitividade externa das nossas empresas e o aumento da produção de bens e serviços que concorrem com a produção estrangeira. Por outro lado, o apoio social aos mais vulneráveis e desprotegidos e às vítimas da crise. É uma ficção pensar que é possível conseguir uma melhoria duradoura do nível de vida dos portugueses sem o aumento da produtividade e da competitividade da nossa economia. O reforço da competitividade depende, desde logo, da confiança e da credibilidade das nossas instituições, nomeadamente do sistema de justiça e da Administração Pública. Devemos apostar, por outro lado, em políticas públicas que promovam uma educação exigente e uma formação profissional de qualidade, que fomentem a inovação, que incentivem os investimentos das empresas no sector dos bens e serviços que concorrem com a produção externa. Cerca de noventa e cinco por cento das nossas empresas têm menos de vinte trabalhadores. Sendo esta a estrutura do nosso tecido produtivo, o contributo das pequenas e médias empresas é decisivo para a redução do desemprego e para o desenvolvimento do País. Às instituições financeiras, por seu lado, exige-se que apoiem de forma adequada o fortalecimento da capacidade das pequenas e médias empresas para enfrentarem a concorrência externa. Se o Estado tem a responsabilidade de garantir a estabilidade do sistema financeiro em períodos de turbulência, os bancos têm a responsabilidade social de garantir que o crédito chega às empresas. Nos últimos tempos, temos ouvido muitos apelos para que o Presidente da República intervenha activamente na vida política. No entanto, na lógica do nosso sistema constitucional, não compete ao Presidente da República intervir naquilo que é o domínio exclusivo do Governo ou naquilo que é a actividade própria da oposição. Portugal dispõe de um Governo com todas as condições de legitimidade para governar, um Governo assente numa maioria relativa conquistada em eleições ainda há pouco realizadas. O novo quadro parlamentar, aliado à grave situação económica e social que o País vive, exige especial capacidade para promover entendimentos da parte de quem governa, a que deve corresponder, por parte da oposição, uma atitude de diálogo e uma cultura de responsabilidade. Os Portugueses compreenderiam mal que os diversos líderes políticos não se concentrassem na resolução dos problemas das pessoas e que não empenhassem o máximo do seu esforço na realização de entendimentos interpartidários. Neste contexto, a difícil situação das nossas contas públicas lança um desafio de regime aos partidos representados no Parlamento. Os custos da correcção de um desequilíbrio das finanças públicas podem ser dramáticos, como o demonstram os exemplos de outros países da União Europeia. Importa ter presente que Portugal tem já um nível de despesa pública e de impostos que é desproporcionado face ao seu nível de desenvolvimento. Assim, seria absolutamente desejável que os partidos políticos desenvolvessem uma negociação séria e chegassem a um entendimento sobre um plano credível para o médio prazo, de modo a colocar o défice do sector público e a dívida pública numa trajectória de sustentabilidade. O Orçamento do Estado para 2010 é o momento adequado para essa concertação política, que, com sentido de responsabilidade de todas as partes, sirva o interesse nacional. Não devemos esperar que sejam os outros a impor a resolução dos nossos problemas.
Portugueses,
Neste ano de 2010, iremos celebrar o centenário da República.
Vamos fazê-lo numa conjuntura que é de grandes dificuldades. Mas, precisamente por isso, temos de perceber que a nossa crise não é apenas económica. É, também, uma crise de valores. Há que recuperar o valor da família. O esbatimento dos laços familiares tem sido um dos factores que mais contribuem para agravar as dificuldades que muitos atravessam. Devemos também valorizar a prática do valor da ética republicana. A ética nos negócios, nos mercados e na vida empresarial, mas também na vida pública, tem de ser um princípio de conduta para todos. Temos também de restaurar o valor da confiança nas instituições e na justiça. Os Portugueses têm de acreditar que existe justiça no seu País, que ninguém está acima da lei. Sei que a grande maioria dos magistrados se empenha, séria e discretamente, em fazer bem o seu trabalho. Neste primeiro dia do ano, importa reafirmar o valor da esperança. Repito aos Portugueses o que lhes disse há precisamente um ano: não tenham medo. Possuímos uma longa História de que nos orgulhamos, porque no passado não tivemos medo. E aqui estamos hoje, um Estado democrático que faz parte de uma Europa Unida. Aqui estamos hoje, em 2010, porque acreditámos em nós próprios e num destino chamado futuro. Em nome desse futuro, temos de continuar a lutar. O combate que travamos por Portugal é feito em nosso nome e em nome dos nossos filhos. Eu acredito em Portugal. Por isso, continuarei a lutar pelo futuro desta nossa terra. No meio de tantas incertezas, os Portugueses podem ter uma certeza: pela minha parte, não desistirei e nunca me afastarei dos meus deveres e dos meus compromissos.
A todos, um Bom Ano de 2010.
in: http://www.presidencia.pt/

01/01/2010

A NÃO PERDER: Sherlock Holmes...o filme

Numa nova abordagem ao mais famoso personagem de Arthur Conan Doyle, "Sherlock Holmes", o detective e o seu leal parceiro Watson, encontram o seu último desafio. Revelando habilidades de luta tão letais quanto o seu lendário intelecto, Holmes vai lutar como nunca para derrubar um novo inimigo e desvendar uma conspiração mortal que pode destruir o país. Desde 1988 que Hollywood não produzia um filme baseado no famoso personagem de Arthur Conan Doyle com a produção de Without a Clue. Não promete ser um blockbuster, mas certamente poderá proporcionar alguns momentos de emoção. A estreia mundial de Sherlock Holmes ocorreu no dia 24 de Dezembro. Realizado por Guy Ritchie, responsável por filmes como Snatch – Porcos e Diamantes e RocknRolla, o enredo pretende reinventar a imagem de Sherlock Holmes, não só como o cavalheiro intelectual do final do século XIX, com o seu cachimbo, lupa e baseado exclusivamente no seu raciocínio dedutivo, mas também como um mestre nas artes físicas, nomeadamente no boxe e na esgrima. A esse facto tem de se associar a escolha do energético Robert Downey Jr para o papel principal, personificando assim o detective. Veremos se Watson, protagonizado pelo esguio Jude Law, será um companheiro resmungão que se limita a confirmar as teorias de Holmes, ou se será um personagem activo e cheio de energia, acompanhando o movimento que o realizador pretende dar ao filme. Para os fãs dos super vilões que esperavam um confronto épico entre Moriarty e Holmes, o realizador deu a entender que a aparição da némesis do detective não seria corpórea e limitar-se-ia a breves menções durante os diálogos, muito se devendo à conhecida recusa de Russell Crowe em protagonizar o papel do professor vilão. Outras figuras célebres das histórias clássicas de Conan Doyle, como O Cão dos Baskervilles e Jack o Estripador, também não farão parte do filme, sendo a confirmação da reinvenção do personagem principal mediante a visão do realizador.



O argumento foi escrito por Michael Robert Johnson, Anthony Peckham e Simon Kinberg, cujo objectivo passou pela modernização do detective de forma a tornar a sua imagem mais irreverente e menos anti-social, permitindo uma melhor exploração da imagem de Holmes enquanto um ser emocional. Segundo Lionel Wigram, um dos produtores do filme, todas as acções realizadas por Holmes no filme foram retiradas dos livros de Arthur Conan Doyle, contudo, o enredo não será adaptado de nenhuma história do autor e consiste na luta do detective contra o proeminente Lord Blackwood, uma figura inspirada no famoso ocultista Aleister Crowley, protagonizado pelo actor Mark Strong, que se começa a tornar-se num habitué dos filmes de Guy Ritchie, após ter entrado em RocknRolla e Revólver. Com a necessidade de Ritchie em produzir um blockbuster, visto que RocknRolla, discutivelmente o seu melhor filme, não atingiu esse patamar, veremos se a reinvenção de Sherlock Holmes será suficiente para o lançar à ribalta dos grandes nomes de Hollywood. Se a presença de Robert Downey Jr assegura o mediatismo em torno do filme, após as suas presenças em filmes como Homem de Ferro, Tempestade Tropical e O Solista, a presença de Jude Law nem por isso, uma vez que se começa a tornar difícil recordar a sua presença em grandes êxitos recentes. Um orçamento “modesto” para um filme de Hollywood e uma classificação de PG – 13, pode dar a entender que este filme será feito essencialmente para adolescentes, de modo que não estão previstos “excessos” durante o filme, como por exemplo, o conhecido consumo de ópio do detective de forma a aguçar-lhe a mente. O novo detective à imagem de Hollywood ainda é um mistério, mas existe sempre uma satisfação ao ver um personagem clássico nos ecrãs, bem como a sua famosa frase: “At last, the game is afoot again!”. A estreia em Portugal ocorreu a 24 de Dezembro de 2009.

22/12/2009

Feliz Natal para os meus leitores

A todos os meus leitores/as desejo um Santo e Feliz Natal,
Solidário e com muita Saúde

Câmara Municipal de Gouveia não está envolvida no caso "Face Oculta"

A Câmara Municipal de Gouveia e os seus funcionários não têm nem tiveram nenhuma ligação com o processo "Face Oculta", concluiu o inquérito interno aberto pela autarquia na sequência de notícias surgidas nos meios de comunicação social. O inquérito, conduzido por uma personalidade "externa e independente", conclui pela "absoluta inexistência de quaisquer factos atinentes à Câmara Municipal de Gouveia, hipoteticamente conexos com o aludido processo", anunciou em comunicado o presidente do executivo camarário, Álvaro Amaro. Na mesma nota, a autarquia confirma que em Janeiro de 2009 o município efectuou uma consulta a seis empresas para encaminhamento de resíduos VFV (Veículos em Fim de Vida). A esta consulta responderam três empresas, sendo que a proposta mais favorável foi apresentada pela O2 Ambiente - Tratamento e Limpezas Ambientais SA, pelo valor de 400 euros. No entanto, o inquérito confirma que "nenhuma adjudicação foi efectuada à referida empresa no que concerne à descontaminação de depósitos de substâncias poluentes existentes na antiga fábrica Bellino & Bellino".

Portugal: Doze bebés abandonados em 2009

Contabilidade é de apenas quatro maternidades, porque Portugal não dispõe de uma estatística nacional.
No ano de 2009, em quatro das maiores maternidades do país, foram rejeitados 12 bebés pelas mães, após o parto. Quantos o foram no país inteiro, não se sabe, porque Portugal não dispõe dessa estatística. Engravidam, carregam-no nove meses dentro de si, mas após o parto deixam-no no hospital, para futura adopção. Para melhores dias. É o caso do Filipe, filho de mãe portadora de HIV; ou Pedro, filho de menina universitária a quem drogaram em noite de festa e que não sabe quem a engravidou; é o caso de muitos outros. No total, não sabemos quantos, porque Portugal não tem essa estatística. Não estão contabilizados os bebés que ficam no hospital, entregues pelas mães após o parto, para futura adopção; não estão contabilizados aqueles cujas mães simplesmente os abandonam na maternidade, tendo dado nome e morada falsa; e muito menos os que foram encontrados jogados num qualquer sítio público. Cada hospital tem a sua estatística.
continue a ler: clicando aqui

20/12/2009

Há dúvidas?

para bom entendedor meia palavra basta...

A Casa da Luz, um livro de João Orlindo Marques

Lançamento da obra dia
22 de Dezembro pelas 16horas no CISE
A Freguesia de Vide, conta já com um património literário de grande valor, que ao longo da sua história foi enriquecido pelos seus conterrâneos, e para fortalecer ainda mais a já famosa literatura vidense, eis que surge mais uma obra literária dotada de um grande valor histórico, escrita pelo Dr. João Orlindo (Licenciado em História), uma obra baseada no património industrial da Senhora do Desterro e que serviu de tese para tirar o seu mestrado, concluído nos principio deste ano. O lançamento da referida obra terá lugar no próximo dia 22 de Dezembro, pelas 16 horas, no Centro de Interpretação da Serra da Estrela, em Seia.
in: http://www.portalbeiras.com/
Dr. João Orlindo é também o Presidente da Casa do Povo de Vide onde trabalhei durante 5 anos e onde as recordações são muitas e boas.

O meu Natal...

...vai ser feliz por fazer os outros felizes. Hoje então, estou particularmente feliz pelo Sábado que passei... Como isto é o meu diário não podia deixar de aqui registar a minha felicidade.

O Natal do "Ti" Rui

Hoje (Sábado), o "Ti" Rui recebeu uma das notícias mais importantes da sua vida. Vai mudar-se para uma casa digna desse nome antes do Natal. O "Ti" Rui vive numa barraca sem casa de banho, sem as minimas condições de habitabilidade. Hoje, os olhos do "Ti" Rui eram o espelho do seu coração. Obrigado à sensibilidade e humanismo da Direcção da AVASVCSerra que disponibilizou a viatura para irmos comprar uma cama nova para a casa "nova" do Ti Rui e pelo esforço em proporcionar melhores condições de vida a mais um ser humano realmente carenciado.

O Natal com a "Ti" Maria Moleira

Hoje (Sábado) foi dia de ir visitar o "Vale dos Moínhos" em Figueiró da Serra, onde fui entregar umas lembranças de Natal à "Ti" Maria Moleira. Mantas e cachecóis para se abrigar do frio, um bolo-rei, um outro doce de Natal e uma caneca gravada com o seu nome. A emoção pelo reencontro e pela partilha foi recíproca. Quando lá chegámos a "Ti" Maria estava a cortar lenha para se aquecer, até porque, a temperatura lá no vale marcava 4 graus negativos.
PS - As fotos não as posso colocar agora. Deixei o cabo USB da máquina em Lisboa:(

17/12/2009

Entrevista ao Jornal Santa Marinha, edição de 17 de Dezembro de 2009

SEIA/ENTREVISTA A LUIS SILVA
Homenageado com uma Menção Honrosa no Cine´Eco 2009
Luís Silva é Assistente Social, desenvolve a sua profissão em Instituições de Solidariedade Social no Concelho de Seia e Gouveia. Licenciou-se em Serviço Social pelo Instituto Superior Miguel Torga em Coimbra e detém uma Pós-Graduação em Administração Social pela Universidade Lusíada de Lisboa. Paralelamente à sua profissão exerce colaboração com alguns órgãos de comunicação social nomeadamente imprensa escrita, radiofónica (Rádio Boa Nova, Oliveira do Hospital) e televisiva (Dão TV – Viseu). Fundou e foi Director do Jornal “Torre do Selo”. Dedica nas suas horas vagas tempo para a fotografia e para a sétima arte. No cinema documental apresenta em 2009 “Os Últimos Moínhos” o quarto documentário do Realizador. Assume-se como documentarista social procurando com os seus documentários acima de tudo valorizar e reconhecer o trabalho das pessoas que de uma forma ou de outra nunca foram reconhecidas. A escolha dos moinhos e dos moleiros pretende ser isso mesmo. Esta foi uma forma de economia com grande força no País e que aproveitava os recursos hídricos e eólicos numa simbiose perfeita entre a utilização dos recursos ambientais e a economia. Hoje esta arte está em vias de extinção. O Sociólogo António Barreto, autor do documentário “Portugal um retrato social” é a sua grande referência no cinema documental uma vez que procura através dos seus documentários passar uma mensagem de alerta e acima de tudo uma mensagem social, nunca esquecendo de apontar soluções aos problemas retratados, contrariamente à maioria dos documentários que se limitam a apontar as falhas mas esquecem-se de apontar soluções. Para o realizador esta é a grande diferença dos seus filmes em relação a outros. A escolha deste tema surge da recolha de estórias e histórias junto de pessoas que em tempos se dedicavam a esta arte e que hoje, com tristeza e alguma mágoa vêem os moinhos abandonados, cobertos de silvas e em ruínas e, pior que isso, não vêem as Entidades responsáveis mostrar algum interesse para os recuperar. A realização e as filmagens deste documentário iniciaram-se em Outubro de 2008 e prolongaram-se até Maio de 2009, num total de 8 meses de recolha de depoimentos e gravações. No total foram recolhidas 18 horas de filmagens, percorridos 1200 Km, filmadas12 localidades, retratados 6 Concelhos e entrevistadas 8 personagens.
JSM: Hoje (dia 17 de Dezembro), o seu filme/documentário “Os Últimos Moinhos” vai estar em exibição no cinema da Casa Municipal da Cultura de Seia. Quais são as expectativas para esta noite?
Sendo a projecção do filme a meio da semana as expectativas ao nível da afluência do público são diferentes do que se fosse ao fim de semana em que as pessoas têm mais disponibilidade de tempo para virem ao cinema. Infelizmente, na nossa região, as pessoas não dedicam muito do seu tempo à cultura, daí que, se estiverem presentes cerca de 50 pessoas logo à noite no cinema em Seia para verem o filme já fico satisfeito, é que normalmente nas sessões das 5.ªs feiras se formos ao cinema podemos reparar que estão lá 10 a 20 pessoas e isso para um realizador que se entrega de corpo e alma de forma totalmente gratuita á divulgação da sua região através deste meio, não é motivador, no entanto, pode acontecer o que aconteceu no CISE quando o filme passou a concurso. Tendo sido a uma 6.ª feira de manhã estavam lá perto de 120 espectadores o que não deixou de ser surpreendente até para a própria organização. Do ponto de vista da projecção do filme espero que seja de qualidade superior à que foi no auditório do CISE.
JSM: Como tem “visto” a passagem do seu filme junto dos seus actores/intervenientes?
Os intervenientes é que dão alma a este documentário. Curiosamente não conhecia nenhum pessoalmente. Por exemplo, a D. Maria de Jesus, moleira, residente em Figueiró da Serra não acredita em nada do que vê nas televisões. Acha que é tudo inventado. Ao ver-se neste documentário mudou completamente a sua ideia. Esta Sr.ª vive sem luz, sem água canalizada e ainda faz as suas refeições em panelas de ferro à lareira. Em pleno século XXI vive de uma forma que para muitos de nós era impraticável viver. Ao médico foi uma vez, apesar da idade avançada. Sempre viveu no campo e é ali que quer acabar os seus dias. Avelino Boto, moleiro, residente em Sandomil, apesar de ter já sido operado ao coração por três vezes não abandona a sua profissão. Crítico da forma como a sociedade está hoje em dia organizada, mostra-se também, bastante sensível às questões ambientais fazendo referência à poluição que aniquila o Rio Alva, poluição para a qual também não vê interesse em que seja resolvida. Foi com as lágrimas nos olhos que na ante-estreia em Maio deste ano ele e a sua família viram o filme. Foi para ele, talvez o melhor reconhecimento que alguém podia ter feito à sua pessoa e à sua profissão de uma vida que ainda mantém em funcionamento no seu moinho em Sandomil, S. Gião e S. Romão. Artur Gueifão, criado nos moinhos dos seus avós em Domingos da Vinha no Alentejo, mostrou-nos e falou-nos com grande orgulho das suas réplicas de monumentos que vai fazendo para passar o tempo, agora que se encontra reformado. Este autodidacta, produziu um moinho de água que ofereceu ao Museu Rural de Figueiró da Serra, moinho este que demorou 3 meses a construir e que pesa 85 kg. Também ele ficou bastante agradado por alguém um dia se ter lembrado de colocar na tela através do cinema esta arte dos seus antepassados que ele tanto preza. Firmino Toipa, natural de Vildemoinhos-Viseu, por amor à sua tia “Micas Moleira” recuperou sem qualquer ajuda de qualquer entidade um moinho e converteu-o num Eco-Museu que hoje recebe ao longo do ano centenas de estudantes do 1.º ciclo, 2.º e 3.º ciclo e até etudantes Universitários que ali se deslocam para visitarem e realizarem trabalhos. Recebe também a visita de Lares e Centros de Dia. A aceitação desde a primeira hora para integrar este documentário foi um claro sinal do reconhecimento do seu esforço em recuperar o moinho que hoje está ao serviço da sociedade. Em Tourais, Maria Armanda também entrou pela primeira vez num filme. Maria Armanda mostra-nos todo o processo de fazer o pão em forno de lenha e fala-nos sobre as qualidades e características do sabor desta especialidade. A arte aprendeu-a com os seus antepassados e deu-lhe o devido seguimento até aos dias de hoje. No geral todos os intervenientes gostaram de se ver na tela do cinema e são eles a grande alma deste filme onde relatam as suas vivências tal e qual como foram. Aqui neste documentário não existe ficção, tudo é real.
JSM: Após a realização deste documentário, como considera a questão histórica/ambiental (degradação dos moinhos) com a temática da extinção desta profissão (moleiro)?
Numa sociedade que tanto apregoa a defesa do ambiente e dos recursos ambientais parece-me que afinal nada se faz em sua defesa. O esquecimento a que foram votados os moinhos é preocupante. O que vi na sua maioria foram moinhos abandonados e os poucos que ainda se encontram em funcionamento vão ficar também eles esquecidos. Outro problema que registei foi a poluição que corre nas nossas ribeiras e rios, nomeadamente o escoamento dos esgotos a céu aberto directamente para os rios. É triste por exemplo em Sandomil onde podemos observar lontras e outras espécies de animais e espécies piscícolas no rio, vermos os esgotos a escoarem mesmo ao seu lado. Para os moleiros “a água é o nosso sangue” e ficam feridos de morte ao verem “o nosso sangue” contaminado sem que se consigam arranjar soluções para o tratar. As levadas na sua maioria estão destruídas pelo tempo, obstruindo a normal circulação das águas que se perdem pelos campos sem qualquer aproveitamento prático para a agricultura. Relativamente à extinção desta profissão não tenho dúvidas nenhumas que vai mesmo acabar. Há moleiros que mantêm em funcionamento 5/6 mós. Quando estes moleiros partirem deste mundo, essas mós pararão também elas para sempre.
JSM: Quais os patrocínios/apoios que teve até agora?
Patrocínios nenhuns. Apoios alguns.
Tive o apoio da Quinta do Adamastor em Figueiró da Serra. A Ante-Estreia no dia 30 de Maio foi feita naquele espaço de turismo de habitação. Disponibilizaram-me a sala de congressos, assim como, ofereceram um beberete aos convidados no final. Tive o apoio do Centro Social e Paroquial de Figueiró da Serra na pessoa do Sr. Pe. Boto e do Sr. Aristides Ferreira que acabou por me acompanhar em todo este projecto. Tive o apoio da Junta de Freguesia de Figueiró da Serra e da Câmara Municipal de Gouveia ao nível da cedência de espaços para a exposição de fotografias sobre o filme e cedência da Biblioteca Municipal Vergílio Ferreira onde o filme foi projectado no passado mês de Novembro. José Ferreira, um emigrante nos EUA, também ele de Figueiró da Serra foi outra das pessoas que apoiou este filme na sua divulgação junto da comunidade emigrante. Os Estúdios Fotográficos Foto Correia em Oliveira do Hospital foram o meu principal patrocinador ao nível do equipamento de filmagem sem o qual era impossível fazer este documentário. A DãoTv mais que uma patrocinadora foi uma aliada uma vez que os seus profissionais ajudaram na edição e montagem do filme assim como na voz off.
JSM: Formulou algum pedido (patrocínio/ apoio) a entidades públicas ou privadas?
Sim.
Na Ante-Estreia do doc no dia 30 de Maio, estiveram presentes responsáveis ao mais alto nível de todas as Autarquias retratadas neste filme. Gouveia, Seia, Oliveira do Hospital, Coimbra, Viseu e Belver. No final da apresentação os elogios foram muitos. Na semana seguinte enviei um ofício através de e´mail para todas as Autarquias a solicitar patrocínio e, até à data não recebi qualquer resposta.
JSM: Qual o custo final deste filme? Para quem gosta desta arte (documentário) e que gostaria de realizar/fazer um filme, considera acessível a concretização do mesmo (sem apoios)?
O custo final deste filme foi enorme. Despesas de deslocação (1200 km percorridos), alimentação, estadia, aluguer de material, pagamento à empresa que fez a edição e montagem, pagamento ao narrador e despesas de compra de cassetes e material diverso para as filmagens, além do registo no Instituto da Propriedade Industrial (INPI) e na Inspecção Geral das Actividades Culturais (IGAC), posso dizer com comprovativos de recibos que gastei perto de 3.500 euros. Para quem gosta desta arte posso dizer que, infelizmente não basta gostar. Pelo que me apercebi até ao momento, não podemos contar com o apoio de entidades. Ou se tem para investir ou não se tem. Infelizmente a aposta na cultura e, acima de tudo a aposta nos produtores locais é nenhuma.
JSM: Qual a sensação de ter sido o único filme senense a ser reconhecido, neste Cine’Eco 2009?
É o reconhecimento do meu trabalho por parte, neste caso do Júri da Lusofonia. Quando um Festival de Cinema sobejamente reconhecido nacional e internacionalmente como é o CineEco que recebe todos os anos aproximadamente 500 filmes de toda a parte do mundo e selecciona cerca de 70 para a fase final onde está incluído “Os Últimos Moínhos” e desses 70 acaba por ganhar uma Menção Honrosa, é caso para ficar contente. Além destes dados se pensarmos que estamos a competir com profissionais da área da televisão e do documentarismo, se pensarmos que estamos a concorrer com produções altamente profissionais do ponto de vista técnico e de recursos humanos especializados, se pensarmos que estamos a concorrer no mesmo pé de igualdade com filmes que já ganharam prémios em festivais nacionais e internacionais, os quais utilizam meios de filmagem e edição altamente sofisticados, é caso para que a nossa sensação seja também ela altamente positiva. Para ter uma ideia do que estou a falar, o realizador que arrecadou os 3 principais prémios do CineEco 2009 é cameramen da SIC e na minha opinião é o profissional mais completo tecnicamente de todas a televisões Nacionais. Outras Menções Honrosas que foram atribuídas este ano, são produções por exemplo da RTP. Ora, o meu filme ter sido seleccionado e ter arrecadado uma Menção Honrosa dá-me a sensação que afinal ainda existem David´s que sem os mesmos meios chegam onde chegam os Golias.
JSM: Tem participado noutros Festivais de Cinema? Quais? Qual tem sido o resultado desta participação?
O documentário antes de ter sido seleccionado para o CineEco foi seleccionado para o IF-IF, Festival de Cinema Internacional de Idanha-a-Nova. Estive presente em Idanha no dia em que o filme passou no Festival e no final a critica gostou do que viu. Passou também no Festival de Cinema em Arouca e à margem do circuito dos Festivais já passou na Biblioteca Vergilio Ferreira em Gouveia, vai passar hoje no cinema em Seia e já tenho outros locais onde vai passar como por exemplo no Cinema em Oliveira do Hospital, no cinema na Covilhã, na Casa do Concelho de Gouveia em Lisboa, vai passar numa sala de cinema em Coimbra e no Teatro-Cine em Viseu.
Estes são os que já estão confirmados havendo outros locais onde irá passar.
O melhor resultado destas participações é chegar aos cinemas e ver bastante público presente e interessado em colocar questões sobre a produção/realização.
JSM: Para quando e onde estará à venda ao público este filme?
Neste momento o DVD está praticamente registado faltando apenas uns pequenos pormenores que estão a ser tratados junto do IGAC. É minha intenção ter o filme à venda até final deste ano em vários pontos do País, nomeadamente postos de turismo, algum comércio e entidades hoteleiras. Não descuro a possibilidade de o ter à venda numa grande superfície sobejamente conhecida de todos e que anunciarei brevemente na apresentação pública do DVD onde espero contar com a participação de algumas figuras públicas nacionais da sétima arte e do social.
JSM: Qual é o ponto onde gostaria de ver chegar o seu documentário, que ainda não chegou (passar na TV, por exemplo)?
Como sabe, a imprensa local, regional e nacional tem dado um forte contributo á divulgação do filme. Agradeço a toda a imprensa escrita da região da Guarda, Viseu e Coimbra, uma vez que não houve um único jornal que não tivesse publicado notícias sobre o filme. Um agradecimento especial também às rádios da região assim como aos blogues e sites que desde a primeira hora têm apoiado este projecto. Recentemente estive em Lisboa onde fui convidado a dar uma entrevista para a Rádio renascença. Em Julho foi para a Antena 1 e nesse mesmo mês a revista de Domingo do Correio da Manhã fez uma reportagem bastante interessante. No seguimento da Menção Honrosa ganha no CineEco, parte do filme passou na RTPn no Fotograma que é um programa específico sobre produções nacionais. Por último posso dizer-lhe que gostaria que o filme passasse numa televisão nacional, não só porque dava outra projecção à nossa região da Serra da Estrela, mas acima de tudo aos nossos moleiros que, com dificuldades ainda vão mantendo esta arte.
JSM: Quais os objectivos futuros? Para quando o próximo documentário?
Nesta área um dos objectivos que tenho para o futuro é alertar as entidades para que apoiem as pessoas do Concelho de Seia que investem neste género de difusão cultural. O CineEco é um dos projectos que Seia e os Senenses se devem orgulhar uma vez que concentra em si mesmo a atracção do Mundo e leva ao Mundo o que de melhor por cá passa ao nível de cinema ambiental. Assim sendo, o que custa incentivar e apoiar os produtores locais? Obviamente que terá de haver regras para a atribuição desses apoios, mas, provavelmente seria uma boa aposta até do ponto de vista da atracção turística. Outro dos objectivos é contribuir com os meus documentários para ajudar na resolução dos problemas ambientais que possam existir na nossa região. Relativamente ao próximo documentário o que posso dizer é que já estou a trabalhar no tema e espero apresentá-lo em 2011.
Agradeço ao JSM a entrevista e desejo a todos os seus leitores um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo