27/07/2010

Á conversa com Maria José Figueiredo...a Poeta Serrana

No seguimento daquilo que é a "nova" linha editorial deste blogue que pretende entrevistar algumas personalidades Senenses e não só, das áreas culturais, desportivas e sociais que se têm destacado ao longo dos anos com os seus trabalhos, hoje é a vez de entrevistar Maria José Figueiredo, a Poeta Serrana. Poucas são as pessoas no Concelho de Seia que se dedicam à poesia. É com muita honra que publico aqui hoje esta entrevista a esta grande senhora da poesia serrana. Dados biográficos
Nome: Maria José Figueiredo
Data de nascimento: 25/09/1973
Reside em São Romão
Fequentou a Escola Primária de São Romão, Escola Preparatória de Seia, Escola Secundária de Seia. Os primeiros dois anos de escolaridade foram feitos na Alemanha onde estive durante 7 anos.
LS - A partir de que momento decidiu ser poetisa e o que representa para si?
MJ – Não foi algo que tivesse decidido! Apenas, um dia, com os meus treze anos, o meu irmão mais velho ofereceu-me um livro de Florbela Espanca, que li e que me encantou de imediato. A partir daí, escrever era algo que me realizava, me fazia feliz, me completava…. Não voltei a deixar de fazê-lo desde então! Poetisa? Nunca pensei seriamente nisso… Para mim, havia os poemas e eu, numa sintonia perfeita com a alma! Daí o meu brincar quando digo que sou poeta… porque se os poemas vêm da alma, a alma humana não tem sexo!
Agora, escrever os meus poemas, sempre que posso e a vontade me invade significa para mim um mundo inteiro de emoções que só mesmo quem sente este prazer pela escrita o pode compreender!
A poesia representa para mim um longo caminho de histórias, glórias e memórias… Um caminho que percorri só mas de alma cheia!


LS - Já editou alguns livros. Diga-nos quais e em que anos?
MJJá Editei dois livros, ambos de poesia.
Editei o meu 1º Livro, “Pelos Rumos da ilusão” em Dezembro de 2007 e Editei o meu 2º Livro “Aguarela de Poemas” em Maio de 2009.

LS - Tem trabalhado com uma editora ou mais que uma?
MJ
A Editora com quem tenho trabalhado é do Porto, a “Editorial 100”. O Diego, um grande amigo, tem sido um apoio e um crente do meu trabalho apoiando-me sempre. Com esse apoio e confiança consegui realizar o meu mais nobre sonho. Mostrar ao mundo, o quanto a poesia pode ser bela quando libertada nas páginas de um livro! A ele, aos meus amigos e à minha família devo grande parte desta vitória!

LS - Além do lançamento dos livros quais os momentos mais altos que já viveu enquanto poetisa?
MJ Por incrível que pareça, os momentos altos da minha poesia, são todos aqueles em que termino de escrever um poema! Podem não acreditar mas sou capaz de lê-lo umas 5 vezes seguidas… Não sei, talvez por os escrever tão rapidamente, pois nunca me demoro mais que 2 ou 3 minutos, tenha depois a necessidade de me entranhar neles, devorá-los retirar-lhes o que lá pus de mim. E depois encantar-me com a minha própria alma… descobre-se tanto acerca de nós próprios quando escrevemos rápido, sem pensar… Depois, ao analisar o conteúdo temos, por vezes, agradáveis ou inesperadas surpresas! Mas momentos, momentos… O lançamento do meu 1º livro foi a “prima-dona”. Será para sempre um dos ex-líbris da minha vivência como poeta, como ser humano, como amiga, como filha, irmã … como mãe! Mãe do meu melhor poema, o meu filho! Mas também mãe das minhas conquistas e concretizações! É importante levarmo-nos ao empenho de descobrir até onde somos capazes de ir e onde podemos chegar! É muito importante a realização pessoal. Talvez para nos lembrarmos, ou não termos a oportunidade de nos esquecer… Que estamos VIVOS!

LS – Esteve na antestreia do filme “Os Últimos Moinhos” onde declamou dois poemas originais e feitos para aquele filme. Foi importante para si esse momento? Porquê?
MJ
Esse foi um momento único que jamais esquecerei! Pois, não sabia, até aí o que era ter tantos flashes de máquinas fotográficas na minha direcção! Estava constrangida pois não sabia como estar, olhar ou falar!!! Mas tentei manter a calma e não dar muito nas vistas! Foi fantástico! Essa é uma das histórias para contar aos netos!
Um belo dia saí para tomar café com uma amiga, e reencontrei o meu “velho” amigo de liceu… O Luís, que já não via há anos! Então, entre uma conversa animada, eu contei-lhe do meu livro e ele a mim do seu filme! Foi pura química de artes! Ele lembrou-se de me convidar para estar lá e eu, com um sorriso imenso de orelha a orelha, aceita com um orgulho que quase me saia do peito! (e pelos olhos, lol)! Foi incrível. É um projecto imenso, cheio de belezas naturais, culturas efémeras, utopias e quimeras que nos entram pelos poros de todo o corpo para os transpirarmos em arte! Foi, sem dúvida, um dos momentos que jamais será banido do meu mundo interior de memórias. Um momento, em que um grande amigo me deixou, também a mim, brilhar na sua estrela! E, o bom, é que acho que consegui não deixá-lo ficar mal!

LS – Na Casa Municipal da Cultura de Seia fez o lançamento do seu último livro “Aguarela de poemas”. A par da apresentação do livro onde esteve muita gente, foi apresentada uma peça de teatro onde também participou. É o teatro outros dos “amores” da sua vida?
MJ Claro que sim… e a dança, e o cantar, e os filmes, e tudo aquilo que de alguma forma possa associar à poesia. Vejam, a poesia, tem mesmo de se gostar dela, para andar sempre com ela na mão! E nem toda a gente gosta de ler… infelizmente! Então, para mim, a poesia não deveria ser só lida!!! Deveria ser cantada, dançada, berrada ao ar, encenada eu sei lá! Deveríamos mesmo andar com ela na mão. É urgente mudar o cinzento dos momentos e abraçar a aguarela dos dias!
Se pudéssemos transportar a alma de cada um de nós para os instrumentos diferentes das nossas artes, nunca teríamos um só momento cinzento. Por mim, vou continuar sempre a transportar a minha poesia para tudo que mexa e a faça mexer numa sintonia encantada… tipo prozac sem químicos! Da última vez, se bem me lembro, foi uma passagem de modelos, de mil e uma cores e muita música. Prometo, mais projectos, sem promessa de datas. O que não planeamos, é o que mais planeado está dentro de nós!

LS – Actualmente já está a trabalhar noutro livro? Se sim, para quando o lançamento?
MJ Já tenho a estrutura para um novo projecto. Mas estou a mimá-lo e a prepará-lo… não sei, ainda, para quando será essa cegonha! Mas como disse anteriormente, o que não planeamos, é o que mais planeado está dentro de nós. Eu darei noticias na altura certa, podem contar!

LS – No futuro o que espera vir a alcançar enquanto poetisa?

MJ Aquilo que pretendia alcançar como poeta já o consegui. Estou feliz por ter tido a coragem de abrir a alma e deixá-la voar! Agora, é só continuar a deixá-la voar. Onde vai chegar… não sei! Mas o importante é que chegue sempre a um bom porto!

LS – Caso queira referir outras situações que não estejam previstas na entrevista pode fazê-lo neste espaço:
MJ Gostaria de poder dizer-vos só isto:
As palavras simples são mais de nós mesmos do que dos outros… assim como são dos outros mais do que de nós!


Todos temos um valor como seres humanos, não podemos simplesmente ignorá-lo. É isso que faz de nós próprios um jardim habitado aos olhos do mundo! À que cuidar desse jardim para viver nele com serenidade!

Vestigios de um tempo passado - 4

Vestigios de um tempo passado - 3

14/07/2010

OBRIGADO E FELICIDADES TAMBÉM PARA VOCÊS

A todos os que têm desejado felicidades à nossa pequenita que nasceu no dia 11 de Julho, o nosso agradecimento. Assim que tenhamos um pouquito mais de tempo responderemos às centenas de mensagens e e´mails que nos têm enviado.

10/07/2010

Faleceu a mulher mais idosa do Concelho de Seia

"Maria Rosa de Jesus, de 103 anos de idade, natural da Freguesia de Cabeça, Concelho de Seia, foi a enterrar na sua aldeia, no dia 9 de Julho pelas 17 horas. Era conhecida por "Rosa da Boucha", por ser a única moradora da Travessa da Boucha, em Cabeça.Completava 104 anos daqui a 2 meses, ou seja, em 29 de Setembro próximo. Foi casada com António Tavares, de quem teve 11 filhos. Passou os últimos tempos ao cuidado duma instituição de apoio à terceira idade na zona de Lisboa. Apagou-se a chama dalguém que dava testemunho dum tempo difícil, mas cheio de valores."
Continue a ler em: http://cabecaweb.blogspot.com/

08/07/2010

2.ª Entrevista. NUNO PINHEIRO dá a sua opinião sobre a Freguesia onde reside. SANTA COMBA DE SEIA.

No seguimento das entrevistas pelas Freguesias, viajamos hoje até Santa Comba de Seia onde entrevistámos Nuno Pinheiro, autor de vários blogues sobre o Concelho de Seia e não só, um dos que, tal como outros, voluntariamente e "perdendo" tempo da sua vida, se dedica a valorizar as nossas culturas, as nossas populações e as nossas tradições turisticas e sociais. Nuno Pinheiro, um cidadão a residir na bonita Freguesia de Santa Comba de Seia diz de sua justiça o que está bem e o que não está contribuindo não só através dos seus blogues mas também através desta entrevista para um conhecimento melhor do nosso Concelho em geral e da sua Freguesia em particular. A ele o meu bem-haja pela colaboração.

LS – Quantos habitantes residentes tem a sua Freguesia? Em média quantos baptizados são realizados por ano na sua Freguesia?
NP - Vou responder de outra forma. No Séc. XVIII, tínhamos 469 habitantes, em 1878 - 959, no ano de 1900 – 1.436 e no último censos tínhamos 741 habitantes. Hoje em dia devemos ter mais ou menos os que tínhamos em 1878, possivelmente para menos. É a desertificação, que todos falam e ninguém faz nada. Quanto a baptizados, não sei exactamente, mas poucos. Deixo-lhe o link para a pesquisa que fiz o ano passado. O documento foi feito por mim, com base em números, pesquisados em várias publicações;
http://docs.google.com/View?id=dc7cqdcr_103gq5w94dt

LS – Quais as entidades e empresas empregadoras na sua Freguesia?
NP -
Na freguesia existiam, poucas empresas.
Com a construção do Parque Industrial da Abrunheira, as expectativas eram grandes em relação à criação de novas empresas e consequentemente, postos de trabalho. Continuamos na expectativa. Porque, ainda não vi novas empresas, apenas a deslocação de algumas.
Na freguesia, temos:
Casa dos Meus Avós – Lar de Idosos;
Aires Nogueira Lda – Serralharia;
Serralharia do Serrado – Serralharia;
Alguns construtores civis;
Pastores – produtores de leite;
Agricultores – Vinha e Oliveira, maioritariamente;
Comércio/Cafés – Loja de Produtos alimentares e outra de produtos agrícolas;
Restaurante/Residêncial Mirasol;
Quinta do Castelão – Antiga casa em granito, transformada em hospedaria, com ambiente familiar;
Quinta da Bica – Produtora de vinhos com o mesmo nome;
Kartódromo Serra da Estrela – Comércio de máquinas agrícolas, motas, bicicletas, bar, pista de Karting e Rádiomodelismo;
Na zona industrial temos:
Manuel Rodrigues Gouveia – Construções. Foi um edifício que já teve a sua importância no grupo MRG. Depois perdeu-a. E agora ganhou novamente importância;
Fábrica de Pão/Padaria – Museu do Pão;
- Pão do Sabugueiro;
- PANNEVE;
Posto de abastecimento de gasóleo p/ aquecimento da Galp;
Fábrica de Móveis Nogueira;
Fumeiro Serra da Estrela – Enchidos e Carnes Curadas;
Devemos ser a freguesia que mais lixo tem no concelho. Passo a explicar;
Temos, o ECOPONTO, do concelho; o ponto de recolha do lixo urbano de todo o nosso concelho e alguns concelhos limítrofes está situado na Zona Industrial da Abrunheira. O lixo é comprimido num contentor e levado para o aterro sanitário em Tondela; a ETAR que, quando estiver a funcionar em pleno, deverá tratar grande parte das águas sanitárias, do concelho. Apesar de este equipamento existir na freguesia, nem todas as habitações têm redes esgotos; Em relação a este assunto, só quero acrescentar mais uma coisa, Vila Chã, tem grande parte das águas sanitárias, “canalizadas/rede esgotos”, directamente para o meio da mata, que depois correm para o Rio Seia. Pagamos o saneamento básico, que supostamente é para suportar os custos do tratamento das águas sanitárias. Falando das empresas e dos empregos. Não são muitos os residentes, na freguesia, que trabalham nestas empresas já referidas. Uma das grandes empresas empregadoras, no concelho e na freguesia, foi a EDP (tem uma subestação, na Vila Chã).
LS – A sua Freguesia ainda tem escola primária? Se sim, e se acha que vai fechar portas brevemente que prejuízos poderá trazer à sua localidade? Se já não tem, ainda se recorda de funcionar noutros tempos? Havia muitos alunos?
NP - Depois de vários avanços e recuos. A escola primária de Santa Comba fica aberta e acolhe os alunos de Pinhanços e São Martinho, segundo as ultimas noticias. Isto se até ao inicio do ano lectivo, não mudarem, novamente de ideias. Os 38 alunos das três freguesias ficam nas instalações de Santa Comba, que sofreram obras de remodelação recentes e são excelentes.
LS – A sua Freguesia tem saneamento básico? Se não, alguma vez foi prometido ter? Quando?
NP - Nem toda a freguesia é coberta pela rede de saneamento básico. Promessas, já ouve, algumas, mas não passam disso mesmo. (Parte da resposta está na pergunta 2)
LS – A sua Freguesia tem extensão do Centro de Saúde? E farmácia? Se não, onde se dirigem os habitantes para as devidas consultas e respectiva compra dos medicamentos?
NP -
A freguesia é servida pelo Centro de Saúde de Pinhanços, assim como pela farmácia localizada perto do referido Centro. Mas como estamos perto da sede do concelho e grande parte da população trabalha, ou tem familiares a trabalhar lá, são utilizadas, também, as farmácias existentes na cidade.
LS – Ao nível de transportes públicos. Quais os horários dos transportes públicos na sua Freguesia? Se tiverem, os mesmos servem os interesses da população?
NP -
Sinceramente não uso o transporte público e hoje em dia já quase toda a família tem carro. Mas pelo que dizem, os transportes públicos funcionam muito melhor no tempo de aulas e com horários mais abrangentes, devido aos estudantes.
LS – Do ponto de vista turístico. O que nos aconselha a visitar na sua Freguesia e porquê?
NP - Não temos muito que visitar, nem nada de excepcional. Mas ainda conseguimos ter algumas preciosidades. Passo a descrever:


Quinta da Bica, com o seu Solar seiscentista; na Quinta existia um marco que assinalava a passagem das evasões francesas. Aquando das obras de ampliação do aeródromo, esse marco desapareceu. Os donos da Quinta ainda procuraram, mas em vão. Para alguém, era só mais um calhau. É o País que temos…

Ponte Romana que liga a freguesia de Santa Comba com a de Santiago. Importante caminho romano que ia até ao Castro de São Romão, passando pela Vila Chã;

Ponte medieval, próximo da Quinta da Bica (extremo);
Três Fontes de chafurdo, sendo a mais bela e bem preservada a de Santa Comba, na zona histórica. A da Vila Chã está coberta de águas sanitárias e quase irrecuperável;
Capela de S. Silvestre;


A Igreja Matriz é um amplo edifício restaurado do Séc. XVII;
LS – No caso de os turistas quererem fazer uma refeição aquando da visita à sua Freguesia, têm onde comer?
NP - O restaurante já referido.
Restaurante MIRASOL.
LS – Existe alguma habitação de turismo rural na sua Freguesia onde os turistas possam ficar? Se sim qual? Se não, acha que era um investimento a fazer?
NP -
Poderiam existir mais. Porque, acho que é um bom investimento, para o desenvolvimento da nossa Serra da Estrela. Existe a Hospedaria Quinta do Castelão.
LS – Quais as Festividades mais importantes na sua Freguesia e em que altura se realizam?
NP - Em Santa Comba, S. Silvestre a 31 de Dezembro
, Nossa Senhora de Fátima a 13 de Maio e Santa Combinha no penúltimo ou ultimo de Julho.
Aldeia de S. Miguel, São Miguel no segundo fim-de-semana de Setembro.
Vila Chã – Anjo da Guarda, no terceiro Domingo de Outubro


LS – Que investimentos e melhoramentos têm sido feitos na sua Freguesia?
NP -
As estradas e ruas estão, quase todas alcatroadas, apesar de existirem casas sem saneamento. O Edifício e largo da Junta foram recuperados, possibilitando a abertura de uma biblioteca e um espaço de internet. Foram construídas casas de banho públicas.
LS – Do ponto de vista social, quais os principais problemas que regista?
NP -
O desemprego e a consequente pobreza. Apesar de ainda haver trabalho no campo, mesmo sendo sazonal, vai ajudando o orçamento familiar. Além do envelhecimento da população.
LS – Do ponto de vista social quais as respostas que a sua Freguesia tem para fazer face ao combate dos mesmos?
NP -
Não é fácil uma freguesia por si só, conseguir combater o desemprego e a pobreza. Mas uma coisa que poderia ter sido feita, aquando da implantação do parque industrial ou qualquer outra empresa, era a obrigatoriedade de empregarem uma % de mão-de-obra residente na freguesia. E isto para qualquer empresa e/ou freguesia. Não temos pessoas qualificadas, dá-se formação. A empresa, não se implanta de um dia para o outro.
LS – O que faz mais falta neste momento na sua Freguesia? Porquê?
NP -
O envelhecimento da população é inevitável. Não temos nenhum apoio, para os idosos na nossa freguesia. Existe um lar, que é privado. É urgente e necessário criar um Centro de Dia. Já têm terreno, no centro de Santa Comba, as infra-estruturas, foram começadas há muitos anos, talvez mais de 15 mas não temos ninguém na freguesia que “pegue”, no projecto e o “levante”, com aquele empurrão necessário, para o colocar andar.
LS – Sabe quem são os deputados eleitos pelo Distrito da Guarda para a Assembleia da República? Se sim, alguma vez algum deles visitou a sua Freguesia?
NP -
Sei quem são, mas não os conheço pessoalmente. Minto, conheço o de Gouveia. Visitar, nunca os vi por cá.

Nota: as fotografias são da autoria do entrevistado e podem ser vistas em: http://blog-do-pinhas.blogspot.com/search/label/Santa%20Comba

07/07/2010

Freguesia de Santa Comba de Seia

Próxima entrevista: Nuno Pinheiro.
Autor dos blogues:
http://fotosdopinhas.blogspot.com
Freguesia: Santa Comba de Seia.
Não perca !!!
"Na freguesia existiam, poucas empresas. Com a construção do Parque Industrial da Abrunheira, as expectativas eram grandes em relação à criação de novas empresas e consequentemente, postos de trabalho. Continuamos na expectativa. Porque, ainda não vi novas empresas, apenas a deslocação de algumas."

01/07/2010

É já nos dias 17 e 18 de Julho que Seia vai consagrar campeões nacionais de Cross Country

O Campeonato Nacional da disciplina do BTT que integra o programa dos Jogos Olímpicos está marcado para o fim-de-semana de 17 e 18 de Julho. Esperadas mais de três centenas de atletas, numa competição que integra os Jogos do Centenário, eventos desportivos que comemoram os Cem Anos da Implantação da República em Portugal. Estarão em disputa doze títulos individuais de Cross Coutry (XCO) e ainda um título colectivo, que será atribuído à equipa mais regular no conjunto das provas a realizar em Seia. Além da entrega das camisolas de campeão e das medalhas aos betetistas que conquistem o pódio, a prova contará com um prémio extra, o Troféu Afonso Costa, que premeia a volta mais rápida. As corridas irão desenrolar-se num circuito de aproximadamente 6 quilómetros, com partida e chegada junto ao Centro Escolar. Será um traçado com elevada exigência técnica e física, com um acumulado de altitude de aproximadamente 210 metros por cada volta. As inscrições deverão ser feitas até dia 15 de Julho, através de preenchimento do respectivo formulário no sítio da Federação Portuguesa de Ciclismo na Internet, em www.uvp-fpc.pt. A competição foi apresentada no Centro de Interpretação da Serra da Estrela, Seia. O presidente da Câmara Municipal, Carlos Filipe Camelo, frisou a importância do Campeonato Nacional para o concelho, lembrando o impacto desportivo, económico e simbólico da iniciativa, até por ser um evento integrado na comemoração do Centenário da República. “É a primeira prova de XCO que acolhemos. Fomos contactados pela Federação e o namoro foi breve, resultando rapidamente em casamento. É o que sucede quando as instituições trabalham de boa-fé”, frisou o edil. “É obrigação da Federação levar a modalidade a todo o país. Em Seia organizamos a prova-rainha do BTT nacional. A conquista dos títulos é mágica para qualquer corredor, que se transforma no rei da modalidade, pelo menos, durante o ano seguinte, em que enverga a camisola de campeão”, afirmou o presidente-adjunto da Federação Portuguesa de Ciclismo, Delmino Pereira. A corrida é organizada pela Federação Portuguesa de Ciclismo, com o apoio da Câmara Municipal de Seia e do Clube de BTT de Seia. O resumo das corridas será emitido na RTP2.
Horários das provas
Corrida 1 – Veteranos A, Veteranos B e C - Dia 18, às 10:00h
Corrida 2 – Cadetes masculinos, Cadetes femininos, Juniores femininos, Sub23 e Elite feminina e Veteranas - Dia 18, às 12:30h
Corrida 3 - Juniores masculinos, Sub-23 masculinos e Elite masculinos - Dia 18, às 14:30h Horários de cerimónia atribuição prémios
Corrida 1 – Dia 18, às 12:10h
Corrida 2 – Dia 18, às 14:10h
Corrida 3- Dia 18, às 16: 50h

28/06/2010

1.ª ENTREVISTA. Manuel Costa Dias dá-nos a sua opinião sobre a Freguesia de VIDE

Iniciamos aqui hoje as entrevistas pelas Freguesias do Concelho de Seia. Mais relevante que o aspecto político interessa aqui perceber o aspecto social e cultural e compreender o modo como os cidadãos "não politicos" veêm o passado, o presente e o futuro das terras onde vivem. Temos a certeza que este género de auscultação dos "modus vivendi" dos cidadãos são um enorme contributo para a compreensão do nosso Concelho. Serviço Público? Se isto não o for então o que será? Começamos então estas entrevistas com a Freguesia de Vide na "voz" e no entendimento de Manuel Dias autor do site http://portalbeiras.com/

Caso entendam contribuir com alguma opinião deverão fazê-lo através do sistema de comentários aqui do blogue ou então questionar directamente o entrevistado através do seu e´mail pessoal: mcostadias@gmail.com

LS – Quantos habitantes residentes tem a sua Freguesia? Em média quantos baptizados são realizados por ano na sua Freguesia?
MD: Não lhe sei responder com exactidão o número de residentes na freguesia, mas o que eu posso dizer é que estou a viver cá há oito anos e a população na freguesia, diminuiu sem margem de erro, cerca de 20 a 30 por cento, a população está velha e não se vêem perspectivas para um aumento da população. Quanto ao número de Baptizados, como deve calcular não foram muitos mas não sei ao certo quantos foram
LS – Quais as entidades e empresas empregadoras na sua Freguesia?
MD:
Apesar de que poderiam existir mais se não fossem algumas entidades com bastante influência na freguesia e que querem esta localidade presa ao passado, existem algumas empresas da construção civil, o Lar de Vide, a Casa do Povo de Vide, e a Junta de Freguesia, entre elas empregam uma pequena parte dos residentes nesta localidade, pelo que os restantes, vivem de subsídios ou deslocam-se para fora da freguesia.
LS – A sua Freguesia ainda tem escola primária? Se sim, e se acha que vai fechar portas brevemente que prejuízos poderá trazer à sua localidade? Se já não tem, ainda se recorda de funcionar noutros tempos? Havia muitos alunos?
MD: Infelizmente a Escola Primária situada na Sede de Freguesia é uma das que estão em risco de fechar, só não entendo é porque dizem que as escolas dão prejuízo e pagam quantias astronómicas a táxis para transportar as crianças, mais palavras para quê? Os lucros chorudos não se compadecem de quem sofre.
LS – A sua Freguesia tem saneamento básico? Se não, alguma vez foi prometido ter? Quando?
MD: saneamento Básico só na sede de freguesia, as restantes anexas, estão há quatro anos á espera das promessas feitas pelo anterior Presidente da Câmara Eduardo Brito que se concretizem, pelo que, espero que o actual presidente prometa menos e faça mais.
LS – A sua Freguesia tem extensão do Centro de Saúde? E farmácia? Se não, onde se dirigem os habitantes para as devidas consultas e respectiva compra dos medicamentos?
MD: Felizmente temos Centro de Saúde e Farmácia, mas por si só não é o suficiente, apesar de existir um médico de quinze em quinze dias na Casa do Povo, assim como no Lar de Idosos um enfermeiro e médico penso que uma vez por semana, mas estas instituições e a Junta de Freguesia continuam de costas voltadas, deveriam unir-se de maneira a darem mais apoio aos idosos da freguesia, para dar um exemplo, já houve quem tivesse que se deslocar a Seia para levar uma simples injecção por não haver um enfermeiro para a dar cá na freguesia, o apoio aos idosos não fez parte do programa eleitoral de nenhum dos candidatos á Junta de Freguesia, o que foi uma pena.
LS – Ao nível de transportes públicos. Quais os horários dos transportes públicos na sua Freguesia? Se tiverem, os mesmos servem os interesses da população?
MD: Em relação aos transportes públicos, o único reparo e que a meu ver é um escândalo, é que temos aqui todos os dias transporte ida e volta para Coimbra, um distrito que não é o nosso, e para o nosso distrito, Guarda, nada, quem quer ir ao nosso distrito e que são bastantes vezes, quem não tem transporte próprio, terá que gastar grande parte da reforma para pagar um táxi.
Quem é que pode viver nestas condições.
LS – Do ponto de vista turístico. O que nos aconselha a visitar na sua Freguesia e porquê?
MD: Depois dos grandes incêndios que destruíram por completo toda a paisagem desta freguesia onde existiam locais de uma beleza incomparável, infelizmente pouco nos resta, mas existe um local que eu aconselho a visitar que é a zona do Poço da Broca, na Barriosa, não só pelas suas cascatas mas também um óptimo local para tomar banho.
LS – No caso dos turistas quererem fazer uma refeição aquando da visita à sua Freguesia, têm onde comer?
MD: Não existem muitas opções na área da gastronomia, existe o Restaurante Panorâmico, na Ribeira, está aberto diariamente, e o Restaurante Guarda Rios na Barriosa, junto á cascata do Poço da Broca.
LS – Existe alguma habitação de turismo rural na sua Freguesia onde os turistas possam ficar? Se sim qual? Se não, acha que era um investimento a fazer?
MD: Efectivamente esse é um dos pontos que também afasta os turistas, não existem alojamentos capazes de cativarem os turistas, existem alguns quartos no restaurante Panorâmico, na Ribeira e a Casa do Povo de Vide disponibiliza três quartos, que a meu ver são de boa qualidade, penso que os alojamentos e a gastronomia rural seriam uma boa aposta no desenvolvimento desta localidade.
LS – Quais as Festividades mais importantes na sua Freguesia e em que altura se realizam?
MD: As festas nesta localidade são o ponto alto que destaca neste local, nomeadamente as da Barriosa, Frádigas, Gondufo, Cide Balocas e Muro, a festa da Barriosa e Frádigas são sem sombra de duvida as que atraem mais gente a este local, talvez seja essa razão de estar a ser alvo de descriminação por parte de pessoas ligadas á igreja, este ano apesar de todos os esforços feitos no sentido de a Igreja autorizar a missa no dia da festa isso ainda não foi possível, pelo que as festas são em Agosto e ainda não foi autorizada a celebração desse acto católico, espero que o responsável por estes actos (Sr. Padre Martinho de São Romão) reconsidere e autorize as missas, porque não sei como vão reagir as populações destas localidades ao tirarem-lhes um dos actos principais das suas festas que se realizam há muitos anos.
LS – Que investimentos e melhoramentos têm sido feitos na sua Freguesia?
MD: Eu direi que muito poucos ou nenhum. Eu conheço esta localidade há trinta anos, desde essa altura esta localidade nada evoluiu, culpa… bem a culpa a meu ver são os nossos governantes que não criaram as condições necessárias para que esse desenvolvimento se concretizasse, eu diria que a Freguesia de Vide ficou parada no tempo.
LS – Do ponto de vista social, quais os principais problemas que regista?
MD: A deslocação dos idosos dos seus locais de residência até ao local onde possam satisfazer as suas necessidades do dia a dia, haverá muitas mais mas penso que é um ponto a concretizar de imediato, porque o valor das suas míseras reformas mal dá para deixar na farmácia quanto mais para pagar a um táxi para a deslocação.
LS – Do ponto de vista social quais as respostas que a sua Freguesia tem para fazer face ao combate dos mesmos?
MD: O que a Freguesia tem para fazer não sei, mas a meu ver deveriam sentar-se a uma mesa (Junta de Freguesia, Casa do Povo e Lar da terceira Idade), conjugarem os seus esforços, de maneira a existir uma viatura na freguesia para transporte das pessoas sem meios para o fazer por si próprios, assim como também um enfermeiro/a, todos os dias de maneira a assistir todos os utentes da freguesia, penso que estas medidas estão ao alcance, é preciso é vontade para o fazer, é claro que há muitas mais necessidades mas estas duas medidas são fulcrais para o bem-estar destas pessoas esquecidas dos nossos governantes.
LS – O que faz mais falta neste momento na sua Freguesia? Porquê?
MD: Olhe, para além daquilo que mencionei anteriormente, não se justifica que em pleno século 21 as pessoas aqui da freguesia de Vide tenham que se deslocar 20 e tal kilómetros para poder levantar dinheiro, se eu precisar de levantar 20 ou 40 Euros gasto quase esse dinheiro em gasolina, pelo que deixo aqui um apelo a quem de direito o favor de nos porem aqui uma caixa de multibanco, não só para aqueles que vivem cá todo o ano, mas também faz muita falta para aqueles que nos vêem visitar.
LS – Sabe quem são os deputados eleitos pelo Distrito da Guarda para a Assembleia da República? Se sim, alguma vez algum deles visitou a sua Freguesia?
MD: Não sei, mas porque é que eles nos viriam visitar? Então se nem os nossos representantes nomeados para a Câmara e Assembleia Municipal e que estão aqui mesmo ao lado o fazem, a freguesia de Vide é um paraíso serrano, em que os nossos políticos só se lembram de nós para angariar votos para os por no poleiro, pelo que tenho a certeza que nas próximas eleições cá veremos a família politica com beijinhos e abraços.

27/06/2010

Entrevistas nas Freguesias

Já chegaram as respostas de algumas Freguesias.
A Primeira Grande Entrevista chega de Vide.
A partir de 2.ª Feira, dia 28 de Junho começará a publicação on line.
Entrevistado: Manuel Dias, autor do site http://portalbeiras.com

26/06/2010

2.ª feira pelas 10 horas na TVI

A não perder a intervenção de José Maria Mendes, natural de Figueiró da Serra (Gouveia), que, além de outras habilitações é detentor de Mestrado em Museologia e vai ao programa da TVI precisamente falar sobre o estado actual dos Museus em Portugal. O ex-secretário pessoal de Champalimaud vai falar sobre o Museu Rural de Figueiró da Serra onde se encontra uma réplica de um moínho de água doado no âmbito da realização do filme "Os Últimos Moínhos".
PERCURSO BIOGRÁFICO
José Maria Mendes nasceu em Figueiró a 4 de Maio de 1936.
Terminada a instrução primária, no ano de 1948, graças à interferência do Prof. Porfírio do Nascimento, colocado em Figueiró 4 anos antes, cuja acção foi de uma valia extraordinária para muita gente da sua geração, ingressou no Seminário do Fundão. O acesso ao liceu, por parte dos filhos da generalidade das famílias rurais daquele tempo, era completamente impensável.
Concluídos os estudos preparatórios no Seminário do Fundão, transitou para o Seminário Maior da Guarda. No final do 2º. Ano do curso de filosofia, estava-se em Junho de 1956, contrariando a vontade de todos, vice-reitor, professores, pároco da aldeia e a generalidade dos conterrâneos de então, deixou o seminário perfeitamente consciente do que fazia. Apesar disso, sempre manifestou a maior gratidão pela formação ali recebida.
Após um período problemático, ingressou, em Outubro de 1956, nos quadros da Empreza de Cimentos de Leiria, mãe de um poderoso grupo económico de que se destacavam a Companhia Cimento Tejo, a Companhia de Carvões e Cimentos do Cabo Mondego, a Companhia de Cimentos de Angola, a Companhia de Cimentos de Moçambique, a Siderurgia Nacional, que dava os primeiros passos e, mais tarde engrossado pelo Banco Pinto & Sotto Mayor, empresas seguradoras e outras. A sua entrada na empresa coincidiu com o agravamento das relações entre António Champalimaud e seu irmão Carlos.
1960 marcou a introdução dos concursos na empresa. Por força da excelente preparação recebida no seminário fui progredindo naturalmente e ganhando a confiança do Conselho de Administração e dos quadros dirigentes. Em 1966, encontrava-se no Serviço de Contencioso, o mais apetecido da empresa, como sub-chefe de secção. Ai surgem os primeiros contactos com António Champalimaud.
Entretanto, a situação decorrente do processo judicial, que ficou conhecido como o “Processo da Herança Sommer”, agrava-se e obriga António Champalimaud, a abandonar o país, em Fevereiro de 1969, e a fixar residência no México.
Surpreendentemente, no final de Abril desse ano, António Champalimaud, escolhe-o como seu secretário. Em 9 de Maio, parte para o México onde inicia um período de 4 anos de uma vida intensa, de uma experiência difícil mas extremamente enriquecedora. António Champalimaud era já considerado o maior industrial português, um homem possuidor de uma das maiores fortunas da Europa.
Em Maio de 1970 chegam a Nice, e, em Agosto seguinte, fixam residência em Paris, onde permanecemos até Janeiro de 1971, mês em que se regressam, de novo, ao México. O “exílio” teve o seu fim em Março de 1973.
A revolução de Abril veio interromper a colaboração. Por motivos familiares optou por não o acompanhar na sua ida para o Brasil. Pouco tempo depois termina o curso de solicitador e foi nomeado solicitador da Comarca de Lisboa, profissão que deixara em suspenso aquando da partida para o México. Continuou a sua actividade na Cimpor, empresa resultante da nacionalização das empresas cimenteiras portuguesas, onde exerceu funções como quadro superior, nos Serviços Jurídicos, até Setembro de 1996, data da sua reforma. Prosseguiu o exercício da actividade de solicitador que se mostrou altamente gratificante. De salientar a autoria de duas obras sobre sociedades comerciais, editadas pela Livraria Almedina, de Coimbra.
De referir, ainda, que foi, durante cerca de 9 anos, vogal da Comissão de Fiscalização da EPNC, Empresa Pública dos Jornais “Notícias” e ”Capital”, por nomeação do governo de Mota Pinto. Em 2006 decidiu transferir toda a responsabilidade do Escritório para o filho advogado para me dedicar ao estudo da História.
Saliente-se que, como membro da Comissão de Trabalhadores, Delegado Sindical e Presidente do Grupo Desportivo da Cimpor, foi um activista após o 25 de Abril, com enorme influência na vida da Empresa. A sua acção, em conjunto com a de outros colegas da mesma linha de pensamento, muito contribuiu para que esta empresa não tivesse passado por sobressaltos naquele conturbado período pós 11 de Março.
Bairrista desde muito cedo, fundou a Comissão de Melhoramentos de Figueiró logo a seguir ao 25 de Abril, cuja obra principal foi a recuperação do chafariz do Cimo do Lugar. Colaborou com a Junta do tempo na reformulação da rede de esgotos e na aquisição de novas nascentes de água para o abastecimento público. Foi de sua iniciativa a primeira iluminação da festa de Stª. Eufêmia.
Colaborou com a Junta de Freguesia na instalação do Centro de Dia. A sua última iniciativa foi consubstanciada na construção do núcleo museológico, obra cultural que muito honra Figueiró. Desde 1964 que, com a preocupação de marcar o lugar de Figueiró, se tornou colaborador do Notícias de Gouveia, tendo sempre em mente a preocupação de dignificar a aldeia onde nasceu.
Não obstante a sua idade, 73 anos, acabou de concluir, na Universidade Lusófona, de Lisboa, onde foi um aluno de referência, a Licenciatura em História, com a classificação de 17,5 e ainda uma licenciatura minor em Ciência das Religiões, com a mesma classificação.
Vai integrar um grupo de investigadores da Universidade Lusófona, onde concluiu o Curso, e colaborar num Departamento de Investigação sedeado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
De assinalar, também, que foi convidado para fazer parte da ACLUS-Associação da Cultura Lusófona, também com sede na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e da ACSEL-Associação dos Cientistas Sociais do Espaço Lusófono, com sede na Universidade Lusófona, das quais é já sócio e com as quais vai colaborar.
foto e percurso biográfico retirado de:

25/06/2010

“Da Nossa Terra” – Mostra de produtos biológicos e agrícolas

O Município de Oliveira do Hospital em parceria com o Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS) de Oliveira do Hospital, a ADI – Agência para o Desenvolvimento Integrado de Tábua e Oliveira do Hospital e a CAULE – Associação Florestal da Beira Serra, vão realizar a Mostra de Produtos biológicos e agrícolas de Oliveira do Hospital. “Da Nossa Terra”, é a designação oficial da Mostra, que surge da necessidade de promover os produtores e os produtos endógenos da região, sejam estes biológicos ou tradicionais (modo de produção tradicional), de incentivar à prática da actividade agrícola geradora de rendimentos suplementares e revitalizar e dinamizar o Mercado Municipal, não esquecendo o lema “Alimentação Saudável, Futuro Sustentável”. Refira-se que esta Mostra resultou das conclusões do Colóquio dedicado ao tema Agricultura Biológica, realizada durante a XIX Feira do Queijo da Serra da Estrela, no passado mês de Março, e da conjugação de esforços de uma ampla parceria que envolve 6 entidades. Com esta iniciativa de promoção da Agricultura Biológica pretende-se também evocar o Ano Internacional para a Biodiversidade e a necessidade da sustentabilidade ambiental dos territórios. Podem participar na Mostra todos os produtores biológicos do Concelho e da região, bem como produtores de agricultura tradicional, desde que se insiram no âmbito desta iniciativa.
Todos os interessados em divulgar e comercializar os seus produtos, deverão efectuar a sua inscrição no Gabinete de Apoio ao CLDS sito no Largo do Eirô, N.º 2, em Oliveira do Hospital (Edifício do Centro de Emprego), no Gabinete de Apoio à Vereação na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e na Sede da CAULE sita na Rua Dr. António Costa Júnior, 3420-053 Covas, até ao dia 28 de Junho. A Mostra terá lugar no próximo dia 4 de Julho, domingo, no Mercado Municipal de Oliveira do Hospital, entre as 10h e as 19 Horas, onde para além da mostra de produtos, haverá também animação cultural e degustação de produtos.
Contamos com a Sua participação!

24/06/2010

Intervi com uma intervenção interventiva

A minha intervenção no passado dia 10 de Junho em Trancoso pode ser lida no blogue http://aldeiadaminhavida.blogspot.com

Marcha Popular de Torroselo "brilhou" em Seia perante milhares de pessoas

Zé Fernandes do blogue: http://zefernandes49.blogs.sapo.pt/ captou em video a actuação da Marcha de Torroselo. A contar do segundo 40 podem então ver como actuou a "nossa" marcha com o tema alusivo: "A desfolhada na minha aldeia".
A Marcha de Torroselo participou pela 1.ª vez nas Marchas Populares em Seia. Esta iniciativa promovida pelo Municipio trouxe este ano até nós 8 Marchas do Concelho. Torroselo marcou presença com 60 elementos que deram o seu melhor ao longo de 2 meses de ensaios e no palco do anfi-teatro municipal para uma plateia de milhares de pessoas que aplaudiram do principio ao fim da actuação. Parabéns a todos que estiveram envolvidos nesta marcha que mais uma vez provaram que Torroselo é terra de gente alegre e de tradições culturais há já muitos e muitos anos. A Banda de Torroselo está "forte" e com saúde e mais uma vez hoje aqui ficou a prova da congregação do trabalho, do querer e da boa vontade das gentes de Torroselo através da Marcha Popular. No próximo dia 26 de Junho convidam-se todos os interessados a irem até Torroselo, pois a marcha vai sair às ruas e a festa popular vai durar toda a noite. Venha até Torroselo dia 26 comer a bela sardinha assada e venha divertir-se, pois a vida não pode ser só crise, crise e mais crise.

22/06/2010

VI edição da ExpoSocial foi um SUCESSO

Chegou hoje ao fim a VI edição da ExpoSocial de Seia, Mostra das Instituições de Solidariedade Social do Concelho de Seia. Este ano a iniciativa promovida pela Câmara Municipal local em parceria com as IPSS´s do Concelho, decorreu na Quinta do Centro de Interpretação da Serra da Estrela, local que reuniu todas as condições necessárias para a realização deste tipo de evento. Parabéns à equipe que desde a primeira hora até à ultima esteve na organização da Expo que demonstraram trabalho e vontade em que nada falhasse. Relativamente às IPSS´s do Concelho que estavam representadas através dos seus stands deu para ver que há projectos em grande escala na área social o que demonstra a vitalidade que o III sector atravessa no nosso Concelho em prol dos mais carenciados, dos idosos, das crianças, das pessoas portadoras de deficiência, mas também deu para ver as ofertas que algumas Instituições oferecem a pessoas com mais recursos, porque, isto do trabalho social não se restringe apenas a certas franjas da sociedade mas cada vez mais a todas, uma vez que a velhice, a idade da reforma bate à porta de todos e é uma fase que tem muito de bom mas muito mais de mau, principalmente porque as pessoas precisam de estar activas e necessitam de Instituições que criem respostas para as suas necessidades. A Expo terminou hoje com um grande convívio entre IPSS´s do Distrito da Guarda que durante todo o dia puderam desfrutar de momentos alegres e bem passados. No final do dia era unânime a alegria nos rostos e nas palavras dos utentes que tiveram o privilégio de participar. No geral a ExpoSocial de Seia 2010 foi...um SUCESSO.
Mais referencias em: