08/08/2010
07/08/2010
06/08/2010
OP - Boletim Informativo bimestral

03/08/2010
02/08/2010
Entrevista com...Luis Antero
Dados BiográficosData de nascimento: 25 Agosto 1974
Onde reside? Oliveira do Hospital
Que escolas frequentou? Escola Secundária de Oliveira do Hospital / Instituto Superior Miguel Torga / CEFA / Universidade Aberta
LS – Luís Antero explique-nos afinal o que é isto de gravações de campo e em que País é que este género de trabalho nasceu?
LA – Bom, gravações de campo são, basicamente, gravações realizadas no exterior de um estúdio de gravação. Este método é também conhecido por fonografia, ou seja, o registo de sons presentes na natureza e não só. Relativamente ao país de origem das gravações de campo, é um pouco difícil dizer com certeza absoluta qual. Prefiro avançar com a ideia que as gravações de campo surgiram com a introdução do som no cinema, especialmente aquele dedicado e que servia de apoio à Antropologia Visual (envolvendo a parte sonora, claro). Nos anos 60 do século XX, com a crescente produção de mais e melhores equipamentos de gravação, o fenómeno das gravações de campo ganhou bastante popularidade.
LS - A partir de que momento decidiu dedicar uma parte da sua vida às gravações de campo e em que é que se inspirou?
LA – Comecei a dedicar-me às gravações de campo no Outono de 2008. A inspiração veio, fundamentalmente, do meio ambiente que me rodeia e da urgência em captar determinados sons, especialmente aqueles que poderão estar em vias de extinção (sim, porque os sons também se extinguem ou transformam), como certos cursos de água ou as sonoridades típicas dos poucos moinhos que ainda vamos tendo em funcionamento, assim como, já no âmbito das tradições orais, alguns apontamentos de pastorícia ou histórias populares de algumas aldeias da nossa região...
Outras fontes de inspiração foram o filme Sounwalkers, da Raquel Castro, e o trabalho sonoro do Chris Watson. O filme da Raquel é uma profunda e pedagógica obra sobre a arte sonora e sobre os sons que nos rodeiam e como isso pode influenciar o nosso dia-a-dia e consequentemente a nossa vida. Neste âmbito, deve ser realçado o fantástico trabalho realizado por Murray Schafer, no Canadá dos anos 60, sobre estas questões. Foi ele que introduziu o mundo no conceito de soundscape (paisagem sonora) e criou o Worl Soundscape Project, como forma de avaliar e criar uma espécie de ecologia sonora ideal... O Chris Watson, outrora músico nos Cabaret Voltaire, foi o primeiro artista sonoro que conheci no âmbito das gravações de campo e imediatamente me tocou de uma forma muito positiva, levando-me de imediato a querer comprar um gravador para iniciar as minhas gravações.
Com a ajuda da Raquel e do Rafael Toral comprei o gravador digital Zoom H4 e comecei a desenvolver este projecto.
LS – Onde podemos ouvir alguns dos seus trabalhos nesta área?
LA – Nos seguintes sites e páginas web:
http://www.luisantero.yolasite.com/ www.myspace.com/luisantero
http://www.sonsdealvoco.yolasite.com/
Criei ainda a netlabel Green Field Recordings para edição de outros fonografistas, contando já com 10 edições no seu catálogo, a que podem aceder através do endereço http://www.greenfieldrecordings.yolasite.com/
LS – Quais os sons que dão mais trabalho a recolher/gravar e quais os equipamentos que utiliza?
LA
LS – Já editou algum trabalho nesta área? Qual?
LA – Sim, vários até, em netlabels nacionais e internacionais. A minha discografia pode ser encontrada no seguinte endereço: http://luisantero.yolasite.com/discografia.php
Basta clicar nos links para fazer o download legal e gratuito dos meus trabalhos sonoros nesta área.
LS – Há mercado para este género de trabalho em Portugal?
LA – Bom, até à data ainda não editei nada numa editora física, somente em netlabels, que fazem a apologia da música livre e onde existe um verdadeiro interesse sobre gravações de campo.
Mas a algum tempo atrás tive uma proposta muito interessante com vista à comercialização do meu trabalho. Vamos ver como corre...
LS – Além das gravações de campo o Antero faz parte de alguma banda? Qual?
LS – Fale-nos um pouco sobre a Radio “O coleccionador de Sons” e sobre o projecto “tradições orais”.LA – O Coleccionador de Sons é um programa de rádio quinzenal que tenho na rádio Zero, do Instituto Superior Técnico de Lisboa. É um programa totalmente dedicado e preenchido com gravações de campo, onde misturo recolhas originais com recolhas de outros fonografistas espalhados pelo mundo. É um trabalho que me dá especial prazer realizar. Colocar, em 57 minutos de programa, sons de várias proveniências, de vários países e fazer com que aquilo funcione em termos conceptuais e estéticos é muito interessante e motivador. Com O Coleccionador de Sons pretendo também dar a conhecer o trabalho dos artistas sonoros no âmbito das gravações de campo, sendo essa, também e obviamente, uma razões para se fazer rádio. Todas as emissões podem ser encontradas, para escuta e download, no seguinte endereço: http://luisantero.yolasite.com/o-coleccionador-de-sons.php
Para já, em termos de tradições orais, elas ocupam somente uma página no meu site, mas já com 40 registos - http://luisantero.yolasite.com/tradies-orais.php
A ideia é recolher depoimentos, histórias, ladainhas, orações, lendas, etc., ou seja, particularidades da tradição oral presentes na nossa região. No site que dedico a Alvoco das Várzeas – http://www.sonsdealvoco.yolasite.com/ – podem também escutar algumas destas tradições. Pretendo, no caso de Alvoco, com toda a sua riqueza nesta área, elaborar um trabalho mais intenso...
LS – Se algum dos leitores desta entrevista o quiser contactar como deve proceder?
LA – Muito simplesmente através dos seguintes endereços de correio electrónico: fonoantero@gmail.com ou aminhaguitarraazul@gmail.com
01/08/2010
30/07/2010
"Os Últimos Moínhos" roda hoje nos Açores às 20h20 no Pavilhão do Mar das Portas do Mar, em Ponta Delgada
O Cine’Eco é um Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental que decorre na Serra da Estrela, em Portugal, e ganha extensão com a exibição de algumas das películas na Região Autónoma dos Açores. Este ano, inserido em plenas comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade, esta iniciativa ganha um novo alento e justificação. Este evento é promovido no arquipélago dos Açores pela Secretaria Regional do Ambiente e do Mar e é uma iniciativa que procura promover a temática ambiental junto do grande público, nas mais variadas perspectivas, e a fomentar a discussão de todas as questões ambientais que afectam o mundo. As sessões decorrerão nos dias 29 (das 19 às 23 horas), 30 (das 18 às 22:20) e 31 de Julho (das 18 às 21:20) no Pavilhão do Mar das Portas do Mar, em Ponta Delgada. A iniciativa resulta de uma parceria entre a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar com a Associação Portas do Mar e as sessões são gratuitas e abertas ao público em geral.
Pavilhão do Mar é ecrã de CIne'EcoO Pavilhão do Mar recebe, entre 29 e 31 de Julho, o XV Cine’Eco, estando em exibição cerca de 15 filmes e vídeos premiados no ano de 2009. A 29 de Julho, entre as 19h00 e as 23h00, no Pavilhão do Mar pode assistir a diversos filmes do XV Festival de Cinema e Vídeo de Ambiente da Serra da Estrela, entre eles o grande vencedor “Pare, Escute, Olhe”. No dia seguinte, as sessões de cinema iniciam às 18h00 e terminam às 22h20, destacando-se as duas mostras nacionais: “Os Últimos Moinhos” e “Em Nome da Terra”. Para terminar esta edição do Cine’Eco, pode assistir, das 18h00 às 21h20, duas sessões, sendo que vai haver uma especial sobre a Região, intitulada “Viver nos Açores”. Aqui serão apresentados “Gentes das Fajãs” e “Saudades da Terra”. O Cine’Eco, promovido nos Açores pela Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, conta com o apoio da Associação Portas do Mar.
28/07/2010
27/07/2010
Á conversa com Maria José Figueiredo...a Poeta Serrana
Nome: Maria José Figueiredo
Data de nascimento: 25/09/1973
Reside em São Romão
Fequentou a Escola Primária de São Romão, Escola Preparatória de Seia, Escola Secundária de Seia. Os primeiros dois anos de escolaridade foram feitos na Alemanha onde estive durante 7 anos.
MJ – Não foi algo que tivesse decidido! Apenas, um dia, com os meus treze anos, o meu irmão mais velho ofereceu-me um livro de Florbela Espanca, que li e que me encantou de imediato. A partir daí, escrever era algo que me realizava, me fazia feliz, me completava…. Não voltei a deixar de fazê-lo desde então! Poetisa? Nunca pensei seriamente nisso… Para mim, havia os poemas e eu, numa sintonia perfeita com a alma! Daí o meu brincar quando digo que sou poeta… porque se os poemas vêm da alma, a alma humana não tem sexo!
Agora, escrever os meus poemas, sempre que posso e a vontade me invade significa para mim um mundo inteiro de emoções que só mesmo quem sente este prazer pela escrita o pode compreender!
A poesia representa para mim um longo caminho de histórias, glórias e memórias… Um caminho que percorri só mas de alma cheia!
LS - Já editou alguns livros. Diga-nos quais e em que anos?
MJ –Já Editei dois livros, ambos de poesia.
Editei o meu 1º Livro, “Pelos Rumos da ilusão” em Dezembro de 2007 e Editei o meu 2º Livro “Aguarela de Poemas” em Maio de 2009.
LS - Tem trabalhado com uma editora ou mais que uma?MJ – A Editora com quem tenho trabalhado é do Porto, a “Editorial 100”. O Diego, um grande amigo, tem sido um apoio e um crente do meu trabalho apoiando-me sempre. Com esse apoio e confiança consegui realizar o meu mais nobre sonho. Mostrar ao mundo, o quanto a poesia pode ser bela quando libertada nas páginas de um livro! A ele, aos meus amigos e à minha família devo grande parte desta vitória!
LS - Além do lançamento dos livros quais os momentos mais altos que já viveu enquanto poetisa?
MJ – Por incrível que pareça, os momentos altos da minha poesia, são todos aqueles em que termino de escrever um poema! Podem não acreditar mas sou capaz de lê-lo umas 5 vezes seguidas… Não sei, talvez por os escrever tão rapidamente, pois nunca me demoro mais que 2 ou 3 minutos, tenha depois a necessidade de me entranhar neles, devorá-los retirar-lhes o que lá pus de mim. E depois encantar-me com a minha própria alma… descobre-se tanto acerca de nós próprios quando escrevemos rápido, sem pensar… Depois, ao analisar o conteúdo temos, por vezes, agradáveis ou inesperadas surpresas! Mas momentos, momentos… O lançamento do meu 1º livro foi a “prima-dona”. Será para sempre um dos ex-líbris da minha vivência como poeta, como ser humano, como amiga, como filha, irmã … como mãe! Mãe do meu melhor poema, o meu filho! Mas também mãe das minhas conquistas e concretizações! É importante levarmo-nos ao empenho de descobrir até onde somos capazes de ir e onde podemos chegar! É muito importante a realização pessoal. Talvez para nos lembrarmos, ou não termos a oportunidade de nos esquecer… Que estamos VIVOS!
LS – Esteve na antestreia do filme “Os Últimos Moinhos” onde declamou dois poemas originais e feitos para aquele filme. Foi importante para si esse momento? Porquê?
MJ – Esse foi um momento único que jamais esquecerei! Pois, não sabia, até aí o que era ter tantos flashes de máquinas fotográficas na minha direcção! Estava constrangida pois não sabia como estar, olhar ou falar!!! Mas tentei manter a calma e não dar muito nas vistas! Foi fantástico! Essa é uma das histórias para contar aos netos!
Um belo dia saí para tomar café com uma amiga, e reencontrei o meu “velho” amigo de liceu… O Luís, que já não via há anos! Então, entre uma conversa animada, eu contei-lhe do meu livro e ele a mim do seu filme! Foi pura química de artes! Ele lembrou-se de me convidar para estar lá e eu, com um sorriso imenso de orelha a orelha, aceita com um orgulho que quase me saia do peito! (e pelos olhos, lol)! Foi incrível. É um projecto imenso, cheio de belezas naturais, culturas efémeras, utopias e quimeras que nos entram pelos poros de todo o corpo para os transpirarmos em arte! Foi, sem dúvida, um dos momentos que jamais será banido do meu mundo interior de memórias. Um momento, em que um grande amigo me deixou, também a mim, brilhar na sua estrela! E, o bom, é que acho que consegui não deixá-lo ficar mal!
MJ – Claro que sim… e a dança, e o cantar, e os filmes, e tudo aquilo que de alguma forma possa associar à poesia. Vejam, a poesia, tem mesmo de se gostar dela, para andar sempre com ela na mão! E nem toda a gente gosta de ler… infelizmente! Então, para mim, a poesia não deveria ser só lida!!! Deveria ser cantada, dançada, berrada ao ar, encenada eu sei lá! Deveríamos mesmo andar com ela na mão. É urgente mudar o cinzento dos momentos e abraçar a aguarela dos dias!
Se pudéssemos transportar a alma de cada um de nós para os instrumentos diferentes das nossas artes, nunca teríamos um só momento cinzento. Por mim, vou continuar sempre a transportar a minha poesia para tudo que mexa e a faça mexer numa sintonia encantada… tipo prozac sem químicos! Da última vez, se bem me lembro, foi uma passagem de modelos, de mil e uma cores e muita música. Prometo, mais projectos, sem promessa de datas. O que não planeamos, é o que mais planeado está dentro de nós!
MJ – Já tenho a estrutura para um novo projecto. Mas estou a mimá-lo e a prepará-lo… não sei, ainda, para quando será essa cegonha! Mas como disse anteriormente, o que não planeamos, é o que mais planeado está dentro de nós. Eu darei noticias na altura certa, podem contar!
LS – No futuro o que espera vir a alcançar enquanto poetisa?
MJ – Aquilo que pretendia alcançar como poeta já o consegui. Estou feliz por ter tido a coragem de abrir a alma e deixá-la voar! Agora, é só continuar a deixá-la voar. Onde vai chegar… não sei! Mas o importante é que chegue sempre a um bom porto!
LS – Caso queira referir outras situações que não estejam previstas na entrevista pode fazê-lo neste espaço:
MJ – Gostaria de poder dizer-vos só isto:
As palavras simples são mais de nós mesmos do que dos outros… assim como são dos outros mais do que de nós!
Todos temos um valor como seres humanos, não podemos simplesmente ignorá-lo. É isso que faz de nós próprios um jardim habitado aos olhos do mundo! À que cuidar desse jardim para viver nele com serenidade!
25/07/2010
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10/07/2010
Faleceu a mulher mais idosa do Concelho de Seia
"Maria Rosa de Jesus, de 103 anos de idade, natural da Freguesia de Cabeça, Concelho de Seia, foi a enterrar na sua aldeia, no dia 9 de Julho pelas 17 horas. Era conhecida por "Rosa da Boucha", por ser a única moradora da Travessa da Boucha, em Cabeça.Completava 104 anos daqui a 2 meses, ou seja, em 29 de Setembro próximo. Foi casada com António Tavares, de quem teve 11 filhos. Passou os últimos tempos ao cuidado duma instituição de apoio à terceira idade na zona de Lisboa. Apagou-se a chama dalguém que dava testemunho dum tempo difícil, mas cheio de valores."Continue a ler em: http://cabecaweb.blogspot.com/













