Chegou novo reforço para o Benfica.
29/12/2005
28/12/2005
Figuras e figurões do ano 2005 em Seia - IV
27/12/2005
Figuras e figurões do ano 2005 em Seia - III
A CASA QUIETA
«Quero acreditar que já não estarias em casa por alturas em que cheguei mas não sei dizer. A verdade é que não te procurei. Mais uma vez. Penso que fiz as coisas do costume, penso hoje quando penso nisso que fiz as coisas do costume, terei deixado sobretudo ao acaso, abri o frigorífico fechei abri uma outra vez, sem saber bem o que procuro, acontece-me quase sempre.»
26/12/2005
Figuras e figurões do ano 2005 em Seia - II
Numa interessante tertúlia realizada na Casa do jardim no Castelo e a convite do proprietário, esteve em Seia Henrique Monteiro, na qualidade de Sub-director do semanário expresso, tendo trazido consigo um vasto leque de convidados todos de renome nacional ao nível da imprensa, radiofónica e escrita. Falou-se na importância da imprensa regional como factor de desenvolvimento da região onde se insere, nomeadamente porque nos dias que correm, os leitores preferem saber noticias da sua região e é por aí que deve ser o caminho da imprensa escrita, cabendo às autarquias, ao comércio e indústria existente, apoiar a comunicação social. A fundamentar esta ideia, Henrique Monteiro deu o exemplo do semanário que agora dirige, quando este estabeleceu os protocolos com alguns órgãos regionais de comunicação escrita em todo o país, porque sentia que havia necessidade desta aproximação com os leitores, sendo que os resultados alcançados têm sido bastante satisfatórios. Outro dos temas em destaque nesta tertúlia incidiu sobre o papel dos jornalistas, para o qual faz todo o sentido mesmo que não sejam licenciados especificamente nessa área, que quem escreve para jornais, ou faz noticias regularmente, é também considerado jornalista, tanto que afirmou que em Portugal não se formam jornalistas, os jornalistas formam-se com a prática do trabalho e com o interesse e isenção que cada um trata a noticia que vai levar ao leitor. Como curiosidade, destaco o orgulho com que disse que foi ele que teve o prazer de despedir a Felicia Cabrita, jornalista que, para ele, não tratou devidamente, muito menos cumpriu com as regras e a devida ética profissional o caso, Casa Pia. No final da tertúlia o anfitrião da Casa do Jardim no Castelo, brindou Henrique Monteiro e os seus convivas com uma bela patuscada, tendo colocado na mesa, queijos da Serra, presunto, chouriças, pão do Sabugueiro e claro, o belo “tintól” da região. Para finalizar é de referir ainda que, Henrique Monteiro, passada uma semana de ter cá estado, foi nomeado Director do semanário Expresso, actualmente o semanário mais vendido em todo o país.
25/12/2005
Figuras e figurões do ano 2005 em Seia - I
Começo com FRANCISCO LOUÇÃ.
Em altura da campanha eleitoral para as autárquicas, o lider do Bloco de Esquerda, Franscisco Louçã, passou por Seia onde durante cerca de 2 horas conversou com alguns senenses que se deslocaram a uma das salas da Casa Municipal da Cultura cedida para o efeito, Fez-se acompanhar pelo candidato do BE à Câmara da Guarda e por 3 jovens que se vestiam género Che Guevara que o acompanhavam na campanha. Além deles os 5 estavam na sala um jornalista de um jornal local, um dirigente sindical e mais 4 pessoas, simples cidadãos senenses, onde eu me incluo. O que ninguém sabe, é que, Louçã veio à procura de um candidato à autarquia de Seia, o que acabou por se revelar infrutifera a sua pretensão, tanto mais que nem sede, muito menos representantes tem o BE por estas bandas. De qualquer forma foi um prazer ouvir as suas intenções não só em prol dos trabalhadores do sector têxtil da nossa região, como também relativamente a assuntos que marcavam a actualidade naquele mês a nível nacional e internacional. A título de curiosidade e talvez pela conversa simpática que travei com Louçã, recebi durante a semana seguinte, um convite escrito e assinado pelo próprio, através do delegado sindical que também esteve presente naquela conversa, para me candidatar à autarquia senense pelo BE, convite que por razões pessoais e não só, rejeitei. De qualquer forma considero-me honrado com a atitude de Francisco Louçã.
Na véspera de Natal no ano 2003, Prédio ruiu em Seia
"Um edifício em construção desmoronou-se na véspera de Natal, em Seia, em frente ao quartel da GNR. O prédio de três andares causou um estrondo impressionante ao cair como um castelo de cartas. Apesar do aparato, não se registaram vítimas.O desabamento ocorreu às 10H35 e naquele dia não se encontrava ninguém a trabalhar naquele edifício. Os quatro trabalhadores estavam num edifício contíguo."
24/12/2005
Um conto de Natal
Retocavam os sinos naquela terra gélida e montanhosa. Davam as doze badaladas. Joaquim, ansioso pela chegada do Pai Natal, já com as pestanas meio abertas, meio fechadas, lá ia vencendo o sono, ansioso pelas prendas para as quais tinha contribuido com o seu bom comportamento ao longo do ano. Ele sabia o que a mãe lhe dissera para fazer, caso contrário nada havia para Joaquim neste maravilhoso dia de Natal. Seu pai já dormia há mais de duas horas, tal como o seu irmão mais novo que não aguentou acordado pela chegada da meia noite. Joaquim, ergue-se do sofá e dirige-se à janela. A lua brilhava no imenso horizonte de montanhas. As estradas estavam brancas de tanto gêlo que as cobria, reluzindo com a luz que a lua reflectia. Ao longe a árvore de natal junto à igreja permanecia altiva e luzidia. Havia junto dela, um enorme clarão. Era a fogueira de Natal, tradição que levava à rua durante toda a noite aquela população que ali permanecia em companheirismo até de madrugada. No entanto, Joaquim gostava do que via, mas preferia estar em sua casa à espera que o Pai Natal lhe trouxesse aquilo que ele tanto lhe tinha pedido nos ultimos dois meses a esta parte. Olhava, voltava a olhar e só via estrelas, e a lua intensamente a brilhar naquela noite mágica. O sino voltava a tocar. Davam agora as três da madrugada. Com a cabecita no parapeito da janela, Joaquim tinha adormecido há mais de meia hora. Não aguentou a espera. Para uma criança de sete anos muito aguentou ele. Já a noite ia longa, Manuel, o seu pai, levantou-se, pegou nele e deitou-o na cama a seu lado até de manhã. Quando acordou, já o seu irmão António brincava com as prendas que o Pai Natal lhe tinha deixado no sapatinho e Joaquim correu à procura do que lhe tinha pedido. Desembrulhou uma prenda, outra, outra e mais outra e afinal tudo de bom lhe tinha trazido, mas aquilo que ele mais queria, o Pai Natal não lhe deixou. Correu para os braços do Pai, agarrou-o fortemente e em simultâneo as lágrimas caíram aos dois. Apesar dos sete anitos de idade, Joaquim já sentia a dôr, a dôr de quem tinha pedido ao Pai Natal que lhe trouxesse a mãe de volta, mãe que já não via há dois meses, mãe que já não lhe preparava o leitinho para ele e seu irmão beberem à noite antes de irem para a cama, mãe que já não lhe preparava a sacola para levar para a escola. A mãe de Joaquim tinha morrido há pouco tempo e ele sentia muito a sua falta e a tinha pedido de volta, ao Pai Natal. Aquele Natal, apesar do esforço que o Pai tinha feito para agradar a Joaquim e a António, era um Natal diferente porque era a primeira vez que o passavam sem a companhia da mãe.
O que pretendo com este conto de Natal, é relembrar todos aqueles que de uma forma ou outra, desprezam a sua familia não só no dia de natal como em todos os outros dias do ano, para que de uma vez por todas se consciencializem que a familia é o melhor bem que temos.
Desejo um FELIZ NATAL EM FAMÍLIA
22/12/2005
Desejo-vos a todos um FELIZ NATAL
Os meus parabéns ao Primeiro Ministro, José Sócrates.
Prenda no sapatinho
Desta vez no reduto do Vitória de Setúbal, equipa menos batida da Europa. Apesar da vitória, o resultado acaba por ser escasso devido ao autêntico massacre na área do Vitória durante toda a segunda parte. De qualquer maneira ganhámos e somámos mais 3 preciosos pontos, tendo o artilheiro "Gomes Natal", cimentado o lugar de melhor marcador da I Liga. A continuar a jogar assim o Benfica arrisca-se a vencer todas as provas onde está envolvido, recorde-se: Campeonato, Taça de Portugal e Liga dos Campeões.
21/12/2005
São precisos mais 20 inspectores para a PJ
PSP vai deixar Gouveia
20/12/2005
Está nas bancas o n.º 1
Santana Lopes foi desejar Boas Festas ao Parlamento
19/12/2005
A Fundação AGA KHAN, através da Fundação FOCUS, já começou a ajudar o concelho de Seia
A Fundação Focus – Assistência Humanitária (Europa), procedeu,à distribuição de bens alimentares às pessoas afectadas pelos incêndios, ocorridos no concelho de Seia durante o Verão. São, ao todo, 657 pessoas recenseadas pelos Serviços de Acção Social do Município, residentes em seis freguesias do concelho: Alvoco da Serra, Cabeça, Loriga, Santa Marinha, Teixeira e Vide. O Concelho de Seia foi uma das zonas mais afectadas pelos fogos que consumiram grande parte do terreno agrícola e algumas habitações. Perante este cenário, a Fundação FOCUS disponibilizou-se, desde cedo, para estabelecer uma parceria com a Câmara Municipal, no sentido de aliviar as perdas da população local, proporcionando, numa primeira fase, ajuda com bens alimentares nas freguesias mais críticas.Quarenta voluntários concentraram-se, a meio da manhã, em Vide, iniciando a distribuição durante a tarde. Globalmente foram distribuídos 1314 cabazes, compostos por bens de primeira necessidade: leite, arroz, açúcar, farinha, massa, azeite, óleo alimentar, atum, sardinha, batata, cenoura, cebola e margarina.
Numa segunda fase, já começou a ser feita a distribuição de instrumentos agrícolas, sementes e colmeias, como forma de permitir às famílias afectadas o retorno ao seu auto-sustento.
A Fundação FOCUS
A Fundação FOCUS Assistência Humanitária Europa é actualmente composta por cinco unidades, localizadas nos Estados Unidos, Canadá, Europa (Portugal, França e Inglaterra), Paquistão e Índia, esta ultima criada recentemente.A FOCUS é uma agência internacional de ajuda de emergência que proporciona meios de auxílio e assistência após e/ou durante uma situação de calamidade natural ou proporcionada pelo homem. A FOCUS ajuda as pessoas carenciadas a reduzirem a sua dependência à ajuda humanitária, procurando facilitar a sua transição para uma sustentável auto-suficiência. Desde a sua fundação em 1994, a FOCUS participou numa série de actividades dentro de cada um dos pontos. Em complemento, para proporcionar o auxílio e assistência a seguir aos desmoronamentos, terramotos, tempestades, inundações e epidemias, a FOCUS teve sucesso nos seus programas de reassentamento para famílias deslocadas e estabeleceu um programa eficiente de prevenção das calamidades, alívio e preparação. As recentes intervenções onde a FOCUS esteve envolvida incluem o Ciclone Gafilo (Madagáscar) e o Tsunami em 2004, bem como o Furacão Rita (Estados Unidos) e o terramoto no Paquistão e Índia, ocorrido em 8 de Outubro deste ano. A FOCUS e a Fundação Aga Khan (AKF) são afiliadas da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (AKDN), um conjunto de instituições que trabalham para promover oportunidades e condições de vida para pessoas de todas as religiões e origens, em regiões específicas do mundo em desenvolvimento.
Fonte - Site do municipio de Seia
Governo assina parceria com Fundação AGA KHAN
1-fornecer oportunidades para povos desfavorecidos que conduzirão às melhorias a longo prazo, na saúde, na instrução das suas crianças, e no sustentabilidade do seu ambiente;
2-Fzer acções de formação nas comunidades;
3-Para permitir aos beneficiários ganharem a confiança e a competência para participar no projecto, na execução e na operação continuando de actividades do programa;
4-Para estabelecer iinstitucionalmente, a gerência e as estruturas financeiras que se asseguram de que as actividades do programa se tornem sustentáveis;
A AKF opera sobre o princípio que o progresso social e económico eficaz é baseado na parceria - com indivíduos, comunidades, negócios, governos e outras instituições academicas e de pesquisa. Os receptores das concessões cometem-se totalmente a resolver os seus próprios problemas com o AKF que opera como um mediador para trazer os recursos e a perícia necessários para ajudar estas comunidades.
4-Para estabelecer iinstitucionalmente, a gerência e as estruturas financeiras que se asseguram de que as actividades do programa se tornem sustentáveis;
A AKF opera sobre o princípio que o progresso social e económico eficaz é baseado na parceria - com indivíduos, comunidades, negócios, governos e outras instituições academicas e de pesquisa. Os receptores das concessões cometem-se totalmente a resolver os seus próprios problemas com o AKF que opera como um mediador para trazer os recursos e a perícia necessários para ajudar estas comunidades.
Saiba mais sobre a Fundação AGA KHAN em: http://www.akdn.org/agency/akf.html
Marco Paulo e Tony Carreira, proibidos no Irão
O presidente ultraconservador iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, proibiu os meios de comunicação do país de difundirem «música ocidental e decadente».«A partir de agora, a televisão e a rádio devem evitar promover a música ocidental e decadente e dar destaque à música nacional e tradicional que recorde o período da Revolução Islâmica de 1979», ordenou o presidente. Ahmadinejad dirige o Conselho Supremo da Revolução Cultural, pelo que, segundo a lei, a rádio e a televisão locais são obrigadas a acatar as decisões ditadas pelo presidente. O presidente também determinou que se evite «a violência e a decadência da indústria cinematográfica». «Os filmes que insultam a religião e a cultura do povo e os filmes decadentes e estúpidos devem ser proibidos», declarou por seu turno o ministro da Cultura iraniano, Mohammad-Hossein Saffar-Harandi.
Vêm aí os VLOGUES
18/12/2005
O meu blog está em alta
Foi assim que a estatistica o ditou.
A todos os meus leitores, o meu bem-haja. Aproveito para publicar um e´mail que recebi hoje:
"Caro Oceano das Palavras;
Quero felicitá-lo pela qualidade de temas que tem tratado ultimamente e que a mim me interessam particularmente. Sendo eu de Seia, conhecendo os outros blogs que por aí nasceram como cogumelos, não posso deixar de lhe transmitir os meus parabéns por considerar o seu o melhor, apesar de outros também terem alguma qualidade de vez em quando. Aproveito para lhe desejar um Feliz Natal na esperança que continue a deliciar-nos com a sua escrita."
Um fim-de-semana, duas festas de natal
A PARTILHA...coming soon
Reunidas para o enterro da mãe, quatro irmãs - Selma (Glória Pires), Regina (Andréa Beltrão), Laura (Paloma Duarte) e Lúcia (Lílian Cabral) – vêem-se obrigadas a discutir a divisão entre elas de um amplo apartamento em Copacabana e os móveis nele contidos. A partir da discussão em torno da partilha de bens as quatro irmãs passam a confrontar entre si as suas opções de vida, já que todas seguiram caminhos bem diferentes. Selma, casada com um militar (Herson Capri), vive uma vida disciplinada na Tijuca, o seu bairro do coração, enquanto que Regina é liberada e exotérica, tendo uma visão "alto astral" da vida. Já Lúcia teve a coragem de abandonar um casamento convencional e o seu filho (Thiago Fragoso) a fim de viver um grande amor em Paris, enquanto que Laura se tornou uma intelectual sisuda e que surpreende as irmãs com as suas opções. Juntas, as quatro fazem um balanço do passado e dos bons momentos que tiveram juntas, sendo obrigadas ainda a enfrentar as novas situações que o quotidiano lhe impõe.
Benfica-Nacional
Sócios e adeptos do clube estão cada vez mais habituados às vitórias, a ponto de se tornarem impacientes enquanto o golo não aparece. O que se viu ontem na Luz foi um claro anti-jogo por parte do Nacional da Madeira que se limitava a bombardear a bola para a frente e a fazer faltas atrás de faltas. Equipes como a do Nacional deviam ser irradiadas da primeira liga. Não se pode conceber que uma pessoa pague um bilhete de 25 euros para ver duas equipes jogar à bola e se depara com um jogo daqueles por parte dos Nacionalistas. Não admira que nunca cheguem a ser grandes equipes. Outro episódio a lamentar são os reporteres da SportTv cada vez mais tendenciosos, chegando a irritar com os comentários despropositados contra o Benfica. No lance que deu o golo limpo ao Benfica, repetiram o lance 6 vezes e pediam aos reporteres de imagem que passassem as imagens vezes sem conta, defendendo a tese que houve falta de Luisão sobre o Guarda-redes, o que é totalmente falso. Luisão salta naturalmente à bola e o guarda-redes é que veio para cima dele. Portanto, se não fosse golo era penaltie. Por último resta-me dizer, que este jogo serviu de exemplo para o Liverpool, porque se estão a pensar vir jogar à defesa, para o empate, terão a mesma sorte do Nacional que mesmo com 11 jogadores atrás da linha média da bola não conseguiram o pontito. O Benfica está cada vez mais moralizado enquanto grupo e cada vez mais maduro enquanto equipe.
O terrorismo também tem história - VII
Outra organização que se especializou em ataques terroristas nos anos 70 foi o Exército Republicano Irlandês, o IRA. Ele foi formado em 1919 por grupos da minoria católica que lutavam pela união da Irlanda do Norte à República da Irlanda.Na década de 60, os católicos foram às ruas pacificamente, contra leis discriminatórias impostas pela maioria protestante. Aproveitando o clima de insatisfação, um grupo de militantes relançou o IRA, dessa vez com um verniz ideológico marxista. A fase pacífica do movimento terminou num domingo de Janeiro de 1972, quando tropas britânicas dispararam as suas armas contra os manifestantes, matando 13 pessoas. O incidente, que passou à história como "Domingo Sangrento", desencadeou uma escalada do terrorismo. Durante os anos 70, mais de duas mil pessoas morreram e milhares ficaram feridas em atentados a bomba patrocinados pelo IRA e nos choques de rua entre manifestantes e forças de segurança. Outros grupos surgiram com fins pacíficos e também foram empurrados para o terror. É o caso da ETA, organização que luta pela autonomia do País Basco em relação à Espanha. ETA,no idioma basco, são as iniciais de "Pátria Basca e Liberdade". Criada em 1959 para difundir a cultura e os valores tradicionais do povo basco, a ETA foi perseguida pela ditadura de Francisco Franco e entrou para a clandestinidade e o terrorismo em 1966. O atentado mais ousado foi realizado em 73, quando a organização explodiu no centro de Madrid o carro em que viajava o primeiro-ministro franquista Luís Carrero Blanco. Na década de 70 houve também a acção de grupos terroristas sem vínculos com lutas democráticas ou de libertação nacional, como o grupo Baader-Meinhoff, na Alemanha, e as Brigadas Vermelhas, na Itália. Eram organizações formadas por intelectuais e universitários que adoptaram a violência em nome de uma genérica "guerra contra a burguesia". Em Setembro de 77, o Baader-Meinhoff ganhou as manchetes dos jornais com o sequestro do industrial Hanss-Martin Schleyer, como pressão pela libertação de presos políticos. Em Março de 78, outra acção espectacular na Europa: o sequestro do primeiro-ministro italiano Aldo Moro, uma acção audaciosa que surpreendeu o mundo. Moro acabou executado pelos terroristas, apesar dos apelos do Papa e da opinião pública internacional.
17/12/2005
O terrorismo também tem história - VI
Um dos atentados mais violentos aconteceu em Setembro de 72, durante os Jogos Olímpicos de Munique, na Alemanha. Nove atletas israelitas foram feitos reféns pela organização palestina "Setembro Negro". Os sequestradores exigiam a libertação de cem palestinianos presos em Israel e dos terroristas internacionais Andreas Baader e Ulrike Meinhoff, da Alemanha, e Kozo Okamoto, do Japão. Forças de segurança alemãs cercaram e mataram os sequestradores. Os atletas também foram todos mortos, o que deixou a opinião pública estarrecida. O episódio de Munique preocupou as autoridades, porque ficou evidente o vínculo entre diversas organizações clandestinas internacionais. Esse intercâmbio seria percebido novamente em 1976, com o sequestro de um Boeing da Air France que fazia um voo entre Tel Aviv e Paris. O avião, com 242 passageiros e 12 tripulantes, foi levado para Entebe, em Uganda, país africano que vivia sob a ditadura de Idi Amin Dada.Os sequestradores diziam pertencer à Frente Popular para a Libertação da Palestina, um dos grupos mais radicais da OLP. Mantendo como reféns somente os 93 passageiros judeus, os terroristas exigiam a libertação de 53 palestinianos presos em Israel. O governo israelita ordenou uma operação de resgate, enviando a Uganda uma força de elite. Em menos de 15 minutos os terroristas foram mortos e os reféns, libertados.
16/12/2005
Um postal de Natal
"Raio de luar;
Noite calma e bela;
Um estudante a cantar;
sobre uma janela;
Que canto Coimbra;
Com notas sem fim;
Grandes como o amor;
Grandes como amor;
Que tenho por ti..."
Major Luis Cunha Rasteiro merece ser condecorado pela Câmara pelo excelente trabalho em prol da segurança dos cidadãos do concelho de Seia
O terrorismo também tem história - V
Apesar da violência em comum, existem diferenças entre os grupos terroristas. O fundamentalismo islâmico, por exemplo, não tinha carácter terrorista na época em que surgiu. A Irmandade Muçulmana apareceu em 1929, no Egipto, com preocupações sociais e propósitos religiosos. Mas a partir dos anos 30 foi perseguida pelo rei Fuad e pelo seu sucessor, o rei Faruk, favoráveis à dominação britânica. A Irmandade partiu para a radicalização e o terrorismo no início dos anos 50, com a ascensão do líder nacionalista Gamal Abdel Nasser, acusado de defender interesses ocidentais.A acção mais espectacular da Irmandade Muçulmana foi o assassinato do presidente egípcio Anuar Sadat, em 1981. Sadat foi considerado traidor por ter assinado os acordos de Camp David, em 78, que reconheciam o direito de existência do Estado de Israel.
O terrorismo também tem história - IV
Em diversos países havia, além da repressão oficial, a tolerância dos regimes autoritários em relação às acções ilegais de grupos paramilitares. Por outro lado, nos anos 70 a actividade dos grupos terroristas atingia o seu ponto máximo. Era uma época de questionamento dos valores tradicionais e do "velho modo" de fazer política, nos dois blocos. O escândalo de Watergate, em 72, e a derrota dos Estados Unidos na Guerra do Vietname, reconhecida em 75, acentuaram a decadência da ordem política internacional.Na África, a independência havia sido conquistada em diversos países. Inúmeras guerras tribais estimularam o tráfico de armas e a formação de grupos paramilitares. Na Europa, grupos separatistas, como o IRA e a ETA, radicalizavam as formas de luta. E no Médio Oriente o fervor religioso estimulava o surgimento de grupos extremistas.
Benfica-Liverpool
A próxima eliminatória da Liga dos Campeões assim o ditou. Quem eleimina o Man Utd, também elimina o Liverpool.
Força Benfica...
15/12/2005
O terrorismo também tem história - III
No final dos anos 50, o êxito da revolução cubana abriu novos horizontes para uma juventude desiludida. A vitória de Fidel Castro, contra uma ditadura corrupta sustentada pelos Estados Unidos, representou para muitos jovens a vitória do idealismo. Militantes de todo o mundo ganharam nova disposição de luta. Muitos jovens optaram pela vida clandestina, que oferece dois caminhos: a guerrilha e o terrorismo. A guerrilha, de um modo geral, realiza ataques contra objectivos militares e alvos estratégicos. Tenta conquistar a simpatia da população para formar o seu próprio exército e, eventualmente, tomar o poder. Os grupos terroristas utilizam o método inverso, intimidando pessoas inocentes para alcançar os seus objectivos.
(...continua)
O terrorismo também tem história - II
O desenvolvimento da tecnologia nuclear, a partir do fim da Segunda Guerra, causou uma importante mudança na mentalidade das pessoas, do ponto de vista psicológico e cultural. A morte deixou de ser uma consequência natural da vida para se tornar uma questão política. A preservação da espécie humana passou a depender da decisão das super potências de iniciar ou não um confronto nuclear fatal para o planeta. O mundo dos anos 50 não apresentava perspectivas muito animadoras. Na primeira metade do século, guerras, revoluções e conflitos localizados haviam consumido a vida de pelo menos 150 milhões de pessoas. Além disso, a tragédia atómica em Hiroshima e Nagasaki havia colocado o mundo sob a sombra permanente de um holocausto nuclear.
1.º Aniversário do Deleites Pensamentos
14/12/2005
O terrorismo também tem história - I
Violência e terrorismo
Muitas vezes ouvimos dizer que todo o acto de violência é terrorismo, mas isso é força de expressão. Nem sempre um acto de violência é terrorista, mesmo quando a vítima é uma personalidade política. A tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, em 1981, é um exemplo de violência sem conotação política. O autor dos disparos, John Hinckley Jr., agiu isoladamente, motivado por questões pessoais. Já o assassinato do premiê israelita Yitzhak Rabin por um extremista judeu, em 1995, este sim, foi um acto terrorista.
Muitas vezes ouvimos dizer que todo o acto de violência é terrorismo, mas isso é força de expressão. Nem sempre um acto de violência é terrorista, mesmo quando a vítima é uma personalidade política. A tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, em 1981, é um exemplo de violência sem conotação política. O autor dos disparos, John Hinckley Jr., agiu isoladamente, motivado por questões pessoais. Já o assassinato do premiê israelita Yitzhak Rabin por um extremista judeu, em 1995, este sim, foi um acto terrorista.
Terrorismo na era contemporânea
Na era contemporânea, a França conheceu o regime de terror implantado pelos jacobinos de Robespierre a partir de 1793, pouco depois da Revolução Francesa. Quase um século depois, em 1881, o czar Alexandre Segundo, da Rússia, foi assassinado pela organização terrorista "Vontade do Povo". E, no início do século XX, o estopim que deflagrou a Primeira Guerra Mundial foi o atentado contra o arquiduque austro-húngaro Francisco Ferdinando, em 1914. Ele foi morto pelo estudante Gavrilo Prinzip, do grupo terrorista sérvio "Mão Negra".
Na era contemporânea, a França conheceu o regime de terror implantado pelos jacobinos de Robespierre a partir de 1793, pouco depois da Revolução Francesa. Quase um século depois, em 1881, o czar Alexandre Segundo, da Rússia, foi assassinado pela organização terrorista "Vontade do Povo". E, no início do século XX, o estopim que deflagrou a Primeira Guerra Mundial foi o atentado contra o arquiduque austro-húngaro Francisco Ferdinando, em 1914. Ele foi morto pelo estudante Gavrilo Prinzip, do grupo terrorista sérvio "Mão Negra".
Até aos anos 20, o terrorismo era um fenómeno no tempo e no espaço, de dimensões relativamente pequenas, transitórias e restritas. Ele começou a ganhar maior abrangência e importância com o surgimento dos regimes totalitários de Josef Stalin e Adolf Hitler. Já no final dos anos 20, Stalin enviava aos campos de concentração centenas de milhares de opositores ao seu regime, sem contar os treze milhões de camponeses executados por resistirem à colectivização de suas terras, entre 1929 e 1932. Na Alemanha dos anos 30, Hitler iniciou a perseguição aos comunistas, judeus, ciganos e outras minorias étnicas. Até ao final da Segunda Guerra, em 1945, seriam assassinados seis milhões de seres humanos pela máquina nazi. Os dois regimes de terror tinham algumas características muito semelhantes: o culto à personalidade do dirigente, no caso Stalin e Hitler, e os poderes absolutos da polícia política, no caso a KGB e a GESTAPO."
...continua
O terrorismo também tem história
O que é terrorismo?
Formalmente, terrorismo é o uso da violência sistemática, com objectivos políticos, contra civis ou militares que não estão em operação de guerra. Existem muitas formas de terrorismo. Os terroristas religiosos praticam atentados em nome de Deus; já os mercenários recebem dinheiro pelas suas acções; os nacionalistas agem movidos por um ideal patriótico. Há ainda os ideólogos, que armam bombas motivados por uma determinada visão de mundo. E, muitas vezes, o que se vê é uma mistura de tudo isso com desespero e ódio. Por outro lado, houve no século XX o crescimento do terrorismo de Estado, em que é adoptada a política de eliminação física de minorias étnicas ou de adversários de um regime. Um exemplo é o regime racista da África do Sul, responsável por acções terroristas contra a maioria negra do país até o fim do apartheid, no início dos anos 90. Na América Latina, as ditaduras militares dos anos 60 e 70 promoveram o terrorismo de Estado contra os seus opositores, torturando e matando milhares de pessoas. No Médio Oriente, os palestinianos de cidadania israelita e os habitantes dos territórios de Gaza e Cisjordânia foram segregados e sofreram ataques das forças armadas de Israel, entre 1967 e 1993. O terrorismo de extremistas muçulmanos contra judeus de Israel, por sua vez, também aterrorizou e matou pessoas inocentes, principalmente a partir da década de 80. Muitos historiadores e intelectuais avaliam que as bombas atómicas jogadas pelos Estados Unidos sobre o Japão, em Agosto de 45, foram o maior atentado terrorista já praticado até hoje. Mais de 170 mil civis perderam a vida num ataque que não tinha como objectivo vencer a guerra, mas fazer uma demonstração de força para a União Soviética.
(continua...)
13/12/2005
Ahmad el-Khatib. Mais uma vitima do conflito Israelo-Palestiniano
Uma criança palestiniana de 12 anos foi atingida a tiro,por soldados israelitas ao empunhar uma espingarda feita de plástico. Atingido na cabeça e no abdómen, o jovem Ahmad el-Khatib foi internado em estado crítico no hospital Rambam, em Haifa, mas não resistiu aos ferimentos e acabou por falecer, no passado sábado.O exército israelita exprimiu o seu pesar por este incidente, mas atribuiu a responsabilidade aos grupos armados palestinianos "que operam em zonas habitadas e põem assim em perigo a vida de civis". "Os soldados que ripostavam a disparos do inimigo julgaram ver alguém a empunhar uma espingarda automática", justificou um porta-voz militar.
Em que é que ficamos?
Freitas do Amaral garante que não há indícios de que possam ter passado por Portugal voos da CIA para o transporte ilegal de detidos, em violação do direito internacional ou de acordos bilaterais.
enquanto isso...
Uma investigação do Conselho da europa reforçou as suspeitas da existência de voos da CIA para transportar presumíveis terroristas que terão sido detidos e levados para outros países.
é caso para perguntar...
Sou a favor do crucifixo nas escolas, assim como...
Eu só quero que me expliquem porque é que ter um crucifixo pendurado na parede de uma escola é uma ofensa à laicidade do Estado e um atentado à Constituição, e já não é uma ofensa à laicidade do Estado nem um atentado à Constituição o país inteiro prestar homenagem, através de um dia feriado, ao nascimento de Jesus (Natal), à morte de Jesus (Sexta-feira Santa), à ressurreição de Jesus (Páscoa), à celebração da Eucaristia (Corpo de Deus), aos santos e mártires da Igreja (Dia de Todos os Santos), à subida ao céu de Maria (Assunção de Nossa Senhora). Em Portugal, já se sabe, a lógica é uma batata.Agora, que se aproxima o Natal, podem proibir também os presépios e até a apanha de musgo. A única coisa que me incomoda neste pequeno psicodrama é que o Ministério da Educação perca o seu tempo a expelir circulares muito legais, muito constitucionais e muito burras. O senhor que está pendurado nos crucifixos não é apenas um símbolo religioso - é também um símbolo civilizacional, que atravessa todo o Ocidente através da pintura, da literatura, da música, da arquitectura, do teatro, do cinema. Mais do que propaganda católica, o crucifixo faz parte da nossa identidade e é uma chave para compreender os últimos 21 séculos de História. Não tem a ver com fé. Não tem a ver com Deus. Tem a ver connosco.
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