11/03/2006
Temos de ir às urgências a Viseu?
Imprensa local "arrasa" Câmara Municipal
Título do jornal Santa Marinha
"Municipio de Seia trava desenvolvimento do concelho?"
Título do jornal Porta da Estrela
"Polémica na Câmara"
"Municipio de Seia trava desenvolvimento do concelho?"
Título do jornal Porta da Estrela
"Polémica na Câmara"
No primeiro caso o jornal St.ª Marinha diz que e apesar do incentivo inicial do Presidente da Câmara para o avanço da licença do Parque Zoológico em St.ª Marinha, a Câmara está agora a virar o bico ao prego. O jornal fala mesmo em favorecimentos a uns em detrimento de outros. Já o jornal Porta da Estrela diz que os vogais nomeados para a nova empresa municipal, não têm formação para ocupar cargos na área do urbanismo.
10/03/2006
OBRAS EM PONTES: SECRETÁRIO DE ESTADO NÃO GARANTE SEGURANÇA
O Gabinete de Imprensa
10 de Março de 2006
A QUERCUS escreve aos leitores do blog
Construções ilegais sobre dunas, rios contaminados por industriais inescrupulosos, fogo colocado em florestas ancestrais e pedreiras em parques naturais são alguns dos crimes contra o meio ambiente cometidos em Portugal, esboçando a paisagem de uma natureza ferida de morte. A legislação pune, mas abrir um processo judicial apresenta imensas dificuldades burocráticas, ao que se soma a carência de meios dos polícias ambientais da Guarda Nacional Republicana (GNR), que raramente vêem o seu trabalho coroado por uma condenação exemplar. A impunidade é quase total. Colocar no banco dos réus quem age à margem da lei é muito pouco e não é comum. O comum é punir com multa irrisória, em termos comparativos com o que custaria a uma empresa contaminante acatar as leis ambientais. É o caso de se pensar que o crime compensa. Desde a sua criação em 2002, o Serviço Nacional de Protecção da Natureza e do Meio Ambiente (Sepna) da GNR abriu 488 processos penais e passou 26.954 multas. Entre os crimes mais frequentes estão incêndios provocados em florestas, pedreiras ilegais, contaminação dos rios, a caça, venda e posse de animais protegidos. Somente em 2004, foram apreendidos mais de 1.500 animais entre aves, répteis, primatas e até um elefante e um jacaré. A diferença entre multar e levar o infractor ao tribunal deve-se ao facto de ser muito difícil abrir um processo-crime e poucos são os atentados ambientais castigados pelos tribunais. Esta situação vê-se agravada pela atitude dos governos,pois a política pública de meio ambiente sofreu retrocessos lamentáveis nos últimos anos, nomeadamente no que respeita a recursos hídricos, tratamento de esgoto e conservação da natureza. No ano passado, o Instituto de Conservação da Natureza (ICN) ficou sem recursos técnicos e financeiros, a ponto de ter os seus telefones cortados por falta de pagamento, deixar de enviar cartas por falta de dinheiro para o selo e não poder utilizar os carros por falta de gasolina. O governo do primeiro-ministro socialista José Sócrates, ao que parece, não se impressionou por esta situação precária e para 2005 reduziu o orçamento do ICN em 30%, tornando o controle do crime ambiental cada vez mais difícil. Outro dano grave ao meio ambiente são os incêndios florestais, que também afectam a economia do país, pois causam um efeito negativo imediato em dois sectores-chave: o turismo e a poderosa indústria do cortiça, produto obtido a partir da casca do sobreiro, uma das árvores que mais sofreu os efeitos do fogo. Estima-se que em Portugal crescem 80% dos sobreiros de todo o planeta e a sua indústria transformadora controla 67% do comércio mundial de cortiça. Embora os incêndios florestais tenham repercussão negativa na economia nacional, as indústrias transformadoras de madeira são as grandes favorecidas. Jamais se provou que estejam por trás destes atentados à natureza e tudo não passa de suposições baseadas em cálculos simples. Uma tonelada de pinho é cotada a 44 euros, mas o preço que as madeireiras pagam aos proprietários de pinhais, grandes perdedores neste negócio florestal, baixa para 12 euros quando provém de áreas queimadas. Entretanto, como afirmam os ambientalistas, a pior perda, que não tem preço, é para o ecossistema. Por outro lado, o turismo constitui a principal indústria que gera divisas para Portugal, o país que em 2005, com o incêndio de 425.716 hectares, assumiu a liderança dos maiores incêndios florestais do continente europeu nos últimos 50 anos, afugentando milhares de estrangeiros temendo os incêndios incontroláveis. O golpe de misericórdia foi desferido em Março de 2004 pela revista norte-americana National Geographic, que colocou a região meridional do Algarve entre os piores destinos turísticos do mundo, classificando-a em 106º lugar entre 115, superado em má qualidade ambiental apenas pelas costas espanholas do Sol e Brava. Entre os fundamentos da revista para colocar o Algarve, a zona turística por excelência do extremo sul de Portugal, na lista dos 10 lugares onde se deve evitar ir de férias, estão «o desenvolvimento incontrolado da costa» e «a destruição do meio ambiente natural com projectos que pretendem capitalizar o mercado do turismo de massa». Nas últimas três décadas, o Algarve foi sistematicamente vítima de voraz apetite das grandes imobiliárias, que transformaram uma das paisagens mais belas da Europa em praias cercadas de altos edifícios de betão, um lucrativo negócio onde os principais clientes são britânicos, alemães, holandeses e escandinavos. Após 30 anos de duras críticas ao que foi descrito como a "cimentação" do Algarve, a atenção dos ambientalistas agora volta-se para as construções ilegais precárias que transformaram as dunas públicas de pequenas ilhas arenosas em propriedades privadas, ignorando o respeito pelo meio ambiente devido à erosão da costa. Neste momento, há situações de grave erosão, o que, somado à subida das águas do mar, traz o risco até de as ilhas desaparecerem. Entretanto, «aquilo que não se vê», como as crescentes emissões de gases causadores do efeito estufa, pode ser o maior dos crimes ambientais, «as alterações climáticas são um problema gravíssimo, mais do que qualquer outro, porque pode significar a inviabilidade de todo o país e é um fenómeno imprevisível». Fica ainda o alerta que, «com a subida das águas do mar e com o aumento dos fenómenos extremos, dentro de alguns anos pode deixar de existir o que se proteger».
Quercus, 9 de Março de 2006
09/03/2006
Andam a depositar resíduos animais em aterros sanitários
Enquanto os peritos ambientais continuarem sentados com o "cuzinho" na merda de uma secretária e não sairem para o terreno para verem com os seus próprios olhos os crimes que se vão cometendo, não há volta a dar a este país, nesta matéria. As autoridades competentes nacionais não estão a fazer o suficiente para fazer cumprir as regras da União Europeia (UE) para os subprodutos animais, como peles, couros, chifres e o conteúdo do aparelho digestivo. Há uma enorme falta de consciência dos produtores que tratam os subprodutos animais e resíduos alimentares de origem animal como lixo sólido urbano. Além do depósito daquele material em aterros sanitários, há produtores nacionais a enterrarem animais mortos, sem qualquer controlo. Ainda predomina no país o enterro dos cadáveres nos terrenos dos proprietários, sobretudo de animais de estimação, sabendo-se que o destino dos cadáveres dos animais de estimação cabe às autoridades municipais. Com estas práticas despropositadas nos dias que correm em que o ambiente deve ser protegido por todos nós, resta-me dizer, "benza-os Deus" que nós estamos condenados a "comer e calar".
Os cientistas aconselham a Incineração dedicada e a co-incineração
Os processos de queima de resíduos
Há diversos processos de queima de resíduos: gaseificação, pirólise, incineradora de infravermelhos, incineração dedicada, co-incineração. Das diversas características de desempenho, de implantação industrial a nível europeu e americano, os cientistas, concluem que os mais seguros e fiáveis, sob a perspectiva ambiental e em operação corrente, são a incineração dedicada e a co-incineração. Para comparar entre si os dois últimos métodos recorreu-se à legislação americana, e a centenas de páginas dos relatórios técnicos, publicados em 1999 (USEPA), pela Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos. Recorreu-se igualmente a três Análises de Ciclo de Vida (LCA) que comparam entre si estes dois métodos. Foram estes documentos postos em questão pelos nossos críticos? Foi o recurso à metodologia do impacto global dos LCA considerado um método inapropriado para decisões de impacto ambiental? Nada disto foi posto em causa, pelo que a essência da decisão para a escolha do melhor método de queima não foi posta em questão em termos científicos e quando assim é só se pode concluir que em Portugal politizaram demasiado a questão da co-incineração e a verdade sobre esta mesma questão acaba por ficar escondida e não divulgada com honestidade para a opinião pública e claro está, para mal de todos nós, simples cidadãos que queremos apenas e só o melhor ambiente possivel para o nosso país.
Há diversos processos de queima de resíduos: gaseificação, pirólise, incineradora de infravermelhos, incineração dedicada, co-incineração. Das diversas características de desempenho, de implantação industrial a nível europeu e americano, os cientistas, concluem que os mais seguros e fiáveis, sob a perspectiva ambiental e em operação corrente, são a incineração dedicada e a co-incineração. Para comparar entre si os dois últimos métodos recorreu-se à legislação americana, e a centenas de páginas dos relatórios técnicos, publicados em 1999 (USEPA), pela Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos. Recorreu-se igualmente a três Análises de Ciclo de Vida (LCA) que comparam entre si estes dois métodos. Foram estes documentos postos em questão pelos nossos críticos? Foi o recurso à metodologia do impacto global dos LCA considerado um método inapropriado para decisões de impacto ambiental? Nada disto foi posto em causa, pelo que a essência da decisão para a escolha do melhor método de queima não foi posta em questão em termos científicos e quando assim é só se pode concluir que em Portugal politizaram demasiado a questão da co-incineração e a verdade sobre esta mesma questão acaba por ficar escondida e não divulgada com honestidade para a opinião pública e claro está, para mal de todos nós, simples cidadãos que queremos apenas e só o melhor ambiente possivel para o nosso país.
08/03/2006
CAÍU O CAMPEÃO DA EUROPA
VIVA O BENFICA.
07/03/2006
PORTUGAL = BENFICA
Já lá vão 2 anos e está tudo na mesma
Porque o tema da semana assim me exige, não posso deixar de voltar a colocar o post que se segue que publiquei em 2004 e que passados 2 anos se mantem tudo na mesma. Pela pertinencia do tema, nessa altura foi um post muito divulgado noutros blogs, alguns de grande leitura a nivel nacional e até em alguma imprensa, nomeadamente no correio do leitor do jornal "Correio da manhã".
SUCATAS A CÉU ABERTO...
Hoje mesmo captei estas fotos na estrada que segue de Torroselo em direcção a Sandomil. Há anos que por ali passo e nunca tinha reparado em tamanha atrocidade, em tamanho crime ambiental que por ali se pratica. Mais ou menos a meio da referida estrada no seu sentido descendente, quem olhar para a sua esquerda vai esbarrar a sua vista com esta sucata que por ali existe, diz quem sabe, há já alguns anos. "Inicialmente começou por ter dois carros e ao longo do tempo já vai nestes todos", refere um agricultor que ali cultiva a sua propriedade, o qual não se quis identificar.Dali se aprecia uma bonita paisagem de onde se avista o rio alva e a encosta da serra da estrela na sua plenitude e o certo é que além de em nada beneficiar a natureza, as sucatas a céu aberto prejudicam gravemente a saúde pública.Ao que parece o dono deste "stand" de sucata, refere que o terreno é dele e nada nem ninguém o pode impedir de fazer o que quiser naquilo que é seu.
Certo é que o perigo para a saúde existe. Por exemplo, uma bateria comum contém, geralmente, três metais pesados: zinco, chumbo e manganês, além de substâncias perigosas como o cádmio, o cloreto de amônia e o negro de acetileno. A bateria sendo alcalina contém também o mercúrio, uma das substâncias mais tóxicas que se conhece.O perigo ocorre quando se deixa ao ar livre ou no lixo uma bateria, pois há o risco dessas substâncias e metais pesados através da atmosfera entrarem na cadeia alimentar humana (por exemplo se ali existirem arvores de frutos ou outros cultivos), causando sérios danos à saúde. Uma questão coloco: SENDO UMA PROPRIEDADE PRIVADA E APESAR DESTE CRIME AMBIENTAL EXISTIR, HAVERÁ ALGUMA LEI QUE OBRIGUE O SEU TITULAR A RETIRAR TODA ESTA SUCATA?
06/03/2006
Semana dedicada ao ambiente
Implantação da co-incineração na União Europeia
Para todo o cientista que respeite a universalidade da ciência, senão não está a actuar como cientista, é reconfortante constatar que a co-incineração tem uma apreciável implantação a nível da UE (em doze países), da Suiça e dos Estados Unidos.Na UE haverá presentemente cerca de 50 cimenteiras a operar em co-incineração que devem queimar cerca de 1,5 milhões de toneladas de resíduos industriais. Em França, onde há informações mais pormenorizadas, a incineração dedicada e a evapo-incineração estabilizaram a partir de 1994-95, enquanto que a co-incineração continua a crescer, com um ritmo de 5% ao ano. O seu crescimento entre 1989 e 1999 foi cerca de 84%.Aqueles que afirmam que a "co-incineração é perigosíssima" são os mesmos que ignoram o que se passa em termos legislativos, industriais e de prevenção de riscos nestes países, que usufruem de uma cultura de segurança muito superior à portuguesa.
(continua...)
Quem tem medo do lobo bom?
Como estará o meio ambiente da Serra da Estrela?
Todas estas questões e muitas outras relacionadas com o ambiente na Serra da Estrela, poderão ser lidas, brevemente...no seu jornal !!!
05/03/2006
COISA RUIM, dia 30 em Seia
03/03/2006
Consideram importante para o desenvolvimento do concelho, o renascer da radio beira alta?
FRASES SOLTAS
1 - "Um dos principais objectivos das radios é promover a cidadania, o entretenimento e a educação, com uma programação plural em que todos têm o direito de falar."
2 - "A rádio é feita por vocês e para vocês. Ela tem o papel fundamental de falar sobre as questões da comunidade, de resgatar a cultura da região e, principalmente, de dar espaço e voz a todos."
3 - "A publicidade pode ser conseguida através dos comerciantes, projectos sociais ou até mesmo de festas e sorteios. Podem promover-se formações financiadas que entre outros, oferecem estágios e cursos de produção, locução, operador de áudio, sonoplastia e radiojornalismo. Os cursos a promover uma vez que são financiados, podem ser gratuitos para alguns alunos, selecionados em entrevistas.
4 - "É preciso ser ousado e acreditar que são capazes de fazer."
A segunda parte desta formação/congresso realiza-se em Abril em Lisboa. Era importante que quem é do concelho de Seia pudesse aqui deixar algumas considerações sobre este tema e se vale a pena Seia voltar a ter a sua rádio.É muito importante a vossa opinião.
Aí está uma boa noticia para o fim de semana
O ministro do Ambiente, Nunes Correia, anunciou esta sexta-feira que os primeiros testes de co-incineração de resíduos industriais perigosos vão começar dentro de três a seis meses nas cimenteiras de Souselas, Coimbra, e Outão, Setúbal. A co-incineração naqueles dois locais entrará em «velocidade de cruzeiro dentro de um ano», disse Nunes Correia, em conferência de imprensa, no Porto. O ministro salientou que serão co-incinerados apenas 10 a 20% dos resíduos industriais perigosos, sendo os restantes tratados nos Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos (Cirver).
A ordem é para desertificar
70 mil alunos deslocados
A meta global continua a ser fechar 4500 escolas, deslocando cerca de 70 mil crianças, até 2009. O critério passa por eliminar a generalidade das escolas com menos de 20 alunos, com turmas e docentes isolados.
VIVA A DESERTIFICAÇÃO...
02/03/2006
TODA A VERDADE sobre a Rádio Beira Alta
O alvará da Rádio Beira Alta foi cancelado por deliberação da Alta Autoridade para a Comunicação Social de 3 de Outubro de 2001. Mais se esclarece que o acesso à actividade de radiodifusão sonora pode ser obtido através de licenciamento, o qual está sujeito a concurso público, dado que utiliza o espectro hertziano terrestre, ou ainda através de autorização, nos casos de transmissão por cabo e satélite, concedida pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social. A abertura de concurso público depende da vontade do Governo, mais concretamente de despacho conjunto dos membros do Governo responsáveis pelas áreas da Comunicação Social e das Comunicações, após pronunciamento da ERC, entidade a quem compete atribuir as licenças e proceder às correspondentes renovações.O aviso de abertura de concurso público é publicado em Diário da República e integra o respectivo regulamento, o qual define as condições a que as candidaturas devem obedecer.Para além dos documentos exigidos no regulamento do concurso devem os mesmos ser acompanhados de uma descrição detalhada dos meios técnicos afectos ao projecto e da actividade que se propõem desenvolver (Lei n.º 4/2001, de 23 de Fevereiro).
Quanto à fonte desta informação, não é certamente a fonte das 4 bicas e a mesma nos diz que a qualquer momento a Radio Beira Alta pode ressurgir das cinzas...basta alguém querer...
01/03/2006
Tirem-nos tudo
Depois das escolas, o Governo está a fazer um estudo para mandar fechar algumas Juntas de Freguesia e algumas extensões de saúde em aldeias com menos de "x" habitantes. Tudo em nome do orçamento. As pessoas que se lixem...
Qualquer dia em algumas terras, só teremos como forças vivas, as igrejas e a tasquita lá do sitio.
VIVA A DESERTIFICAÇÃO...
Óh pá!!! Já ninguém acredita nisto, pá...
A juíza Ana Peres, que preside ao colectivo de juízes, decidiu continuar com os trabalhos lembrando que a suspensão do julgamento pode significar a perda de eficácia dos actos de prova já realizados. Lá vamos nós para a milionésima vigésima centésima vez. Já cansa e já cheira mal ouvir falar deste processo ou ainda não se deram conta disso?
Relatório da ONU alerta
Depois das vacas loucas, dos frangos com dioxinas e dos metais pesados nos peixes, a ONU vem agora relacionar a gripe das aves com causas ecológicas, nomeadamente no que diz respeito a práticas pouco sustentadas de agricultura e à redução de habitats. Para “Os Verdes”, as causas ecológicas agora apontadas pela ONU estão intimamente ligadas às questões de segurança alimentar e de produção alimentar, cada vez mais industrializadas e à base de químicos. Também as práticas agressivas de ordenamento de território têm vindo, ao longo dos tempos, a destruir habitats naturais. “Os Verdes” alertam para o facto de as técnicas de produção alimentar actualmente utilizadas, violarem as leis da natureza e terem por base, única e exclusivamente, os interesses económicos que mais uma vez se sobrepõem a tudo e a todos e, neste caso, à segurança alimentar e à saúde pública.
O Gabinete de Imprensa
23 de Fevereiro de 2006
28/02/2006
CO-INCINERAÇÃO, SIM
na Co-incineração
Antes de abordar o sub-titulo deste post convém esclarecer os leitores em que é que consiste afinal a Co-Incineração?
A Co-Incineração consiste essencialmente no aproveitamento dos fornos das cimenteiras e das suas altas temperaturas (entre 1450 e 2000 graus), para a queima dos resíduos perigosos (tais como solventes de limpeza, solventes de indústria química, tintas, etc.), com a produção simultânea de cimento. Alguns destes resíduos são constituídos por hidrocarbonetos e compostos clorados e fluorados entre outros, e alguns têm elevado poder calorífico.Assim, o processo de Co-Incineração implica adaptações mínimas nas cimenteiras. Numa primeira fase, os resíduos industriais perigosos são enviados para uma estação de pré-tratamento. Os lixos com pouco poder calorífico são fluidizados (trituração, dispersão e separação dos materiais ferrosos); os resíduos líquidos são impregnados com serradura e submetidos a uma possível centrifugação (no caso de possuírem grandes quantidades de água); os resíduos termo fusíveis, alcatrão e betumes, são rearmazenados em lotes. Numa segunda fase os resíduos são levados para as cimenteiras. Em caso de acidente de transporte, os impactos ambientais serão muito menores do que antes do tratamento dos mesmos. Nas cimenteiras são pulverizados para o forno tirando partido do seu poder calorífico (Ex: combustíveis) ou utilizados como matéria-prima substituta na produção de cimento. Após este processo, não permanecem resíduos remanescentes da Co-Incineração, visto que estes são incorporados no próprio cimento, e devido às temperaturas e tempo de residência dos gases a produção de gases tóxicos é muito baixa. Contudo, poderemos ter a certeza da inexistência de perigo para a saúde pública? Para evitar uma remota, mas possível fuga de gases devem ser instalados filtros de mangas nos fornos das cimenteiras, aumentando a margem de segurança e assim sendo não há perigo absolutamente nenhum. Esta questão não tem sido é devidamente explicada aos Portugueses. Vejam que nos últimos anos, sempre que um governo demonstra a sua intenção de construir uma unidade de tratamento de resíduos sólidos ou de introduzir o processo de Co-Incineração numa cimenteira, as reacções das populações não são geralmente favoráveis ao programa em questão. É a velha máxima "Eliminar o lixo muito bem, mas não no meu quintal". Embora muitas vezes as pessoas compreendam as necessidades ambientais globais, não interiorizam as medidas locais a aplicar. Por outro lado, a relação do governo com as populações não é muitas vezes a melhor. Ao tentar introduzir uma nova tecnologia, o governo distancia-se da população, apoiando-se em dados técnicos em vez de uma informação mais próxima e educativa para a população. Assim, não é difícil de compreender o aumento da sensibilidade das populações em relação ao risco de acidentes, decorrente da aplicação de novas tecnologias. Em suma, o processo de Co-Incineração em cimenteiras produz impactos positivos para o Ambiente, eliminando de forma correcta os resíduos perigosos. Evita o consumo de combustíveis fósseis, com a poupança de recursos naturais não renováveis. Para que a Co-Incineração se processe eficazmente, bastará que o governo tenha uma abordagem mais directa e informativa com as populações, diminuindo a sua hostilidade e confiança.
A Co-Incineração consiste essencialmente no aproveitamento dos fornos das cimenteiras e das suas altas temperaturas (entre 1450 e 2000 graus), para a queima dos resíduos perigosos (tais como solventes de limpeza, solventes de indústria química, tintas, etc.), com a produção simultânea de cimento. Alguns destes resíduos são constituídos por hidrocarbonetos e compostos clorados e fluorados entre outros, e alguns têm elevado poder calorífico.Assim, o processo de Co-Incineração implica adaptações mínimas nas cimenteiras. Numa primeira fase, os resíduos industriais perigosos são enviados para uma estação de pré-tratamento. Os lixos com pouco poder calorífico são fluidizados (trituração, dispersão e separação dos materiais ferrosos); os resíduos líquidos são impregnados com serradura e submetidos a uma possível centrifugação (no caso de possuírem grandes quantidades de água); os resíduos termo fusíveis, alcatrão e betumes, são rearmazenados em lotes. Numa segunda fase os resíduos são levados para as cimenteiras. Em caso de acidente de transporte, os impactos ambientais serão muito menores do que antes do tratamento dos mesmos. Nas cimenteiras são pulverizados para o forno tirando partido do seu poder calorífico (Ex: combustíveis) ou utilizados como matéria-prima substituta na produção de cimento. Após este processo, não permanecem resíduos remanescentes da Co-Incineração, visto que estes são incorporados no próprio cimento, e devido às temperaturas e tempo de residência dos gases a produção de gases tóxicos é muito baixa. Contudo, poderemos ter a certeza da inexistência de perigo para a saúde pública? Para evitar uma remota, mas possível fuga de gases devem ser instalados filtros de mangas nos fornos das cimenteiras, aumentando a margem de segurança e assim sendo não há perigo absolutamente nenhum. Esta questão não tem sido é devidamente explicada aos Portugueses. Vejam que nos últimos anos, sempre que um governo demonstra a sua intenção de construir uma unidade de tratamento de resíduos sólidos ou de introduzir o processo de Co-Incineração numa cimenteira, as reacções das populações não são geralmente favoráveis ao programa em questão. É a velha máxima "Eliminar o lixo muito bem, mas não no meu quintal". Embora muitas vezes as pessoas compreendam as necessidades ambientais globais, não interiorizam as medidas locais a aplicar. Por outro lado, a relação do governo com as populações não é muitas vezes a melhor. Ao tentar introduzir uma nova tecnologia, o governo distancia-se da população, apoiando-se em dados técnicos em vez de uma informação mais próxima e educativa para a população. Assim, não é difícil de compreender o aumento da sensibilidade das populações em relação ao risco de acidentes, decorrente da aplicação de novas tecnologias. Em suma, o processo de Co-Incineração em cimenteiras produz impactos positivos para o Ambiente, eliminando de forma correcta os resíduos perigosos. Evita o consumo de combustíveis fósseis, com a poupança de recursos naturais não renováveis. Para que a Co-Incineração se processe eficazmente, bastará que o governo tenha uma abordagem mais directa e informativa com as populações, diminuindo a sua hostilidade e confiança.
Seia devia apostar na co-incineração, por vários factores:
1.º - Protecção e tratamento correcto dos residuos em prol da defesa do meio-ambiente;
2.º - Criação de postos de trabalho;
3.º - Com tantas aldeias do concelho a desertificarem dia após dia, seria uma mais valia na dinâmica das terras;
4.º - Aproveitavam a ânsia deste Governo sobre este tema e construiam uma cimenteira no concelho, que para além de efectuar este processo da co-incineração, produziam ao mesmo tempo cimento com os aspectos positivos e lucrativos que isso tráz.
Seria bom que os nossos politicos começassem a pensar nesta alternativa para Seia, a bem do concelho.
Existem elementos e dados técnicos neste post que foram retirados de um relatório elaborado com base no trabalho sobre Co-Incineração desenvolvido por alunos de engenharia do Ambiente da Universidade Nova de Lisboa-FCT
ÚLTIMA HORA
Camilo José Ambrósio Pereira Coelho – o ex-gerente do Banco Totta & Açores de Seia, que em Setembro de 2003 fugiu para o Brasil após uma burla de dez milhões de euros à instituição – vai ser repatriado esta semana para Portugal. Poderá ser condenado a 12 anos de cadeia por fraude, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro, diz o pedido de extradição emitido pelas autoridades portuguesas.O ex-bancário, de 42 anos, andou fugido à Justiça portuguesa durante onze meses, até que a PJ emitiu um mandado de detenção internacional. Acabou por ser apanhado, em Agosto de 2004, na cidade de Maricá, Rio de Janeiro.Quando a Interpol o localizou, Camilo Coelho preparava-se para casar. Sabia que a legislação não permitia a extradição de cidadãos brasileiros ou casados com brasileiros. Se casasse com uma brasileira, não o podiam obrigar a regressar a Portugal, onde deixou a mulher – professora e então deputada municipal pelo PSD – e a filha de oito anos.O burlão ficou preso na cadeia Ary Franco. Inicialmente, foi anunciado que o seu processo de extradição demoraria entre 18 a 40 dias. Mas o advogado do ex-gerente bancário, Marco Antônio Gouvêa de Faria, alegou “ausência de provas da sua participação nos delitos ora examinados”. O pedido de renuncia à extradição, por parte da defesa, não foi aceite pelo Supremo Tribunal Federal, que ordenou a extradição na passada semana.A fuga de Camilo Coelho começou logo após o Banco Totta & Açores de Seia, onde era gerente, o ter dispensado das suas funções por suspeitar de irregularidades. As suspeitas confirmaram-se e a entidade bancária apresentou queixa-crime.Durante os quatro anos que ali trabalhou, Camilo Coelho, considerado por todos um excelente profissional, aliciou advogados, comerciantes, construtores , todos clientes ‘endinheirados’, a aplicar o dinheiro em produtos que o banco geria no estrangeiro. Depois desviava o dinheiro para a sua conta: somou dez milhões de euros.
REGRESSO BEM ACEITE
Se chegasse hoje a Seia, o gerente bancário acusado de fraude financeira “seria bem recebido por todos”, afiança um morador que tem acompanhado o processo. Logo que foi descoberto o alegado desfalque, o Banco Totta & Açores assumiu as suas obrigações perante os clientes que estavam documentados em relação às importâncias entregues na instituição. “Os que não tinham documentos, calaram-se e não falam mais nisso”, adiantou. Como o bancário sempre gozou de boa reputação junto dos habitantes de Seia, “não há um sentimento de revolta”. Caso ele venha a ser julgado no Tribunal da cidade, “poderá haver concentração popular, mas apenas por curiosidade”, concluiu.
in - Correio da Manhã, edição de 28 de Fevereiro de 2006
Em 5 dias este rabo registou mais de 250 mil entradas
Não os Deixeis cair na tentação.
Apreciem o filme e o jogo de sedução que o rodeia.
Oliveira do Hospital tem um novo blog
"Um novo espaço para o pensamento. Uma nova forma de abordar o que se passa em Oliveira do Hospital. Dando conta que os problemas existem. Possibilitando a discussão e querendo apresentar novas ideias. Participe, por Oliveira.Obrigado."
Era bom que nos dissessem se é verdade que o Presidente da vossa Câmara anda a empregar na mesma, os donos das fábricas que por aí vão falindo e se é verdade que a "Casca",ex-Agloma, empresa do grupo Sonae vai dar o fora daí para o Fundão.
27/02/2006
Em apenas 6 meses
10.000 VISITAS é sempre um número significativo. Mais significativo se torna atendendo a que este blog as alcançou em apenas 6 meses e este marco deve-se a vocês, por isso todos estão de parabéns e obrigado pela vossa visita.
Por falta de meios financeiros
da Serra da Estrela poderá estar em risco
A Associação Florestal da Encosta da Serra da Estrela - Urze afirmou que as suas equipas de sapadores florestais poderão acabar por falta de meios financeiros devido às alterações previstas num decreto-lei recentemente publicado em Diário da República.Segundo o presidente da Urze, José Mota, o decreto-lei n.º 38/2006 de 20 de Fevereiro significou um "retrocesso na política de prevenção de incêndios florestais e põe em risco as três equipas" da associação.Em causa está, especificamente, o artigo 11.º do decreto-lei que limita o apoio monetário do Estado a estas equipas a 35 mil euros anuais, referentes a um período de seis meses de serviço público de prevenção, vigilância, primeira intervenção, apoio ao combate e rescaldo e vigilância pós-incêndio.O mesmo artigo define que é "da responsabilidade das entidades detentoras das equipas as despesas decorrentes da contratação dos sapadores, incluindo salários, encargos sociais e seguros, as despesas de funcionamento e as de enquadramento técnico da equipa".O limite de 35 mil euros anuais de apoio aos sapadores florestais também é contestado por José Mota. "O orçamento médio anual das equipas situa-se entre 65 mil e 75 mil euros anuais, o que implica um autofinanciamento situado no intervalo de 30 a 40 mil euros/ano por parte da associação", referiu José Mota, acrescentando que a Urze "apenas consegue gerar 15 mil euros/ano". A Urze congrega 85 mil hectares dos concelhos de Gouveia, Seia e Manteigas, onde 80 por cento da propriedade tem menos de dois hectares. As equipas de sapadores florestais da Urze realizaram no ano passado a limpeza de 280 hectares de floresta, de 12 quilómetros de faixas para contenção de incêndios e apoiaram 112 associados.
PJ detém suspeito de abuso sexual de menina de cinco anos
A Polícia Judiciária de Lisboa (PJ) anunciou hoje a detenção de um homem suspeito de ter abusado sexualmente de uma menina de cinco anos, da qual é parente próximo. Em comunicado, a PJ conta que o crime de abuso sexual terá ocorrido em Novembro do ano passado na zona de Santarém.Entre a vítima e o alegado abusador existe uma "relação de parentesco próximo", que as autoridades se escusam a especificar "para proteger a identidade da criança", segundo disse Alexandra André, responsável da PJ,o arguido, de 42 anos, está a aguardar julgamento em prisão preventiva.
Alguém sabe quantas Juntas de Freguesia do concelho de Seia têm internet?
26/02/2006
Apesar da arbitragem escandalosa, ganhámos com imenso mérito
REVEJA Aqui O GOLO
O jogo do tudo ou nada
O Benfica joga hoje o jogo que decide se continua a lutar pelo titulo na primeira liga, ou se acaba já hoje este desejo. A Catedral vai outra vez vestir-se de vermelho, resta saber se os jogadores vão honrar a camisola. BOA SORTE BENFICA
Torroselo precisa ser dinamizado
Acabo de ler uma grande entrevista publicada no Jornal St.ª Marinha a um conterrâneo que muito tem feito por Torroselo, terra da minha família. Não me refiro a esta aldeia há mais de 1 ano, mas porque o entrevistado me merece o máximo respeito, decido agora aqui quebrar o silêncio. Luis Augusto Baptista Santos, emigrante nos Estados Unidos da América decidiu abrir o livro e falar o que lhe vai na alma. Este homem desde que está emigrado na América, já mandou para as instituições de Torroselo, milhares e milhares de euros. Se hoje tem dinheiro, é daquelas pessoas que gosta de o repartir pela sua terra. Esta é a verdade. Que as atitudes, o seu amor à terra e a sua voz que nunca lhe doam e que Deus o ajude tanto como tem ajudado Torroselo. Em nome da terra da minha família, o meu muito obrigado Luis Augusto pelo bem que tens feito a Torroselo.
Luis Augusto é o dono da CASA ESTRELA D´ALVA que pode ser vista em: www.casaestreladalva.com
25/02/2006
Não foi por falta de divulgação que a Feira do Queijo correu...assim
...O dia é que não é o mais aconselhado. Volto a dizer que se a Feira do Queijo em Seia fosse realizada no domingo, as ruas não estariam assim tão vazias. De qualquer maneira louva-se a iniciativa da organização. Ficam as imagens, porque palavras há poucas quando assim é. Valeu-nos o copito de aguardente de zimbro e o som das bandas filarmónicas.


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