22/07/2008

Entrevista com...José Dias Pinto

ENTREVISTA EXCLUSIVA

FREGUESIA DE CABEÇA em análise

Luis Silva (LS) - O que o levou a criar um site sobre a sua Freguesia de Cabeça?
JP - Como sabe, nasci em Cabeça, uma aldeia típica de montanha, escondida nas lombas do Vale de Loriga. Embora residindo em Seia, mantenho uma relação de apoio à povoação. A criação do site cabeca.no.sapo.pt é um projecto pessoal. Tem como objectivo divulgar a história da freguesia, desde o primeiro povoamento até aos nossos dias. É um trabalho inédito, com muitas horas de pesquisa documental e bibliográfica, entrevistas, livros de actas, fotos, correspondência particular e oficial recolhidas em Cabeça, Loriga e arquivo municipal de Seia. Cabeça tem uma história riquíssima de originalidades. Havia episódios desconexos, relatados pela tradição, em risco de se perderem. A maior aposta foi confrontá-los com fontes documentais. Descrevê-los sucintamente, é outro desafio. Divulgá-los em tempo real, é fantástico! Há uma secção de “notícias”, onde anuncio as actualizações do site e divulgo as notícias da povoação consideradas oportunas.
LS - Considera que o Concelho de Seia em geral e Cabeça em particular é hoje mais divulgado a nível nacional e internacional devido à existência dos sites e blogues que por cá proliferam?
JP - Há no concelho um lote de blogues de grande qualidade, na área da intervenção social, cultural e política. Constituem uma afirmação de verdadeira cidadania. Influenciam os órgãos do poder e condicionam a vida comunitária. É o verdadeiro contraditório entre a versão oficial e a visão particular dos factos. Não tenho dúvida que as mais insuspeitas figuras gostam de lá espreitar. A aposta do seu blog neste ciclo de entrevistas é uma prova dessa vitalidade. Os blogues são, porém, uma arma perigosa, se usada indevidamente. Um julgamento social injusto é tão iníquo quão devastador. Há pessoas que nunca mais são gente! A freguesia de Cabeça é, hoje, muito mais conhecida mercê do site cabeca.no.sapo.pt. Por exemplo, hoje toda a gente sabe que o proeminente político Dr. António de Almeida Santos é natural desta freguesia. Há poucos anos, muita gente escrevia que ele tinha nascido em Vide, em Seia e até em Loriga. Hoje ninguém tem dúvidas. Se visitar a página “Personalidades”, encontrará a síntese curricular do referido político mais actualizada da Net, servindo de referência a inúmeros cibernautas. A fotomontagem da imagem do Dr. Almeida Santos, constante do site oficial do partido socialista, foi extraída da nossa página, o que muito nos honra. (
http://www.ps.pt/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=13&Itemid=37)
LS – Sendo uma região eminentemente turística, o que faz falta à Freguesia de Cabeça para atrair ainda mais turismo?
JP -
Falta uma estrada ribeirinha entre Cabeça e Loriga. Este investimento viria revolucionar completamente o turismo das duas povoações. A Ribeira de Loriga é um diamante por lapidar no concelho de Seia. Os açudes, os moinhos de água e as casas de xisto das quintas do Serapitel, Fontanheiras, Coratão, Várzea e Feiteirinha, ao longo da ribeira, são um tesouro. Sem um bom acesso ao que as aldeias têm de melhor, ninguém lá vai. Fazer de Cabeça apenas um sítio de caminhadas, pouco resolve. Ninguém lá investe. O único acesso à Cabeça pela Portela do Arão é um erro estratégico que prejudica as freguesias de Loriga, Cabeça e Vide. A viajem entre Cabeça e a Portela do Arão é um grande pesadelo!
LS – O que está bem feito em Cabeça e quais os grandes problemas que ainda persistem?
JP - A Junta de Freguesia de Cabeça tem sido constituída por equipas extremamente jovens, com projectos que assentam nas novas tecnologias, preservação do património cultural, ambiente, desporto e apoio social. O saneamento básico, o Centro de Dia com apoio domiciliário, a Internet wireless gratuita a toda a população, a preservação do espólio do artesão João Marques Ascenção, o restauro dum edifício para a sede da Junta, a reparação da Levada Comunitária e o reforço do abastecimento de água são alguns dos muitos factores positivos implementados. Está, agora, em marcha uma candidatura aos fundos comunitários para a criação dum Centro de Interpretação da Aldeia de Cabeça, num edifício típico da povoação. A construção duma praia fluvial e respectivos acessos é um grande objectivo que as várias juntas de freguesia não conseguem concluir, por falta de apoio financeiro. Cabeça aguarda, pacientemente, a reabilitação urbana que lhe foi prometida. Em 7 de Novembro de 2004, o senhor Presidente da Câmara, Eduardo de Brito, realizou na freguesia uma Presidência Aberta, no decorrer da qual apresentou um projecto de reabilitação muito ambicioso, executado pelo Arquitecto Miguel Krippahl. Em 26 de Junho de 2007, após concurso público, a Câmara Municipal aprovou a adjudicação dos trabalhos a uma empresa da Anadia. Até hoje, ninguém apareceu para iniciar os trabalhos. Alguém tem de levar um cartão amarelo!
LS – Como vê hoje a situação actual de Cabeça no panorama local e concelhio?
JP -
À semelhança de muitas outras aldeias, Cabeça tem uma população envelhecida e sofreu um processo de desertificação acelerado. Parte da sua gente migrou para a região de Lisboa. Na década de 70 houve uma debandada para a sede do concelho, onde variadíssimas famílias construíram as suas habitações, educaram e mandaram estudar os filhos. Outros emigraram para os países da Europa Central. Com o declínio da indústria têxtil no concelho de Seia nos anos 90, houve um reforço dessa emigração. Os pontos negativos da freguesia prendem-se com os acessos, o desemprego e a falta de investimento na área do turismo.
LS – Ao nível político. Enquanto cidadão, acha que o concelho está a ter o desenvolvimento que deve ter, ou, há mais para fazer e o quê?
JP - Em democracia, é sempre legítimo questionar se outros não fariam melhor, porque não há insubstituíveis. No entanto, acho que é extremamente injusto negar ao actual presidente do município um grande leque de obra feita, com qualidade e gosto. O problema é que a oposição está hoje confinada a pequenos guetos partidários. Há um desinteresse brutal pela política. Há uma lamúria dispersa, mas ninguém se chega à frente! O achincalhamento gratuito dos políticos também faz ponderar muita gente. Seia é uma jovem cidade portuguesa muito conhecida. Em contactos informais pelo país, tenho concluído que a generalidade dos portugueses já esteve em Seia, alguma vez. A maioria guarda uma imagem bem positiva, elogiando a hospitalidade, a gastronomia e gabando-se de ter visitado o Museu do Pão, o Museu do Brinquedo e, agora, também o CISE. Curiosamente, acham que Seia é uma cidade turística onde gostavam de viver! Pela negativa, apontam os acessos e a falta de investimento no turismo de montanha, no percurso Seia-Torre. Se a anunciada construção dos eixos rodoviários da Estrela vier a realizar-se, o concelho dará um enorme salto qualitativo no plano turístico e na vertente empresarial. Será também uma vitória histórica do actual Presidente da Câmara que, como toda a gente sabe, lutou sozinho contra o cerco de um couraçado grupo de autarcas da região. Eduardo de Brito atingirá o pleno se, em simultâneo, conseguir a barragem de Girabolhos e levar à prática a prometida requalificação da baixa de Seia, junto à Ponte de Santiago. O pior é se o poder central lhe tira o tapete! Se estas obras não ficarem pelo papel, façam-lhe uma estátua! Se fracassarem, é altura de bater com a porta e sair por cima com um grande argumento! A elevada mediatização política do anúncio das obras assim o recomenda.
LS – Vem aí a FIAGRIS. O que representa para Cabeça esta feira? Vai haver algum stand da Freguesia nesta feira?
A FIAGRIS representa para a Cabeça um evento de festas populares, com artistas da canção, em primeiro lugar. A feira propriamente dita é relegada para segundo plano, em virtude de muitos produtos se não enquadrarem na génese do certame. Penso que a desejada retoma do crescimento económico do país impulsionará novas ideias por parte de toda a gente. As críticas que os senenses fazem à Fiagris são, infelizmente, comuns ao resto do país. Acabar com a Feira seria um erro. Que tal, mudarem-lhe o nome? A presença da freguesia de Cabeça na Fiagris era, antigamente, assegurada pelo artesão João Marques de Ascenção, com miniaturas de madeira. Após o seu falecimento, é o Centro de Apoio à Terceira Idade de Cabeça quem representa a freguesia, sempre que disponibilizado pavilhão para as IPSS.
LS – Por último. Fale-nos um pouco sobre as Instituições que existem na Freguesia.
As instituições que, a par da Junta de Freguesia, envolvem a comunidade, são as seguintes.
Associação do Centro de Apoio à Terceira Idade de Cabeça, Grupo de Apoio Social, Cultural e Desportivo de Cabeça, Núcleo Airsoft de Cabeça, Associação de Pesca da Cabeça, Assembleia de Compartes dos Baldios da Cabeça e, também, a Irmandade das Almas. Existe, ainda, o Grupo Musical “Som da Curte”.
O CATIC – Centro de Apoio à Terceira Idade foi o maior empreendimento social realizado na povoação, até hoje. Tem Centro de Dia, apoio domiciliário com alimentação, tratamento de roupa, higiene da habitação, cuidados médicos, etc. Não ficaria de bem com a minha consciência se não destacasse aqui o espírito de sacrifício e a capacidade empreendedora do Presidente da Associação, José Marques dos Santos. Com prejuízo da sua vida pessoal, dá tudo pela instituição.
O Grupo de Apoio Social e Desportivo da Cabeça
implementa várias actividades desportivas, nomeadamente a participação em torneios de futsal, provas de rolinfire, etc. O Grupo integra, ainda, o NAC – Núcleo Airsoft de Cabeça, único no distrito da Guarda.

21/07/2008

Entrevista com...Paulo Cardoso

ENTREVISTA EXCLUSIVA

SANTIAGO em análise


Luis Silva (LS) – O que o levou a criar um blogue?
Paulo Cardoso (PC) -
Eu criei o meu blogue com os seguintes objectivos: divulgar aquilo que penso, o que sinto, o que mais me intriga, aquilo que me dá gozo … às outras pessoas ao consultarem a minha página na Internet. Um blogue funciona como um diário, mas com um sentido inverso aos tradicionais diários escritos no papel de antigamente. Agora os diários digitais (blogues) são de consulta aberta, onde pode existir um diálogo entre autor e leitor.
LS – Considera que o Concelho de Seia em geral e Santiago em particular é hoje mais divulgado a nível nacional e internacional devido á existência dos blogues que por cá proliferam?
PC -
Sim. Este é um dos muitos aspectos positivos que os blogues possuem. Em qualquer parte do mundo podemos obter informação sobre a nossa aldeia, vila ou cidade. Nomeadamente, os emigrantes atenuam um pouco as saudades da sua terra através dos blogues. Quem não é emigrante, seja cidadão estrangeiro ou nacional pode conhecer, virtualmente, uma localidade do concelho e aguçar-lhe o apetite em visitá-la.
LS – O que faz falta no concelho de Seia?
PC -
A nível interno fazem falta alguns “produtos humanos” que divulguem o concelho entre fronteiras regionais: no desporto, na cultura, na sociedade. Por exemplo, não temos uma equipa de futebol ou de outra modalidade desportiva que desse cartas pelo país fora. Na cultura e na sociedade em geral não têm aparecido muitas personalidades, que consigam também divulgar o nome Seia. As poucas que existem por vezes esquecem-se das origens. É de suma importância o regresso à antena de uma rádio local, para dar voz aos munícipes e divulgar a região. Criação da casa do concelho de Seia na principal cidade do país – Lisboa, assim como, naquelas em que estão geminadas.
LS – Sendo uma região eminentemente turística o que faz falta á Serra da Estrela para de uma vez por todas ser vista como prioridade de investimentos nesta área?

PC - A nível turístico o nosso prato forte é a neve, mas ultimamente as alterações climatéricas não nos têm ajudado. Agora são curtos os períodos de neve na Torre. Por isso temos de apostar no turismo rural, de habitação recuperando-se por exemplo, casas antigas que se encontram abandonadas, aliado às belas paisagens naturais da Serra da Estrela. Ela dá-nos muito também nos meses de Verão. O Parque Natural da Serra da Estrela tem de divulgar mais o seu espaço com campanhas publicitárias, divulgando acções de sensibilização, sobre a água, a fauna e flora, caminhadas, etc. como se faz em Espanha.
LS – O que pode o visitante encontrar em Santiago?
PC -
A simpatia das suas gentes e o bom queijo da serra que por lá ainda se produz. Actividades culturais e artísticas são muito poucas as que se vão realizando. Temos em Janeiro a festa em honra de Santo Amaro com a grandiosa e tradicional fogueira, fenómeno quase único no país devido à sua dimensão. Outra festa religiosa de grande afluência é o Sagrado Coração de Jesus no 1.º Domingo de Setembro que envolve toda a freguesia. O aparecimento do Movimento de Jovens de Santiago foi uma lufada de ar fresco, realizando diferentes tipos de actividades ao longo do ano, dinamizando em muito os fins- de-semana na localidade, conseguindo atrair pessoas de outras terras para se divertirem e passarem bons momentos. Todo o visitante deve deslocar-se à igreja matriz edifício muito belo e deslumbrar-se com a imponente paisagem da Serra da Estrela no mirante de Santo Amaro, junto à capela com o mesmo nome.
LS – O que gostaria de ter em Santiago?
PC -
Santiago sofreu um pouco devido à sua localização no concelho, isto é, a proximidade com a cidade de Seia. Não tem sido vantagem, mas sim desvantagem, no meu ponto de vista. Qualquer necessidade existente as pessoas deslocam-se à sede de concelho. O poder local esqueceu-se um pouco da freguesia durante muitos anos. Não temos uma casa que seja a sede das associações que existiram/existem, onde se possa fazer um baile em condições, convívios, festas ou outros eventos. É necessário também mudança de mentalidades, para se combaterem alguns “Velhos do Restelo”, que funcionam como obstáculos a certas ideias inovadoras que vão aparecendo. É fundamental a conclusão rápida da zona do parque desportivo, para se poder praticar desporto em condições razoáveis.
LS – Vem aí a FIAGRIS. Considera este modelo de FIAGRIS o mais adequado?
PC - Pelo que vou lendo, sei que há muitas pessoas a criticarem este modelo de feira, pois tem pouco de agrícola e de industrial. É mais artesanal e comercial associado à parte dos espectáculos musicais. As pessoas envolvidas na organização saberão concerteza contornar as dificuldades que surgem de ano para ano. Devem ser receptivas às opiniões dos expositores e fazerem um inquérito aos visitantes auscultando-os também. Por exemplo, aqui em Anadia vamos na quinta edição da feira da Vinha e do Vinho (realizada no mês de Junho) e este ano as entradas foram gratuitas. De ano para ano o executivo camarário efectua alterações com vista ao seu melhoramento. Quem queria ia ver os expositores com os seus produtos, outros iam para os restaurantes ou assistir aos espectáculos musicais. Uma sugestão que se podia fazer na Fiagris, tal como se faz aqui em Anadia, durante o certame, todas as freguesias do concelho terem uma barraca para divulgarem o que de melhor têm para oferecer.
LS – Como vê hoje a situação actual de Santiago no panorama local e concelhio?
PC -
O actual presidente tem sido uma personalidade, que abanou um pouco com o marasmo que ia prevalecendo na freguesia. Contudo, há ainda muito trabalho a fazer. A aldeia irá lucrar em muito com a recuperação da zona ribeirinha do rio Seia, ali junto à Ponte de Santiago. É uma oportunidade única que pode trazer turistas à nossa região e dar-lhe mais vivacidade. Já somos, parcialmente, um “dormitório” de Seia, pois muita gente da cidade construiu casa na nossa terra e esta para se expandir ainda mais vai ter de virar-se para o lado de Santiago, não tem outra alternativa.
LS – Por último. Quais os seus blogues de referência? Porquê?
PC -
Existem muitos e bons blogues no concelho de Seia, como o Oceano de Palavras de Luís Silva, o Seia Portugal do Mário Jorge Branquinho, o do João Tilly. Como deve calcular estes são os que mais gosto, cada um com características peculiares. Todos eles têm no entanto uma coisa em comum: falam de Seia, do concelho, dos seus problemas e das suas qualidades. Costumo também dar uma vista de olhos na Bússola, no Abrupto de J.P. Pereira, no Lavandaria de Jorge fiel, que tratam de temas nacionais e internacionais. Gosto de ler igualmente alguns que retratam a Bairrada, dado ser a região onde casei e resido actualmente. Existem outros mais que denuncio no meu blogue.
LS - Obrigado pela participação !!!
PC - Eu é que agradeço o convite e desafio que me foi proporcionado.
Um abraço.
Paulo Cardoso

20/07/2008

Entrevista com...Luis Monteiro

ENTREVISTA EXCLUSIVA



Luis Silva (LS) – O que o levou a criar um blogue?
Luis Monteiro (LM) -
O primeiro blog que criei (em 2005) chamava-se «L&M – um blog sobre tabaco?» e tinha como objectivo ser uma ferramenta de trabalho para a cadeira de Laboratório de Imprensa. Cumpria também a função de diário online. Teve um prazo de validade de cerca de um ano. Este, mais recente, serve para treinar a escrita e dar asas à criatividade. Não tem qualquer propósito político ou social. Se calhar até tem, mas juro que não é de propósito.
LS – É autor de uma tese de final de curso sobre a blogosfera. Fale-nos um pouco de que consta e se há resultados que queira partilhar.
LM -
O meu projecto de final de curso, intitulado «Blogs de Portugal», consiste numa base de dados com 953 entradas onde analisei blogs de Portugal Continental e dos Arquipélagos dos Açores e da Madeira. Os blogs foram ordenados pelas categorias Distrito, Concelho, Localidade, Nome, URL, E-Mail e Keywords (palavras-chave). Depois de analisados os dados, pude concluir que Aveiro era, na altura do estudo (2006), o distrito com maior número de blogs identificados. Este resultado deveu-se, em certa parte, ao excelente portal digital do distrito, que me auxiliou na pesquisa. No que diz respeito a plataformas, a mais utilizada era o Blogger, seguida do Weblog. Generalista, Local e Diário Digital (palavras-chave) foram as categorias com mais entradas. Este resultado a que cheguei, e que responde, em parte, a uma questão feita à frente, fez-me acreditar que as comunidades (no sentido tradicional) parecem estar mais unidas com o auxílio prestado pelos blogs. No âmbito das ciências sociais também concluí que os blogs são uma actualização digital e bidireccional dos media tradicionais, servindo, em muitos casos, como meio difusor de notícias e acontecimentos locais, nacionais e até internacionais. Para a pesquisa foram utilizados motores de busca, sites, portais e, claro, muitas horas de trabalho, com alguma sorte à mistura.
LS – Considera que Seia é hoje mais divulgada a nível nacional e internacional devido á existência dos blogues que por cá proliferam?
LM -
Creio que sim. E não digo isto de ânimo leve. Tive alguns professores universitários que ficaram surpreendidos pela qualidade de alguns blogs de Seia. Chegavam até eles através de hiperligações. Este é apenas um exemplo da visibilidade que Seia passou a ter devido à sua consistente blogosfera.
LS – O que faz falta no concelho de Seia?
LM -
Dinamismo, abertura e alguma liberdade. Mas não quero ser um profeta da desgraça. Também existe muita coisa boa por aqui.
LS– Sendo um profissional na área, como vê a comunicação social no Concelho de Seia?
LM - Actualmente não me considero jornalista. Exerci a profissão durante alguns anos, até enveredar pela comunicação empresarial. Colaborei durante algum tempo com o Porta da Estrela, escrevendo quase sempre sobre cinema. Enviava os textos por e-mail e o editor fazia as alterações que achava necessárias. Nunca trabalhei fisicamente num órgão de comunicação social de Seia. Só posso falar no papel de leitor. Leio com frequência os jornais locais, quase sempre com os olhos de um jornalista. Por vezes detecto alguns erros básicos na forma da escrita dos textos, nos títulos e nos sub-títulos (que são raros), mas compreendo que isso aconteça.
LS – Ao nível político. Qual a sua percepção sobre os partidos políticos em Seia em geral e sobre as juventudes partidárias em particular?
LM - Denota-se claramente alguma falta de dinamismo. Sendo um profissional da comunicação sinto que por estes lados ainda não se dá a devida importância a aspectos básicos ligados à publicidade partidária. Não me refiro apenas a artefactos de propaganda, ou a actos circenses. Faltam reuniões, comícios, e trabalho de rua. É tudo isso que influencia a intenção de voto. Juventudes partidárias?! Onde?!
LS – Vem aí a FIAGRIS. Considera este modelo de FIAGRIS o mais adequado?

LM - Todos deveríamos apoiar a FIAGRIS com o mesmo fulgor com que deveríamos apoiar o Cine-Eco. São produtos da nossa terra e como tal trazem benefícios para todos. Não quero com isto dizer que ambos os modelos são perfeitos. Não são. Por exemplo, no caso da Fiagris, as entradas para o recinto da feira deveriam ser grátis. E porque não contratar uma empresa de organização de eventos para que os actuais responsáveis possam aprender algo mais? A mentalidade dos empresários que exibem os seus produtos também não ajuda. Continuam a pensar que aquele investimento tem que trazer lucro imediato. Isso não acontece em nenhum lado.
LS – Enquanto profissional do jornalismo, pergunto-lhe: Faz falta uma rádio em Seia? Porquê?
LM - Há muita coisa que faz falta em Seia. Uma estação de rádio é apenas uma delas. Embora seja um veículo noticioso que carece de alguma profundidade - tal como os canais de televisão -, as ondas do éter chegam praticamente a todo o lado. E isso é positivo. Muita gente informada é sempre bom. Se calhar alguns não pensam da mesma maneira…
LS – Por último. Quais os seus blogues de referência? Porquê?
LM -
Leio alguns blogs de Seia, tais como o «Civitas Sena», «João Tilly», «Legumes Salteados», «Oceano das Palavras» e o mais recente «Seia Portugal». A nível nacional leio muita coisa - «Blogotinha», «Bomba Inteligente», «Ciberesfera», «Claquete», «E Deus Criou a Mulher», «Em Português Correcto», «Há Vida em Markl», «Industrias Culturais», «Ironia do Destino», «Lauro António Apresenta…», «Movie Pit», «O Jumento», «Pitecos», «Ponte Europa», «Ponto Media», «Sound + Vision»… Há mais, mas estes são os que frequento com mais assiduidade.
Porquê? Por várias razões. Uma delas é porque a escrita e os temas são interessantes.

18/07/2008

As frases chave das primeiras 5 entrevistas

Ouvir quem tem de ser ouvido. É assim desta forma que considero estas entrevistas importantes para conhecermos melhor o Concelho e a cidade de Seia. Aqui não se inventa nada, tudo o que é referido é aquilo que os cidadãos vivem no seu dia-a-dia, aqui manda o poder do cidadão. Qual de nós não ficou a conhecer melhor os problemas das Freguesias até agora referenciadas? É ou não é uma boa base de dados para o poder político local e nacional poder consultar, meditar e agir? Os cidadãos falam desinteressadamente das opções políticas porque a maior parte não o é nem o quer vir a ser. Falam acima de tudo pelo amor às suas terras, à sua região e ao seu Concelho. Isto é a voz do cidadão no seu melhor. Até agora já publiquei 5 entrevistas. Agora chegou a vez de publicar aqui em jeito de resumo o que já foi referenciado com mais premência pelos autores. Relativamente à questão se os blogues têm ajudado na divulgação do Concelho é unânime a resposta positiva sendo que no geral pode ser entendida como uma fonte de informação credível, séria e importante que para além de dar a conhecer a noticia no plano local, regional e nacional é também uma ferramenta cada vez mais utilizada para consulta pela comunidade emigrante. Como o João Carreira dizia, “cada pessoa é um embaixador da sua terra”.

TURISMO

“faz falta no Concelho de Seia, em primeiro lugar, uma nova consciencialização colectiva que ajude a derrubar muros de marasmo e que ao mesmo tempo ajude a erguer uma frente comum de progresso”. “Seia já é hoje uma referência nacional e internacional pela valorização dos seus produtos locais, como sejam o queijo, o mel, o vinho e o pão, mas teremos de tirar partido de outros “nichos” do mercado turístico. O eixo da Ponte do Mondego até à Torre, que podia ser um filão para o concelho, tem estado ao longo dos últimos 30 anos entregue à sorte”. “O património histórico do concelho devia ser mais valorizado”
Mário Jorge Branquinho
“É uma região eminemente… incaracterística. Do lado de lá ainda há qualquer coisinha, mas do lado de cá não há nada.”. “Falta visão a quem tem decidido, arrojo à iniciativa privada e qualidade em quem devia fazer oposição ao marasmo em que Seia esteve mergulhada mais de uma década, enquanto a Covilhã trabalhou todos os dias.”. Faz falta no concelho de Seia Gente com ideias. Tout court. Sem isso não vale a pena falar do resto.
João Tilly

“Em Vide são precisas mais infra-estruturas e condições nomeadamente ao nível da habitação/alojamento, para que os turistas possam visitar e ficar.”
Manuel Costa Dias

“A Serra ainda é sinónimo de neve, por sua vez neve é sinónimo de Turistrela que detém o monopólio turístico no Maciço Central”
Pedro Amaro

“Em Loriga, falta um estabelecimento hoteleiro de relevo que atraia e revele as belezas da região. Falta um posto de turismo ( já há planta) e penso que os vários Presidentes da Junta têm feito tudo o seu melhor para atraírem turismo. O fundamental é não deixar envelhecer a população, nem a deixar fugir, atraindo empresas e ajudando os jovens a terem o prazer de viver em Loriga.”
João Carreira

EVENTOS CULTURAIS
“Pode concluir-se que se pode fazer menos, mas melhor, com maior projecção e mais impacto, embora trabalhar nesta área no interior do país, como se sabe é quase um acto heróico.”
Mário Jorge Branquinho
“Cheguei a pensar em constituir uma empresa promotora de espectáculos para fazer um mega festival Rock na Santa Eufémia de Paranhos (mais uma super ideia de borla…) Agora já não.” “Nada na onda estupidificante de um Super Bock, Super Rock, que isso só serve para se consumirem umas toneladas de cerveja e se fumarem umas arrobas de “rosmaninho”. “Já tivemos festivais até na zona paradisíaca da Sra do Desterro, com os GNR”
João Tilly

“A câmara tem de organizar ou patrocinar eventos culturais mais pequenos, que não deixam de ser importantes.”
Pedro Amaro


POLITICA
“entendo que nos aproximamos de um tempo de mudanças, novo fôlego e novas gerações políticas para dar continuidade a um trabalho autárquico que tem sido marcadamente personalista.”. “com as vias de comunicação concretizadas, o hospital e todo um conjunto de infra-estruturas culturais, sociais e económicas, julgo que se abrirá dentro de pouco tempo uma nova frente de desenvolvimento, apostada no imaterial.”
Mário Jorge Branquinho
“O concelho está a desertificar a olhos vistos. Uma emigração como não se via desde os anos 60 e ninguém fala nisso. Há quase tudo para fazer.”
João Tilly
“Choca-me ver que a Freguesia de Vide é uma das freguesias mais esquecidas do concelho, ou se não a mais esquecida, só se vêem por cá os nossos autarcas ou para participar nalguns almoços, ou para cativarem votos para serem eleitos”. “Não quero que isto seja entendido como uma critica mas sim como um apelo para que se lembrem mais de nós, porque tambem nós os videnses pagamos os nossos impostos, e tambem somos seres humanos.”. “A Freguesia de Vide, ficou parada no tempo, e que nada foi feito para melhorar as condições de vida desta gente serrana.”
Manuel Costa Dias
“O concelho de Seia não é só a cidade de Seia, é toda uma região cheia de potencial que os autarcas concelhios fazem questão em esquecer, a maioria das freguesias foram esquecidas e as consequências estão aí: falta população, faltam postos de trabalho para fixar os jovens, faltam apoios à natalidade, faltam estações de tratamento de esgotos, faltam infra-estruturas desportivas.”. “A situação é agonizante, os tempos de pujança já passaram, os jovens são poucos e são muitos os que têm mais de 65 anos, vai ser difícil inverter essa tendência. Loriga deixou de ter a importância que já teve, os votos são poucos…”. “A população decresceu mais de 60% se a comparar com os anos sessenta, a taxa de natalidade é residual, as escolas fecharam ou têm poucos alunos, a maior parte das fábricas fecharam. Se nada for feito Loriga vai ser um grande aglomerado de casas abandonadas.”
Pedro Amaro
“Julgo que os Presidentes do Município e das Juntas de Freguesia têm a vantagem competitiva do lugar e fazem obrigatoriamente obra. Devem os cidadãos julgar depois a obra feita. Os resultados, pelos números apurados, têm sido uma enorme derrota do PSD e deve o PSD encontrar em si os motivos da derrota, se resultam de fraquezas suas ou de aspectos positivos de quem está no poder.”. “Muito falta para voltar a ser a Loriga da minha infância ao som de gente constantemente a correr na rua vindo e indo para as fábricas ao som das sirenes. Nada volta para trás. Loriga e outras terras do Concelho agonizam, esvaziam-se e envelhecem e seria bom que todos se unissem e criassem objectivos para inverter a situação que não só existe no Concelho de Seia, mas também em todo o Interior. Infelizmente, o poder central tem carregado bastante o poder local”. “O esforço do saneamento e de obter níveis razoáveis de água à população são uma notável vitória da população de Loriga e da Junta de Freguesia. O crescimento habitacional e o planeamento não tem sido tão bem geridos e têm resultado até no estreitar de ruas, anteriormente mais largas. A saúde, ou melhor, a falta de um médico permanente é uma tragédia em Loriga. Infelizmente, para além de um pouco de comércio e hotelaria, toda a indústria centenária de lanifícios, desaparecida, originou uma valente migração e emigração.”” só resta isto e várias ruínas de fábricas.”
João Carreira


FIAGRIS
“A Fiagris tem que mudar, porque mudou tudo à volta e os pressupostos da sua organização não evoluíram. A Fiagris tem de ser sempre a Festa do povo, mas não tem necessariamente de ser a Feira de poucas vendas.”
Mário Jorge Branquinho
“Pagar para se ver quem paga para lá estar é, no mínimo, pouco inteligente. Mas penso que isso vai mudar, porque de cada vez que eu denuncio uma evidência ela acaba por mudar… 2 anos depois. Nem o nome faz sentido porque a feira já não é industrial e muito menos agrícola.”
João Tilly
“Olhe que essa feira pelo que me tenho apercebido, representa pouco, talvez por ser pouco divulgada aqui na nossa localidade”
Manuel Costa Dias
“Não ligo muito à FIAGRIS, no entanto parece-me que cada vez tem menos força económica e social.”
Pedro Amaro
“As candidaturas para a FIAGRIS terminaram no final de Maio e eu, por não viver em Loriga, desconheço se haverá algum pavilhão. Pessoalmente gostaria que sim e que fosse aproveitado pelos empresários locais para difundirem os seus produtos e que a Junta de Freguesia também aproveitasse para dar a conhecer a terra.”
João Carreira

RADIO
“É evidente que há os jornais locais e a internet, mas esses não substituem a rádio, que é um órgão do povo que permite acesso privilegiado e democratizado à informação”
Mário Jorge Branquinho

16/07/2008

Entrevista com...João Carreira

ENTREVISTA EXCLUSIVA

LORIGA em análise


Luis Silva (LS) – O que o levou a criar um blog sobre a sua Freguesia de Loriga?
João Carreira (JC) -
Caro Luís Silva, primeiro de tudo, Muito Obrigado pelo convite. Li todas as entrevistas até agora e achei-as bastante interessantes, até porque acho que todos responderam sinceramente. A iniciativa é bastante interessante e de louvar. Espero também que sirva para estimular o confronto e o saudável surgimento de ideias sobre uma zona que todos amamos. Quanto à questão, o meu blogue surgiu não só para divulgar Loriga e a Serra da Estrela, mas também para estar em contacto com familiares distantes. Os meus avós maternos, por quem fui educado, tiveram 13 filhos. A minha avó teve 13 irmãos e 9 tios. O meu avô teve 5 irmãos e toda a descendência destes tios vive no Brasil, por isso o blogue tem algumas mensagens muito pessoais; para matar a saudade.

LS – Considera que o Concelho de Seia em geral e Loriga em particular é hoje mais divulgada a nível nacional e internacional devido á existência dos sites e blogues que por cá proliferam?
JC - Sim, creio que sim. Há imensa gente do Concelho de Seia que emigrou e continua a emigrar e que procura estar, através da Internet, mais perto da sua terra sabendo notícias e novidades. Nisso o Concelho de Seia está bastante à frente de muitos lugares. Basta salientar, e não citando tantos outros exemplos, o empenho de terras como a Cabeça ou a Lapa dos Dinheiros na divulgação das suas terras; para não falar de Loriga e de Seia. A gratuitidade da Internet ao cidadão comum é igualmente muito importante, não só para estreitar os laços familiares, mas também para criar amizades e difundir o Concelho. Cada pessoa é um embaixador da sua terra.

LS – Sendo uma região eminentemente turística o que faz falta à Freguesia de Loriga para atrair ainda mais turismo?
JC -
Tem sido grande o esforço e o risco das pessoas em lançarem vários estabelecimentos dedicados ao turismo e à hotelaria. Julgo que com bons resultados, embora com elevados custos. Em Loriga, falta um estabelecimento hoteleiro de relevo que atraia e revele as belezas da região. Falta um posto de turismo ( já há planta) e penso que os vários Presidentes da Junta têm feito tudo o seu melhor para atraírem turismo. O fundamental é não deixar envelhecer a população, nem a deixar fugir, atraindo empresas e ajudando os jovens a terem o prazer de viver em Loriga. Julgo que as pistas de esqui, nos baldios de Loriga, serão sempre um trunfo, mas resta a quem de poder saber gerir bem os valores disponíveis.

LS – O que está bem feito em Loriga e quais os grandes problemas que ainda persistem? Quais as entidades empregadoras actuais na freguesia?
JC -
O esforço do saneamento e de obter níveis razoáveis de água à população são uma notável vitória da população de Loriga e da Junta de Freguesia. O crescimento habitacional e o planeamento não tem sido tão bem geridos e têm resultado até no estreitar de ruas, anteriormente mais largas. A saúde, ou melhor, a falta de um médico permanente é uma tragédia em Loriga. Infelizmente, para além de um pouco de comércio e hotelaria, toda a indústria centenária de lanifícios, desaparecida, originou uma valente migração e emigração. A panificação surgiu em força e com vitalidade, devido à personalidade empreendedora dos proprietários da Loripão. O mesmo aconteceu com os Têxteis Pinto Lucas e a indústria metalúrgica Vaz Leal, SA, antiga e com excelentes profissionais. Mas só resta isto e várias ruínas de fábricas.

LS – Como vê hoje a situação actual de Loriga no panorama local e concelhio?
JC - Muito falta para voltar a ser a Loriga da minha infância ao som de gente constantemente a correr na rua vindo e indo para as fábricas ao som das sirenes. Nada volta para trás. Loriga e outras terras do Concelho agonizam, esvaziam-se e envelhecem e seria bom que todos se unissem e criassem objectivos para inverter a situação que não só existe no Conselho de Seia, mas também em todo o Interior. Infelizmente, o poder central tem carregado bastante o poder local; que se vai contentando com uma fiscalização aparentemente menos exaustiva de contas.

LS – Ao nível político. Enquanto cidadão acha que o concelho está a ter o desenvolvimento que deve ter, ou, há mais para fazer e o quê?
JC - Ao nível político voto fora do Concelho. Politicamente sou militante do PSD, mas apenas posso observar o Concelho com a visão de quem vive de fora. Julgo que os Presidentes do Município e das Juntas de Freguesia têm a vantagem competitiva do lugar e fazem obrigatoriamente obra. Devem os cidadãos julgar depois a obra feita. Os resultados, pelos números apurados, têm sido uma enorme derrota do PSD e deve o PSD encontrar em si os motivos da derrota, se resultam de fraquezas suas ou de aspectos positivos de quem está no poder. O desenvolvimento é o que o Estado permite; e o que a imaginação e o empreendedorismo de alguns consegue. Pessoalmente, julgo que tem sido muito pouco, cabe a todos avaliar as razões e superar as causas.

LS – Vem aí a FIAGRIS. O que representa para Loriga esta Feira? Vai haver algum stand da Freguesia nesta feira?
JC -
Todos os acontecimentos onde Loriga ou qualquer outra localidade do Concelho possa mostrar os seus valores, costumes, tradições e principalmente potencialidades devem ser intensamente aproveitados. As candidaturas para a FIAGRIS terminaram no final de Maio e eu, por não viver em Loriga, desconheço se haverá algum pavilhão. Pessoalmente gostaria que sim e que fosse aproveitado pelos empresários locais para difundirem os seus produtos e que a Junta de Freguesia também aproveitasse para dar a conhecer a terra. Julgo que a FIAGRIS é excelente iniciativa e vitória das pessoas de Seia.

LS – Por último. Fale-nos um pouco sobre as Instituições que existem na Freguesia.
JC - As instituições sociais em Loriga são de uma relevância notória. O lar de Terceira Idade manifesta o profundo empenho da Paróquia de Santa Maria Maior de Loriga e dos vários reverendíssimos padres que a ela têm dado o seu tempo, o seu empenho e a sua acção. A Associação de Apoio à Terceira Idade é também, de igual forma um excelente exemplo de união das pessoas. O Grupo Desportivo de Loriga, manifesta o que de melhor une as pessoas e constitui, para muitos, uma segunda família. O mesmo se poderá dizer sobre a Cooperativa Popular. A Banda Filarmónica de Loriga é uma escola de talentos e a melhor das embaixadoras. Os Bombeiros Voluntários crescem a olhos vistos e esforçadamente. Até as pessoas que constituem a Escola Secundária Dr. Reis Leitão se dedicam com alma na divulgação da cultura e na educação dos mais novos. Fora de Loriga é de salientar a ANALOR e o Centro Loriguense de Belém do Pará, no Brasil.

Eu é que agradeço imenso pela participação !!!

15/07/2008

Entrevista com...Pedro Amaro

ENTREVISTA EXCLUSIVA

A análise à Freguesia de LORIGA

Luis Silva (LS) – O que o levou a criar um blogue?
Pedro Amaro (PA) - Criei o blogue com o intuito de divulgar Loriga e toda a região que a envolve em todas as vertentes. A matéria prima é a fotografia, e, a partir dela teço o meu comentário sobre acontecimentos, usos e costumes que considero relevantes nesta região, por outro lado dou bastante importância aos ecossistemas, mostrando a flora e a fauna que existem na encosta sudoeste da Serra Estrela. Por fim exploro a problemática da poluição denunciando actos lesivos feitos ao ambiente.

LS – Considera que o Concelho de Seia em geral e Loriga em particular é hoje mais divulgado a nível nacional e internacional devido á existência dos blogues que por cá proliferam?

PA - Os blogues aproximaram as pessoas e deram aos cibernautas a possibilidade de opinar e divulgar as potencialidades e os problemas da nossa região. O concelho de Seia e Loriga em particular, beneficiaram e continuam a beneficiar desta forma de comunicar, porque para além de haver blogues com muita qualidade a nossa região tem qualidade!

LS – O que faz falta no concelho de Seia?
PA -
concelho de Seia não é só a cidade de Seia, é toda uma região cheia de potencial que os autarcas concelhios fazem questão em esquecer, a maioria das freguesias foram esquecidas e as consequências estão aí: falta população, faltam postos de trabalho para fixar os jovens, faltam apoios à natalidade, faltam estações de tratamento de esgotos, faltam infra-estruturas desportivas. O concelho tem de ser visto como um todo porque só assim será possível crescer.

LS – Sendo uma região eminentemente turística o que faz falta á Serra da Estrela para de uma vez por todas ser vista como prioridade de investimentos nesta área?
PA - Já foi feita alguma coisa nesse sentido, no entanto a Serra ainda é sinónimo de neve, por sua vez neve é sinónimo de Turistrela que detém o monopólio turístico no Maciço Central, não havendo concorrentes não há diversificação, não há desenvolvimento. Temos de valorizar e dar a conhecer a nossa cultura, as nossas tradições, as pequenas aldeias e os rios que moldaram a Serra.

LS – Acha que faz falta um festival de música nesta região à imagem do que acontece nesta altura do ano noutras localidades?
PA - Para que um festival de música seja bem sucedido é necessário haver um elevado investimento e uma boa organização, bons organizadores acredito que haja, mas dinheiro… A câmara tem de organizar ou patrocinar eventos culturais mais pequenos, que não deixam de ser importantes.

LS - Ao nível político. Enquanto cidadão acha que o concelho está a ter o desenvolvimento que deve ter, ou, há mais para fazer e o quê?
PA -
Claro que não, veja-se o caso da Loriga onde actualmente habito: a população decresceu mais de 60% se a comparar com os anos sessenta, a taxa de natalidade é residual, as escolas fecharam ou têm poucos alunos, a maior parte das fábricas fecharam. Se nada for feito Loriga vai ser um grande aglomerado de casas abandonadas. O mesmo se passa com a maioria das nossas freguesias.

LS – Vem aí a FIAGRIS. Considera este modelo de FIAGRIS o mais adequado?
PA - Não ligo muito à FIAGRIS, no entanto parece-me que cada vez tem menos força económica e social.

LS – Como vê hoje a situação actual de Loriga no panorama local e concelhio?
PA - A situação é agonizante, os tempos de pujança já passaram, os jovens são poucos e são muitos os que têm mais de 65 anos, vai ser difícil inverter essa tendência. Loriga deixou de ter a importância que já teve, os votos são poucos…

LS – Por último. Quais os seus blogues de referência? Porquê?
PA -
Acompanho e leio os blogues da região em especial aqueles onde se escreve sobre o desenvolvimento sustentado da Serra da Estrela.

14/07/2008

Entrevista com...Manuel Costa Dias (DIASNET)

ENTREVISTA EXCLUSIVA

A 1.ª página na internet no Concelho de Seia deve-se a este homem. Já lá vão 16 anos...

A análise à Freguesia de VIDE.

Luis Silva (LS) – O que o move a criar sites e a divulgar as regiões da Serra?
Manuel Dias (MD) -
Em principio, o gosto pela internet e pelos computadores, por outro lado, estas regiões estão tão abandonadas e esquecidas, que tudo o que contribua para as divulgar é bom, e hoje em dia, penso eu, a internet é um dos melhores meios para o fazer.
LS – Considera que o Concelho de Seia em geral e Vide em particular é hoje mais divulgado a nível nacional e internacional devido á existência dos sites e blogues que por cá proliferam?
MD -
Sem duvida que é, há 15 anos quando fiz a primeira página aqui no Concelho de Seia (página da Barriosa), penso eu, já que não tenho conhecimento da existência de outra, o Concelho, era conhecido só em Seia e a Serra, algumas freguesias próximas e pouco mais, há uns cinco ou seis anos atráz começaram a aparecer umas páginas, e mais recentemente os Blogs, que vieram mostrar ao mundo que o Concelho de Seia tinha locais maravilhosos e da existência de culturas esquecidas, posso referir aqui duas páginas feitas e divulgadas por mim (
http://www.casapovovide.org ), página da Casa do Povo de Vide, esta feita há mais ou menos 5 anos, e a hoje totalmente remodelada página da Barriosa ( http://www.lrab.org ), atrevo-me a dizer que estas duas páginas mudaram até a maneira de viver na Freguesia de Vide.
LS – Sendo uma região eminentemente turística o que faz falta a Vide para atrair ainda mais turismo?
MD - São precisas mais infraestruturas e condições nomeadamente ao nível da habitação/alojamento, para que os turistas possam visitar e ficar.
LS – O que está bem feito em Vide e quais os grandes problemas que ainda persistem?
MD - Nem vou nomear todos porque eram precisas várias páginas deste blog e as pessoas com tanto palavreado acabavam por se ir embora sem ler, o que eu posso dizer para resumir isso tudo é que a Freguesia de Vide, ficou parada no tempo, e que nada foi feito para melhorar as condições de vida desta gente serrana.
LS – Como vê hoje a situação actual de Vide no panorama local e concelhio?

MD - Nessa situação, choca-me ver que a Freguesia de Vide é uma das freguesias mais esquecidas do concelho, ou se não a mais esquecida, só se veem por cá os nossos autarcas ou para participar nalguns almoços, ou para cativarem votos para serem eleitos, e sei o que digo porque desde há seis anos para cá fiz a cobertura de todas as vezes que os autarcas vieram á Freguesia de Vide para publicar na net, não quero que isto seja entendido como uma critica mas sim como um apelo para que se lembrem mais de nós, porque tambem nós os videnses pagamos os nossos impostos, e tambem somos seres humanos.
LS – Ao nível político. Enquanto cidadão acha que o concelho está a ter o desenvolvimento que deve ter, ou, há mais para fazer e o quê?
MD - A esse nível, não me tenho debruçado muito no assunto, mas entendo que há muito para fazer ou que se deveria fazer, é uma questão de os nossos autarcas terem vontade ou capacidade para o fazer.
LS – Vem aí a FIAGRIS. O que representa para Vide esta Feira? Vai haver algum stand da Freguesia nesta feira?
MD - Olhe que essa feira pelo que me tenho apercebido, representa pouco, talvez por ser pouco divulgada aqui na nossa localidade, e tambem, talvez porque as pessoas que poderíam ter um papel importante nesse sentido, não o queiram fazer, em relação ao stand, de momento não tenho conhecimento de nenhum, talvez alguem se lembre de que essa tambem é uma maneira de levar a nossa localidade até á sede de concelho.
LS – Por último. Quais os seus blogues de referência? Porquê?
MD -
Bem, para não ferir sensibilidades, porque tenho bastantes como referência, só posso dizer que os meus preferidos são sem sombra de duvida, os do nosso concelho. Para terminar, quero aqui deixar o nome da minha página preferida, foi feita por mim, há 16 anos e que ao longo dos anos sofreu várias transformações, (
http://www.malhadadorei.com ) é a página da aldeia onde eu nasci e que se chama Malhada do Rei, e fica no Concelho de Pampilhosa da Serra.

13/07/2008

Entrevista com...João Tilly

ENTREVISTA EXCLUSIVA


Luis Silva (LS) – O que o levou a criar um blogue?
João Tilly (JT) - Nem sei. A necessidade de publicar as minhas ideias, não, concerteza. Era editor do Porta da Estrela Online, colocava notícias novas todos os dias e comentava a actualidade política local da forma que queria, tanto em papel como no Online. Escrevia para o Independente, para o Expresso, para o DN, para o JN (o artigo que escrevi sobre o velho Hospital de Seia denominado «a dança macabra das ambulâncias» acabou por acontecer com o meu Pai 6 meses após…). Acho que foi o meu irmão que me disse que havia para aí uma coisa nova que eram os blogs… (2003)

LS – Considera que Seia é hoje mais divulgada a nível nacional e internacional devido á existência dos blogues que por cá proliferam?
JT
- Também é divulgada através dos blogs. Os jornais produzem hoje uma informação muito “seleccionada”, vá-se lá saber porquê. Basta referir a vaga avassaladora de assaltos que todos os dias acontecem, desde há meses, sem que haja um reflexozinho no jornal.
Foi preciso assaltarem a mãe do director de um deles para haver uma breve referência a isso.

LS – O que faz falta no concelho de Seia?
JT - Gente com ideias. Tout court. Sem isso não vale a pena falar do resto.

LS – Sendo uma região eminentemente turística o que faz falta á Serra da Estrela para de uma vez por todas ser vista como prioridade de investimentos nesta área?
JT - Mas não é verdade. Poderia e deveria sê-lo mas não é. É uma região eminemente… incaracterística. Do lado de lá ainda há qualquer coisinha, mas do lado de cá não há nada. Tudo muito amador. Basta sair daqui (Espanha, Andorra, França, Áustria, Finlândia), para comparar. Mas nunca há comparação. Estamos a anos-luz de distância. E era só copiar as coisas boas, já que as más são fáceis de copiar e nem é preciso, porque com o tempo todas cá vêm parar… Falta visão a quem tem decidido, arrojo à iniciativa privada e qualidade em quem devia fazer oposição ao marasmo em que Seia esteve mergulhada mais de uma década, enquanto a Covilhã trabalhou todos os dias. O resultado está à vista. As únicas pistas de ski estão em Seia (Loriga) mas são exploradas pelo lado de lá… Aqui há 1 hotel, lá há 6. E não vale a pena fazer mais comparações.

LS – Acha que faz falta um festival de música nesta região à imagem do que acontece nesta altura do ano noutras localidades?
JT - Já acreditei, há 30 anos. Era músico e tocava em bandas que eram convidadas para esses festivais. Quando só havia o Só Rock, em Coimbra e o Vilar de Mouros. Cheguei a pensar em constituir uma empresa promotora de espectáculos para fazer um mega festival Rock na Santa Eufémia de Paranhos (mais uma super ideia de borla…) Agora já não. É inconsequente para o Concelho e dará sempre maior prejuízo que lucro. Tinha que ser uma coisa muito bem pensada. Nada na onda estupidificante de um Super Bock, Super Rock, que isso só serve para se consumirem umas toneladas de cerveja e se fumarem umas arrobas de “rosmaninho” nas barbas da polícia e mais nada. Não presta para nada, isso. Nada se ganha. E está mal informado. Já tivemos festivais até na zona paradisíaca da Sra do Desterro, com os GNR. Mas também já ninguém se lembra disso. O que é que se ganha com essas coisas, afinal? Ainda por cima dariam prejuízo, e não seria pouco, porque não há sponsors para um festival em Seia. Só quem não perceba nada de organização de mega-eventos pode pensar nisso, nos dias que correm.

LS – Ao nível político. Enquanto deputado municipal acha que o concelho está a ter o desenvolvimento que deve ter, ou, há mais para fazer e o quê?
JT
- O concelho está a desertificar a olhos vistos. Uma emigração como não se via desde os anos 60 e ninguém fala nisso. Há quase tudo para fazer. Remeto-o para a minha moção de estratégia de 2007. Está tão actual como no ano passado. Isso já diz tudo. O Executivo acordou, finalmente, para a necessidade de abanar o que resta antes que não reste nada. Espero que a tempo. Em Gouveia, Mangualde, Nelas, Fornos e Celorico, por exemplo, penso que já não se foi a tempo. Em Seia, estaremos no limite. Ou ligeiramente após o ponto de não retorno.

LS – Considera este modelo de FIAGRIS o mais adequado?
JT
- Não. Já o disse na AM. Os expositores devem poder ser visitados de borla. Só se deve pagar os espectáculos, nada mais. Estou farto de dizer isso. Pagar para se ver quem paga para lá estar é, no mínimo, pouco inteligente. Mas penso que isso vai mudar, porque de cada vez que eu denuncio uma evidência ela acaba por mudar… 2 anos depois. Nem o nome faz sentido porque a feira já não é industrial e muito menos agrícola. Aquilo é um pretexto para as pessoas se encontrarem e confraternizarem e isso é positivo. Mas não era preciso que se cobrasse um bilhete para a socialização.

LS – Porque decidiu ser candidato à Concelhia do PSD de Seia?
JT - Não decidi. Fui “obrigado” por alguém a quem não posso dizer que não. Dizer outra coisa seria mentir e armar-me em pedante. E isso não sou. Gordo e careca, sim. Estúpido, penso que será unânime que eu não serei.
Espero bem que apareça depressa a lista do “sistema” para que eu leve uma grande abada e possa prosseguir a minha vidinha em paz. Com as minhas aulas e os meus filmes… e sempre a malhar no Sócras, pois claro!

LS – Por último. Quais os seus blogues de referência? Porquê?
JT
- Não tenho tempo para ler blogs, meu Caro. Antigamente ainda lia alguns. O Pacheco Pereira… Hoje não tenho tempo nem para corrigir os meus textos que escrevo sempre ao correr da pena, tal como estou a fazer agora.

10/07/2008

Entrevista com...Mário Jorge Branquinho

ENTREVISTA EXCLUSIVA

Autor do blogue: http://seiaportugal.blogspot.com



Luis Silva (LS) – O que o levou a criar um blogue?
Mário Jorge Branquinho (MJB) -
O que me levou a criar um blogue foi a ideia e o desejo de poder ter um lugar, uma tribuna onde pudesse explanar as minhas ideias e reflexões sobre o concelho de Seia. Sempre fui uma pessoa da comunicação e há uns tempos para cá, fazia-me falta um espaço para falar. No tempo em que havia rádio em Seia, fazia “o gosto à língua” e falava. Depois, deixou de haver antena, lamentavelmente o concelho continua a não ter força para ter de novo uma rádio, então temos de deitar mão a novos instrumentos, nos quais se enquadra a filosofia dos blog’s. Além do mais, não gosto de estar parado e acho que faz falta em Seia, suscitar o debate, desafiar as pessoas, criar um certo desassossego, de forma saudável, sem cair na tentação do “vale tudo”.

LS – Considera que Seia é hoje mais divulgada a nível nacional e internacional devido á existência dos blogues que por cá proliferam?
MJB -
Julgo que sim. Há emigrantes nossos espalhados pelo mundo que vêm beber informação aos blogues de cá.

LS – O que faz falta no concelho de Seia?
MJB - Esta é uma pergunta forte que daria para uma resposta imensa. Todavia e de forma abreviada diria que, apesar do muito que tem sido feito, faz falta, em primeiro lugar, uma nova consciencialização colectiva que ajude a derrubar muros de marasmo e que ao mesmo tempo ajude a erguer uma frente comum de progresso, aberta e partilhada por vários agentes. Apesar da conjuntura actual ser extremamente difícil, importa apostar no sector económico, daí a necessidade de se criar, desde logo um Conselho Económico e Social, onde se juntem os vários intervenientes do sector e se tracem metas e definem objectivos, para se juntar energias, de modo a caminharmos todos no mesmo sentido. O mundo moderno não se compadece com medidas avulsas. Desde a primeira hora que estou na Assembleia Municipal que defendo esta ideia assente no planeamento estratégico para o sector económico, onde o empreendedorismo tem um papel preponderante, a par da necessidade de criação de Polos de Desenvolvimento Locais nas freguesias, além, claro, das vias de comunicação para nos desencravar do beco em que estamos.
Agora e mais recentemente, fruto das insistências quer do Presidente da Câmara, quer dos demais agentes locais, já temos novidades relativamente às vias de comunicação, por isso, resta-nos aguardar, sem nos retirarmos do combate.

LS – Sendo uma região eminentemente turística o que faz falta á Serra da Estrela para de uma vez por todas ser vista como prioridade de investimentos nesta área?
MJB - Estão a ser feitos alguns investimentos, mas são necessários mais. São urgentes as vias de comunicação e acima de tudo uma estratégia comum de promoção regional. Fizeram-se muitos estudos e planos regionais para este sector, mas ficaram todos na gaveta!
Seia já é hoje uma referência nacional e internacional pela valorização dos seus produtos locais, como sejam o queijo, o mel, o vinho e o pão, mas teremos de tirar partido de outros “nichos” do mercado turístico. O eixo da Ponte do Mondego até à Torre, que podia ser um filão para o concelho, tem estado ao longo dos últimos 30 anos entregue à sorte e ao investimento louvável mas desordenado de pessoas originarias do sector secundário. A Estrada Nacional 339 tem dado uma imagem de 3º mundo e só agora são anunciadas remodelações.
O património histórico do concelho devia ser mais valorizado e a aposta no sector cultural está “condenada” a ser definitiva e seriamente “rematada” num grande projecto global, para atrair pessoas, gerar riqueza e permitir o retorno do investimento feito.

LS – Acha que faz falta um festival de música nesta região à imagem do que acontece nesta altura do ano noutras localidades? Se sim, porque considera que nunca se realizou nenhum?
MJB -
Não acho que faça falta. Seia tem vários festivais e muitos eventos. Alguns deles poderão estar a chegar à fase de ter que dar o salto ou terminar. É uma avaliação profunda que tem de fazer-se nos próximos tempos. Pode concluir-se que se pode fazer menos, mas melhor, com maior projecção e mais impacto, embora trabalhar nesta área no interior do país, como se sabe é quase um acto heróico.

LS – Ao nível político. Enquanto deputado municipal acha que o concelho está a ter o desenvolvimento que deve ter? ou, há mais para fazer e o quê?
MJB -
Ao nível político, o concelho de Seia tem vindo a evoluir positivamente, com os condicionalismos próprios da conjuntura altamente desfavorável que vive o país, a Europa e o mundo. Contudo, entendo que nos aproximamos de um tempo de mudanças, novo fôlego e novas gerações políticas para dar continuidade a um trabalho autárquico que tem sido marcadamente personalista. O concelho de Seia tem muitas potencialidades e muitos agentes disponíveis para ajudar no processo de desenvolvimento que se tem vindo a operar. Ou seja, com as vias de comunicação concretizadas, o hospital e todo um conjunto de infra-estruturas culturais, sociais e económicas, julgo que se abrirá dentro de pouco tempo uma nova frente de desenvolvimento, apostada no imaterial. Aí prevalecerão as políticas sociais, culturais e turísticas, por isso encaro o futuro com optimismo.

LS – Considera este modelo de FIAGRIS o mais adequado?
MJB -
A Fiagris tem que mudar, porque mudou tudo à volta e os pressupostos da sua organização não evoluíram. A Fiagris tem de ser sempre a Festa do povo, mas não tem necessariamente de ser a Feira de poucas vendas. As associações comerciais e empresariais é que terão de organizar-se e em conjunto com a Câmara definir modelos de feiras, grandes ou pequenas, sectoriais ou não, para fazer ao longo do ano. Também aqui, a questão da requalificação da baixa de Seia e da mudança do local da feira serão fundamentais no quadro de remodelação da Fiagris. Por outro lado, julgo que se deve introduzir no debate político senense a questão da construção ou não de um pavilhão multiusos – publico / privado no actual largo da feira. Uma estrutura desta natureza, semelhante há que há por exemplo no Fundão ou em Trancoso, em pleno centro urbano, fará todo o sentido para dinamizar o tecido económico e de lazer da cidade. Quanto a custos, pode haver formas de se cativarem privados, bem como elaborar candidaturas ao QREN.

LS– Enquanto homem da rádio e homem da imprensa escrita, pergunto-lhe: Faz falta uma rádio em Seia? Porquê?
MJB - Julgo que a Rádio de Seia faz falta. Faz falta para o debate, para a reflexão de ideias e até para aproximar o poder autárquico das populações. É evidente que há os jornais locais e a internet, mas esses não substituem a rádio, que é um órgão do povo que permite acesso privilegiado e democratizado à informação. É um serviço público local que está ausente.

LS – Por último. Quais os seus blogues de referência? Porquê?
MJB - Não tenho grandes predilecções, mas no essencial, os que consulto mais, são os que constam no meu blogue.

09/07/2008

Oceano de Entrevistas

João Tilly é um dos entrevistados.Engenheiro, Professor, Deputado Municipal pelo PSD, candidato à Concelhia do PSD de Seia, jornalista, entre outras actividades nomeadamente na área dos audiovisuais, João Tilly acedeu dar uma entrevista à nova rubrica "Oceano de Entrevistas". O que pensa sobre a Cidade e sobre o Concelho, além da sua opinião sobre a blogosfera são temas abordados nas questões que foram colocadas. Não perca brevemente aqui no Oceano das Palavras.

Faleceu o Dr. Alfredo Lourenço Bessa Gomes, vitima de AVC

Faleceu hoje, dia 9, no Hospital de Viseu, na Unidade de Neurocirurgia, o nosso querido amigo, Dr. Alfredo Lourenço Bessa Gomes, com 78 anos de idade, vítima de um Acidente Vascular Cerebral.Presidente do Conselho Fiscal da Administração da Fundação Aurora Borges desde o primeiro momento e colaborador do Jornal de Santa Marinha, também desde a primeira hora, Dr. Bessa Gomes fazia parte, ainda, do Gabinete de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Seia. Foi casado com a Sr.ª Dr.ª Constança de Jesus Almeida Cabral Bessa Gomes, também colaboradora do Jornal de Santa Marinha, de quem teve uma filha, a Sr.ª Dr.ª Ana do Rosário Cabral Bessa Gomes Cera.Natural de Massarelos (Porto), Dr. Bessa Gomes reside há mais de 27 anos em Santa Marinha.A sua morte consternou a todos quanto o conheciam, principalmente a sua família que não esperava um desfecho tão repentino, já que no prazo de 24 horas o seu estado agravou-se bastante. Ainda ontem (dia 8), o Dr. Bessa Gomes dirigiu-se, a pé, à Fundação Aurora Borges, onde nos visitou.Foi aqui que, de repente, se sentiu mal. A partir deste momento, pouco mais se pôde fazer.Faleceu hoje, dia 9 de Julho, de 2008, pelas 15,30 horas, no Hospital de Viseu. O seu corpo fica em Câmara Ardente na Capela de S. João, em Santa Marinha.O seu funeral está previsto realizar-se amanhã, dia 10, pelas 18 horas, com Missa de Corpo Presente.
JSM

07/07/2008

Oceano de Entrevistas

Esta semana com...Mário Jorge Branquinho.
Licenciado na área social, responsável pela Casa Municipal da Cultura de Seia, Deputado da Assembleia Municipal, Presidente da Associação de Beneficência do Sabugueiro, Jornalista, autor do blogue Seia Portugal. Saiba o que pensa este bloguer sobre a Cidade, o Concelho de Seia e a blogosfera. Não perca a 1.ª entrevista da rubrica "Oceano de Entrevistas".

06/07/2008

A nova rubrica deste blogue

OCEANO DE ENTREVISTAS
Se tem um blogue, a partir desta semana você pode receber um e´mail do oceano das palavras. Nesse e´mail enviar-lhe-ei algumas questões em género de entrevista que deverá remeter com as devidas respostas. Esteja atento ao seu e´mail e participe...

05/07/2008

Complemento Solidário para Idosos. Para todos, ou só para quem mais precisa?

Esta semana o Governo através do Ministério da Segurança Social decidiu enviar cartas a todos os reformados. Acontece que as cartas tratavam de alertar os reformados para a existência do Complemento Solidário para Idosos. No dia seguinte, à porta da Segurança Social de Seia, pelas 8h30, a fila já chegava ao Centro de Saúde. Abeirei-me de um conhecido e perguntei porque razão ali estava ele e aquelas pessoas todas, ao qual me mostrou a carta e que ia ali para lhe explicarem como é que aquilo funciona para receber mais uns troquitos. Após lhe ter dado umas luzes sobre o funcionamento desta candidatura apercebi-me que o valor da reforma desta pessoa era de 900 euros. Ora, este CSI destina-se a pessoas com pensões inferiores a 350 euros o que desde logo este acto do envio das cartas é revelador da propaganda que estão a fazer com esta promessa eleitoral que ainda não deu os resultados pretendidos e á força o querem pôr no terreno mesmo sabendo que tem sido motivo de conflitos entre pais e filhos por pedirem também os vencimentos destes últimos. Sim, é que contrariamente ao que tem sido veiculado pela imprensa, é certo que se eliminaram alguns papeis neste imenso processo mas também é certo que não pedem agora o IRS dos filhos mas pedem o nome completo, o numero de contribuinte e o numero de beneficiário. Para quê? Claro está para cruzarem os dados entre seg.social e finanças e obterem a mesma informação mas de outra forma. Pena é que se gastem milhares de euros em papel e cartas para não darem em nada. Já agora porque não foi feita uma selecção apenas dos reformados com direito a este beneficio? Terá o Ministério da Segurança Social assim tanto dinheiro para esbanjar desta maneira? É que estas cartas foram recebidas por reformados pobres e por reformados ricos. Haja dó meus senhores, "não batam mais nos velhinhos e nos seus filhos" porque só arranjam problemas ás famílias e já agora, não peçam só os vencimentos dos reformados e dos seus filhos, peçam também as despesas fixas mensais porque só assim se pode calcular o rendimento per capita.

Salários dos Portugueses são os mais baixos da zona euro

A média dos vencimentos recebidos por ano, pelos portugueses é menos de metade do que o dos residentes nos restantes países da zona euro – 11.616 euros. Suíça é o país onde se registam os valores mais altos: 38.435 euros. De acordo com os dados revelados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), os salários dos portugueses caíram 2,6 por cento em 2006. Mas as boas novas não se ficam por aqui, segundo o mesmo documento, a média dos vencimentos recebidos por ano, pelos portugueses é menos de metade do que o dos residentes nos restantes países da zona euro – 11.616 euros. Um valor muito aquém dos 25.290 euros auferidos nos países da OCDE e dos 24.666 euros dos países da União Europeia. Pior que Portugal, só mesmo a Hungria, República Checa, Polónia e Eslováquia. No outro lado da balança, é na Suíça que se registam os salários mais altos, numa média anual que chega aos 38.435 euros. Luxemburgo e Dinamarca, são os países que completam o pódio, com uma média salarial anual de 37.554 e 35.635 euros, respectivamente.

Orquidea Lopes candidata?

Já que estamos numa "onda do será" em que tudo o que é escrito e dito pode ser verdade ou não, também deixo aqui a minha questão: Será que à imagem do PSD nacional também a Concelhia do PSD de Seia vai ser liderada por uma Senhora? Uma coisa é certa, seria a primeira vez que um partido no Concelho de Seia teria á sua frente uma Senhora, o que por si só já era um sinal de inovação. Mérito e inteligência não lhe faltam e a julgar pelas movimentações que alguns dizem que vão por aí acontecendo nada me admirava que isso acontecesse...Vamos aguardar e até lá vote no questionário.

"Maddie morreu no Algarve"

Justiça.
Arquivamento não choca Gonçalo Amaral
Vários indícios apontam para morte de Maddie, diz Gonçalo Amaral.Tenho a convicção de que Maddie está morta, disse ontem o ex-inspector da Polícia Judiciária, Gonçalo Amaral, durante uma entrevista à TVI. Questionado sobre a existência de provas, refere que esta convicção tem base em indícios testemunhais, documentais e laboratoriais. Na sua opinião, Maddie morreu lá [no Algarve]. Por apurar está a determinação da causa: "acidente, morte natural ou se houve intervenção de terceiros".Quanto à hipótese de arquivamento do processo, manifestou que não o choca. "A interpretação dos indícios é feita à luz do direito. Mas eu penso que o processo pode reabrir e a investigação vai continuar. Essa decisão é do Ministério Público".Em relação à constituição dos pais de Maddie como arguidos, recorda que houve indícios que apontavam para ocultação de cadáver ou simulação de crime. E sublinhou que "a decisão de pronunciar os pais foi colocada pelo Ministério Público".O ex-coordenador da investigação do desaparecimento de Madeleine McCann frisou que "se os próprios pais falaram na hipótese de rapto da criança, é porque esta não estava em segurança", um crime em que a lei portuguesa é mais rígida do que a inglesa. Alertou, porém, que numa investigação todos os indícios são analisados e que só no final se pode determinar se se pode levar alguém a julgamento. "Compreendo onde chega o nosso trabalho e onde pode chegar o dos magistrados".Sobre o seu afastamento do caso, voltou a frisar que não compreendeu a decisão mas que a acatou "como um profissional". Sobre a possível relação do afastamento com as afirmações sobre a polícia britânica, disse que, numa altura em que era preciso determinar onde estaria a menina, a investigação inglesa estava a ser bombardeada com informação muitas vezes especulativa.
Politização
Quando questionado sobre se a politização estaria por trás da reacção do director da PJ, Gonçalo Amaral afirmou que "houve mais política do que polícia no caso Maddie. Estivemos no terreno, fizemos o nosso melhor e fomos alvo de críticas". E acrescentou que nunca sentiu que houve defesa. Apesar de ter perguntado ao director se a investigação continuaria de pé e se se mantinha a confiança, foi surpreendido. E foi alvo de pressões políticas? "Não senti propriamente pressão política. Senti um pontapé no rabo", disse.Este caso é diferente de todos os outros. "Devíamos estar protegidos, ter uma retaguarda que tratasse da informação e lidasse com a imprensa. Ma estávamos envolvidos no meio. Não houve silêncio suficiente para avançar mais rápido".

03/07/2008

Amor de mãe

fotografia tirada hoje. O potro tem 1 mês de idade

Seia cidade há 22 anos

Foi há 22 anos que Seia foi elevada a cidade. As comemorações começaram com a apresentação das novas acessibilidades à Serra da Estrela que tem vindo a ser um dos pólos de atracção do município e onde funciona o Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE). Durante a tarde serão entregues prémios de mérito escolar e Campânulas de Mérito Municipal que visam distinguir instituições e personalidades do concelho. No CISE abre hoje ao público, até Outubro, uma exposição de Escultura de Ângelo Ribeiro e Moisés Tome. O Posto de Turismo acolhe a exposição de pintura de Isabel Silva. Entre as 15h e as 17h realiza-se um evento barroco organizado pela Escola Profissional da Serra da Estrela. Pelas 22h, na Casa Municipal da Cultura, organizada pelo Grupo Senna em Palco, vai ser apresentada a peça “ Cartas de Amor”. Seia tem feito nos últimos anos uma forte aposta no turismo integrando no seu roteiro turístico as Aldeias de Montanha situadas à volta do maciço da Serra da Estrela. A cidade tem também um Museu do Brinquedo com mais de 4500 brinquedos que pretende relembrar a importância destes objectos no desenvolvimento e educação das crianças. Seia, que foi fundada há 2400 anos com o nome de Sena, foi durante muito tempo dominada por Árabes, até D. Fernando Magno os ter expulso em 1005. O primeiro foral de Seia remonta a 1136 e foi concedido por D. Afonso Henriques.

02/07/2008

Centro de Dia de Torroselo assaltado

Desconhecidos assaltaram o Centro de Dia de Torroselo, concelho de Seia, levando trezentos euros em dinheiro e um cheque de valor de 150 euros, anunciou esta terça-feira a GNR. A direcção da instituição apresentou queixa às autoridades, mas até agora os assaltantes ainda não foram descobertos...
in - Correio da Manhã, 02.07.08

o blogue feito pelos seus leitores

“Memória da Imprensa Estudantil Universitária”
Lançamento do 2º volume
3 JUL 18h
SALA DE CONFERÊNCIAS DA REITORIA DA UNIVERSIDADE DE LISBOA
No próximo dia 3 de Julho, às 18 horas, realizar-se-á na Sala de Conferências da Reitoria o lançamento do 2º volume de “Memória da Imprensa Estudantil Universitária”. A iniciativa é do Núcleo de Investigação Histórica de Os Fazedores de Letras, com o apoio da Reitoria da Universidade de Lisboa, do Conselho Directivo da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e do Centro de História da Universidade de Lisboa (Grupo de Investigação – Memória e Historiografia).
Entrada Livre
Confirme, por favor, a sua presença.
Organização e Informações
Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Núcleo de Investigação Histórica de Os Fazedores de Letras
Tel.: +351 217 990 530
Endereço electrónico:
geral@aeflul.pt
Sítio: http://www.aeflul.pt

01/07/2008

Saudações Benfiquistas

O Benfica adquiriu os direitos desportivos do jogador Carlos Martins por três milhões de euros. O contrato, assinado esta madrugada, é válido para as próximas cinco épocas. Os sócios e adeptos do Sporting é que parece não terem gostado muito desta contratação para o clube rival.

Holanda proibe o fumo mas permite o haxixe

A partir desta terça-feira entrou em vigor na Holanda a lei que proibe fumar em locais públicos, no entanto fumar "charros”,continua a ser legalmente permitido. A peculiaridade da lei holandesa anti-tabaco, que entra em vigor neste dia, proíbe o consumo de cigarros, mesmo nos cerca de 750 “coffee-shops” holandeses, onde se pode continuar a consumir drogas como haxixe e marijuana. Como a generalidade mistura tabaco e haxixe, a fim de contornar a lei e manter os clientes em estado capaz de fumar e ficar de pé ao mesmo tempo, evitando charros puros, os donos dos “coffee-shops” estão a recorrer a vaporizadores. Um engenho que armazena o vapor da queima a erva, depois inalada pelos clientes. Como o cliente inala, em vez de fumar, os proprietários evitam as sanções dos inspectores de saúde, que procuram, somente, violações à lei anti-tabaco, conta o “El País”.

Requalificação do rio Seia

O Município de Seia está a desenvolver um projecto que prevê a requalificação e valorização da área que compreende a Ponte de Santiago e a Ponte da Arrifana, e que inclui as ribeiras de Barbil e de Vodra. O projecto prevê a criação de espaços para uso recreativo e desportivo, respectivamente com um parque de merendas e uma zona para práticas agrícolas de lazer. No que concerne à prática desportiva destaca-se a criação de um parque radical e um espaço para actividades náuticas, aproveitando os cursos de água e ecossistemas ribeirinhos. Está também prevista uma área para circulação pedonal e uma ciclovia. A operação idealizada para o local pretende salvaguardar, revitalizar e reformular a paisagem agrícola da zona, conferindo a possibilidade do seu usufruto para recreio ou lazer da população em geral. A requalificação ambiental terá um forte contributo para o aproveitamento recreativo e turístico da cidade, visto a área em questão ser composta por valores paisagísticos únicos.