25/10/2009

Cine´Eco premeia "Os Últimos Moínhos"

Um amador no meio dos maiores profissionais do cinema documental.Na hora do meu filme "Os Últimos Moínhos" ter recebido uma Menção Honrosa atribuida pelo Júri da Lusofonia na XV.ª Edição do Cine´Eco, Festival de Cinema Ambiental, quero agradecer em primeira mão à minha companheira pelo apoio dado ao longo de todo o processo de produção do filme. Quero agradecer também aos Estúdios Fotográficos Foto Correia (Oliveira do Hospital) pelo empréstimo do equipamento desde a câmera de filmar, tripés e outros. Agradeço à minha equipe de produção/realização nas pessoas de: Aristides Ferreira (Assistente de Realização) Carla Sousa (edição e montagem), Bruno Pereira (Locução) e endereçar um agradecimento especial aos personagens/protagonistas deste documentário que percorreu os Concelhos de Gouveia, Seia, Oliveira do Hospital, Coimbra, Viseu, Belver (Alentejo). Por último agradecer o apoio da Junta de Freguesia de Figueiró da Serra, Câmara Municipal de Gouveia, Quinta do Adamastor, José Ferreira e aos jornais: Noticias de Gouveia, Terras da Beira, Nova Guarda, O Interior, A Guarda, Porta da Estrela, Correio da Beira Serra, St.ª Marinha, Diário de Viseu, Diário XXI, Noticias da Covilhã, As Beiras, Diário de Coimbra, Correio da Manhã, Jornal de Notícias, entre outros. Agradecer à Antena 1 a entrevista no programa "Portugal Português" e à Radio Boa Nova (Oliveira do Hospital) pela divulgação desde a primeira hora. Agradecer a toda a comunicação social que desde muito cedo apoiou o documentário através da sua divulgação. Um agradecimento muito especial ao Júri da Lusofonia que atribuiu a Menção Honrosa e claro ao Director Técnico do Festival, Lauro António pelas palavras de incentivo que não esqueceu de me dar no seu discurso de encerramento dizendo em tom de brincadeira "Jorge Pelicano...prepara-te que o Luis Silva este ano já leva uma Menção Honrosa".
Os números que fazem o documentário:
18 horas de filmagens
1200 Km percorridos
12 localidades filmadas
6 Concelhos retratados
8 personagens entrevistadas
7 meses de gravações
Em rodagem desde Outubro de 2008 as filmagens terminaram em Abril deste ano sendo que a edição e montagem do filme terminou no inicio do mês de Maio. Foram 7 meses de intensa produção. Este documentário pretende retratar a triste realidade de uma arte que além de aproveitar os recursos hídricos e naturais era o sustento de muitas famílias nas regiões do centro e norte do País, assim como em algumas zonas do interior e em algumas regiões do Alentejo. Era uma forma de economia que empregava imensas pessoas mas que hoje em dia teima em desaparecer ao ponto de verificarmos por todos os locais onde andámos a filmar que esta arte está a acabar. O que vimos e registámos na objectiva foram dezenas ou mesmo centenas de moinhos desactivados, cobertos de silvas, abandonados pelo tempo. Os mais novos já não querem saber disto e as leis estão cada vez mais rígidas e afastam os “sobreviventes” de dar continuidade à profissão de moleiros. Os poucos moleiros/as com quem falámos já têm idade avançada e falam-nos com saudade dos tempos em que com os seus burros percorriam quilómetros para levar a farinha aos seus clientes. A maioria dos moinhos existentes nestas regiões da Serra da Estrela e do Alentejo são moinhos de água ou de rodízio. Já na região de Coimbra encontrámos em Penacova moinhos movidos pela força do vento. Este documentário retrata esta arte em Figueiró da Serra, Moinhos da Serra e Folgosinho no Concelho de Gouveia, em Sandomil e Tourais no Concelho de Seia, em S. Gião e Ervedal da Beira no Concelho de Oliveira do Hospital, no Alentejo em Belver e Domingos da Vinha e Viseu principalmente em Vildemoinhos onde fomos encontrar um ecomuseu. Neste filme podemos ouvir depoimentos de gente que desde sempre estiveram ligados aos moinhos de uma forma familiar e profissional, bem como podemos verificar como algumas pessoas se dedicam a manter viva esta profissão através da construção de réplicas de moinhos ou através da sua transformação em museus e mesmo em habitações de turismo rural. Numa sociedade que tanto apregoa a defesa dos recursos naturais e ambientais, será que os vales onde existem moinhos degradados podem vir a ser recuperados e voltarem a fazer parte de uma forma de economia através do seu aproveitamento para o turismo criando também dessa forma novos postos de trabalho e novas zonas de atracção nas regiões do interior? Ou vamos continuar a deixar “morrer” tudo o que é Nacional? Esperamos com este filme que cada espectador no final consiga obter a resposta a esta questão.
FICHA TÉCNICA
Produtor/Realizador:
Luís Silva
Assistente de Realização: Aristides Ferreira
Edição e Montagem: Carla de Sousa
Locução: Bruno Pereira
Fotografia: LS e AF
Banda sonora:
“The perfect day”, autor: Owen Richards, albúm “Wishes”;
“Freedom”, autor: Sina Vodjani, albúm “Welness”;
“Jigue”, autor: Alan Parsons, albúm: “Welness”
Actores: Maria de Jesus (Figueiró da Serra); Rita Cardoso (Figueiró da Serra); Ermelinda dos Prazeres (Figueiró da Serra); Avelino Sousa (Moinhos da Serra); Olinda Pereira (Moinhos da Serra); Artur Gueifão (Domingos da Vinha-Belver); Adelino Tavares (Sandomil); Maria Armanda (Tourais); Firmino Toipa (Vildemoinhos).
Duração: 53´

3 comentários:

José Pinto disse...

Amigo Luis
Parabéns pelo prémio. Foi mais do que merecido. Agarrou num tema que muito me sensibiliza, já que tem a ver com as nossas raízes mais profundas. Deu-lhe imenso trabalho. Colocou nele todas as suas energias e, também, a sua sabedoria. Apostou e venceu. Bem merece este prémio. Fiquei muito contente.
Um abraço.

Anónimo disse...

Parabéns à equipa pela menção honrosa. Ainda não tive a oportunidade de ver o filme, mas tenho seguido o projecto desde a primeira hora. Conforme diz no seu texto, a profissão de moleiro está a desaparecer e contam-se, não às centenas, mas às dezenas de milhares, o número de moinhos que se podem encontrar ao abandono ou em ruínas. Este tipo de projectos podem servir de alerta e sensibilização para necessidade de acudir a este património. Nos últimos anos tem-se assistido, paralelamente ao abandono referido, a um fenómeno de recuperação de algum deste património por entidades públicas mas também por muitos privados. Fica aqui mais uma vez o convite para vir à região de Aveiro, visitar e porventura filmar alguns desses exemplos.
Cumprimentos.
http://moinhosdeportugal.no.sapo.pt/

Romeu disse...

Muitos parabéns.

Abraço