16/01/2007

Vide.Memorial


Foi editado pela Ediliber, e encontra-se à venda desde o mês de Novembro de 2006, o livro "Vide. Memorial". O seu autor, Carlos Gil Abranches Nobre refere que: "Deixo-vos este meu humilde e incompleto testemunho do Memorial de Vide e da sua Freguesia para que os seus povos, com saudade e orgulho, o trasmitam às suas gerações. Neste Memorial, o presente abraça o passado, sem diferenciar valores sociais e humanos, porque têm as mesmas raízes, na grandeza e dignidade dos seus antepassados. Aliás, este Memorial, confirma a verdade da mensagem que define qualquer povo, sem passado, o presente não pode fazer o futuro". Num total de 285 páginas o autor além das memórias escritas vai adornando o livro com fotografias bastante antigas das gentes, Instituições e cultura de Vide.



Biografia:
Carlos Gil Abranches Nobre, nasceu em Vide, concelho de Seia, distrito da Guarda, no dia 16 de Fevereiro de 1920. Como estudante-trabalhador, o primeiro curso, regente agrícola. Os seus estudos continuaram em cursos universitários, Ciências Pedagógicas e Sociologia, no Instituto Superior de Sociologia, em Évora. Licenciatura em Geografia e frequência do curso de pós-graduação em Estudos Europeus, na Universidade de Coimbra e Curso de Formação de Relações Humanas, na Administração Pública, em Lisboa. Exerceu inúmeros cargos importantes, dos quais destaco, Secretário do Museu Nacional da Ciência e da Técnica, tendo fundado no mesmo museu o departamento de Ecologia e Meio Ambiente. Foi assessor do Ministério da Agricultura, tendo representado o Ministério em reuniões internacionais, na OCDE, estudo da PAC. Foi assessor do Secretário de Estado do Fomento Cooperativo, no Programa Interministerial do Sucesso Educativo, na Extensão educativa e na alfabetização de adultos. Foi director regional de administração pública, com sede em Coimbra. Foi professor do ensino básico e secundário. Actualmente é reformado como assessor de carreira da função pública e dedica-se ao jornalismo.

1 comentário:

João Nobre disse...

Coimbra, 11 de Janeiro de 2008

Sete meses após o falecimento do autor do livro.

Foi com agrado e surpresa que vi, pela terceira vez, uma referência pública ao livro que o meu pai nos deixou. As suas palavras foram proféticas, pois ele deixou-nos de facto no dia 11 de Junho de 2007. Agradeço, portanto, ao(s) autor(es) do blogue a referência, e aproveito a deixa para fazer algumas críticas (ao status quo). Em primeiro lugar uma ligeira correcção. O livro não foi editado pela Ediliber, que somente o publicou, pois trata-se de uma verdadeira edição de autor. Carolice de um velhinho de 87 anos. Em segundo lugar, é de lamentar que, apesar do pedido de apoio para a sua edição à Câmara Municipal de Seia, soubemos da sua recusa pela omissão da resposta. Nem sequer agradeceram o exemplar que lhes foi enviado. E isto apesar das seguintes palavras do Dr. Mário Nunes, vereador para a cultura da Câmara Municipal de Coimbra: “… verifico que constitui uma obra de interesse histórico, social, artístico, religioso, geográfico (geológico), etc., que nos elucida não apenas sobre Vide, mas se estende à região e integra aspectos que contribuem para a História de Portugal…”. Este excerto foi retirado da carta que o referido vereador escreveu ao autor do livro, agradecendo-lhe o envio do mesmo. Sendo o autor do livro colaborador assíduo, de muitos anos, do Jornal “A Comarca de Arganil” e, como tal, bem conhecido das gentes da Beira Serra, teria merecido um pouco de consideração. A própria Comarca publicou a carta pessoal na íntegra como se tivesse sido uma crítica pública do Dr. Mário Nunes. Não foi assim. Mas a Comarca está desculpada. A crítica pública à obra, essa sim, vem publicada no Jornal Diário de Coimbra do dia 28 de Janeiro de 2007, a qual recomendamos. Assim, poder-se-á perceber melhor o interesse, importância e raridade deste tipo de obras, de importância capital para a Cultura Portuguesa. Dito isto, terei que dizer o seguinte, chamando o boi pelos nomes, como deve ser e tão raro é ouvir dizer:
- Pelos vistos existe dinheiro a rodos para os senhores autarcas se pavonearem, qual feira das vaidades, pelos passos perdidos da luxuosa Câmara de Seia, mas não existe um tostão furado para ajudar a verdadeira cultura do Conselho, da zona serrana da Estrela e, porque não dizê-lo, do próprio país. Não é pois por acaso que o nosso país atravessa a crise de valores que atravessa. É que este livro não é um simples relambório das memórias de um velho qualquer. É uma obra de interesse cultural fundamental para a nossa história comum, especialmente para a do conselho de Seia.
Disse.
PS: Ao contrário do vómito diário que os media nos tentam fazer engolir, nunca houve tanto dinheiro como hoje em dia. Só que hoje existem vacas gordíssimas, a rebentar pelas costuras, e, logo ali ao lado, vacas escanzeladas, saídas das profundezas do Biafra profundíssimo. Tenham vergonha.

Para os interessados no livro, uma vez que não se encontra à venda, é favor contactarem-me:

João Paulo Nobre
email: jpsn@sapo.pt