30/05/2010

Banco Alimentar recolheu 1543 toneladas de géneros alimentares

A campanha deste fim-de-semana do Banco Alimentar Contra a Fome recolheu até às 18h00 de hoje 1543 toneladas de géneros alimentícios, mais 58 toneladas face a idêntico período de 2009, disse a presidente da instituição. Em declarações à Lusa, Isabel Jonet indicou que foram recolhidas sábado 1144 toneladas e hoje, até às 18h00, mais 400, o que perfaz um total de 1543. No ano passado, até esta altura, tinham sido recolhidas 1485. “Não estava à espera de uma diminuição dos donativos. Tenho sempre imensa confiança na generosidade dos portugueses, mesmo numa época de crise grave”, congratulou-se a presidente do Banco Alimentar.Segundo Isabel Jonet, os dados finais só estarão apurados mais ao fim da noite, uma vez que muitos supermercados onde são recolhidos os alimentos estiveram abertos até às 21h00.Este ano, mais de 28 mil pessoas trabalharam como voluntárias nos cerca de 1400 pontos de recolha, para um total de 17 Bancos Alimentares espalhados pelo país. “Há até muitos portugueses que, não estando num período abonado, não deixam de contribuir”, sublinhou. De acordo com a presidente da instituição, o arroz e o leite foram naturalmente os alimentos mais oferecidos, com grande vantagem sobre outros produtos como massas, enlatados, azeite e óleo.No entanto, há quem tenha “fugido” às indicações do Banco Alimentar: “Ligou-me uma senhora para me contar que deu tudo o que nós não pedimos, mas que os pobres também gostam, como marmeladas e chocolates: ‘Eles também precisam de mimos’, disse-me a senhora”, contou.Os Bancos Alimentares Contra a Fome apoiam 1750 instituições de solidariedade, que dão apoio alimentar a mais de 275 mil pessoas. Só no ano passado foram distribuídas 23 mil toneladas de alimentos (equivalentes a um valor global estimado superior a 31,4 milhões de euros), o que significa um movimento médio de 90,7 toneladas por dia útil.No 1.º trimestre de 2009 verificou-se uma crescente procura de apoio alimentar, tanto por parte das instituições beneficiárias, como directamente por pessoas carenciadas, em linha com o agravamento da situação económica e com o crescimento do desemprego, lê-se no site da instituição.

29/05/2010

Banco Alimentar apela à generosidade em tempo de crise

Os Bancos Alimentares Contra a Fome organizam este fim-de-semana mais uma campanha de recolha de alimentos e apelam à generosidade dos portugueses: «Por mais pequena que seja a sua contribuição, muitas pessoas beneficiam da sua ajuda»Mais de 28 mil voluntários vão estar, por todo o país, nos supermercados a convidar os portugueses a associarem-se a esta iniciativa, fazendo os seus donativos através de bens alimentares. «É precisamente neste momento de grandes dificuldades pelas quais todos os portugueses estão a passar que é necessário perceber-se que a toda a ajuda é preciosa e que não é preciso dar muito. Basta que cada um de nós contribua apenas com aquilo que pode», disse ao SOL Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar Contra a Fome. «Os portugueses precisam de sinais e momentos de esperança. É preciso acreditar que por mais pequena que seja a ajuda, pode e fará a diferença», afirma Isabel Jonet, apelando à solidariedade da população. Sabendo que se trata de um período difícil, a responsável prefere não avançar com previsões sobre a quantidade de alimentos que serão angariados. Porém, afirma que a «campanha conta com mais de 28 mil voluntários, o que já é um sinal bastante positivo». A presidente do Banco Alimentar explica que a campanha vai decorrer nos moldes tradicionais entre os dias de 29 e 30 de Maio: «os voluntários dos Bancos Alimentares Contra a Fome solicitam a participação do público à entrada dos estabelecimentos comerciais. Para participar, basta aceitar um saco do Banco Alimentar e nele colocar bens alimentares para partilhar com quem mais precisa. São privilegiados os produtos não perecíveis, tais como leite, conservas, azeite, açúcar, farinha, bolachas, massas, óleo, entre outros».
Campanha 'Ajuda Vale'
Em simultâneo com a recolha de alimentos vai ainda decorrer até 6 de Junho a campanha 'Ajuda Vale', em todas as lojas das cadeias Dia/Minipreço, El Corte Inglês, Jumbo/Pão de Açúcar, Lidl, Modelo/Continente, Pingo Doce e Feira Nova. Nesses estabelecimentos serão disponibilizados em suportes próprios vales de produtos seleccionados (como azeite, óleo, leite, salsichas e atum). Cada cupão representa uma unidade do produto (por exemplo, 1 litro de azeite, 1 litro de leite, etc.). Este cupão, para além de mencionar que se trata de uma entrega destinada aos Bancos Alimentares Contra a Fome, refere de forma clara a identificação do tipo de produto, a respectiva unidade e inclui um código de barras próprio, através do qual é efectuado o controlo das dádivas.
Ao efectuar o pagamento, o dador entrega o cupão 'Ajuda Vale' na caixa registadora e os produtos ficam claramente identificados no talão de caixa. A logística de transporte para os Bancos Alimentares contra a Fome fica a cargo de cada uma das cadeias de distribuição.
Mais de 275 mil pessoas receberam ajuda em 2009
De acordo com os dados da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome, ao longo de 2009 foram apoiadas com produtos mais de 1.700 instituições, que concederam ajuda alimentar a cerca de 275 mil pessoas comprovadamente carenciadas. No ano passado os quinze Bancos Alimentares Contra a Fome em actividade distribuíram um total de 23.100 toneladas de alimentos.
sara felizardo (Sol)

27/05/2010

Cada jogador da selecção recebe 800 euros por dia

Cada jogador da selecção recebe 800 euros por dia. Apesar da crise que o país atravessa, segundo dá conta o jornal “Correio da Manhã” na sua edição de hoje, cada jogador da selecção portuguesa de futebol que está a estagiar na Covilhã recebe de “ordenado” diário 800 euros. No total, a FPF paga 19 mil euros por dia aos 24 jogadores escolhidos por Carlos Queiroz para representar Portugal no Mundial da África do Sul.

26/05/2010

Governo anuncia término de diversos apoios

"Vamos voltar ao que estava em vigor antes das medidas extraordinárias", comunicou a ministra do Trabalho, Helena André, depois de anunciar que o Governo vai retirar oito medidas da Iniciativa Emprego 2010.
O programa "Qualificação Emprego" e o prolongamento por seis meses do subsídio social de desemprego são alguns dos apoios que o Governo deixa cair, entre as oito medidas da Iniciativa Emprego 2010 que vão terminar. Serão cortadas ainda medidas como o apoio de redução do prazo de garantia para atribuição do subsídio de desemprego, a majoração do montante do subsídio de desemprego aos desempregados com filhos a cargo e o pagamento adicional de abono de família dos terceiro ao quinto escalões. O Governo põe termo ainda ao incentivo de redução em três pontos percentuais das contribuições para a segurança social a cargo do empregador, em micro e pequenas empresas, para trabalhadores com mais de 45 anos. O programa de requalificação de cinco mil jovens licenciados em áreas de baixa empregabilidade vai terminar, bem como o reforço da linha de crédito específica e bonificada, tendo em vista apoiar a criação de empresas por parte de desempregados. A ministra do Trabalho, citada pela Lusa, garantiu que o que vai acontecer é um retorno ao que existia antes das medidas extraordinárias. A governante sublinhou que não vão ser feitos cortes na protecção social dos portugueses. Helena André esteve reunida com os parceiros sociais e falou aos jornalistas no final do encontro.

25/05/2010

CLDS de Oliveira do Hospital, lança boletim informativo

Tem lugar na próxima quinta-feira, dia 27 de Maio, em Oliveira do Hospital, o lançamento do Boletim Informativo da CLDS. Desta forma a Equipa Técnica do Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS) de Oliveira do Hospital TEAR “Trabalhar para Erguer, Ajudar para Realizar”, realiza uma conferência para o lançamento do seu Boletim Informativo, com o intuito de dar a conhecer o trabalho realizado e a realizar, nomeadamente o Plano de Acção, a Equipa de trabalho, bem como acções que estão já em prática. A conferência irá decorrer na Casa da Cultura César de Oliveira, a partir das 15h00.

24/05/2010

Di Maria confirmado no Real Madrid, David Luiz também poderá estar a caminho

Di Maria vai ser jogador do Real Madrid, clube que se prepara para contratar o treinador José Mourinho dentro de dias. David Luiz poderá também seguir para o clube merengue. O argentino Di Maria vai ser jogador do Real Madrid, clube que se prepara também para contratar José Mourinho como seu treinador nos próximos dias. A TSF sabe que extremo do Benfica já está confirmado como jogador do clube merengue, estando avançadas as negociações relativamente ao central David Luiz. O médio argentino foi vendido por 40 milhões de euros, ao passo que o central brasileiro poderá vir a ser vendido pelo mesmo valor, dez milhões de euros abaixo da cláusula de rescisão. Contudo, o Benfica poderá vir a receber um jogador do clube espanhol, estando em cima da mesa os nomes do central argentino Garay e do holandês Drent. Entretanto, o Real Madrid, que assegurou o treinador José Mourinho por dez milhões de euros por época, já informou o técnico português que tem 116 milhões de euros para gastar em reforços.

23/05/2010

Bébé de 2 anos viciado em tabaco

Um bebé indonésio tem ataques de fúria e desata a chorar quando os pais lhe recusam um cigarro. O insólito caso passa-se em Musi Banyuasin, na província de Samatra. Apesar de Ardi Rizal, de dois anos, a quem o pai lhe deu o primeiro cigarro quando tinha apenas 18 meses, ter manifestado... repetidas vezes esta reacção, o progenitor mantém-se indiferente. “Não estou preocupado com a sua saúde. Parece saudável”, afirmou Mohammad Rizal.

GRANDE Mourinho

Inter venceu a Liga dos Campeões 2009/2010.

22/05/2010

Ministro não se compromete com IC''s na Serra da Estrela

O ministro das Obras Públicas voltou, hoje, a não se comprometer com a construção das estradas previstas na concessão da Serra da Estrela. Numa sessão sobre desenvolvimento sustentável promovida pelo Governo Civil da Guarda em Seia, António Mendonça repetiu o que já tinha dito. «O Governo não desistiu desta concessão, adiou-a apenas, pois temos que nos adaptar ao momento que o país está a viver. No entanto, se não podemos fazer tudo, temos que fazer o essencial dentro do que é possível», afirmou. O governante justificou ainda que a conjuntura «exige selectividade relativamente aos investimentos que têm impactos económicos significativos e gerem empregos», mas não disse se é o caso destas estradas reivindicadas desde os anos 90 na corda da Serra.

Júlio Magalhães dia 26 de Junho no Museu do Pão

Como é habitual o Museu do Pão leva a cabo mais uma tertúlia. Assim, no próximo Sábado dia 26 de Junho a seguir ao jantar (22.00 h.). o museu tem o prazer de acolher, no seu Bar-Biblioteca, o jornalista Júlio Magalhães que com o público presente travará animado diálogo, como vem sendo timbre nestas tertúlias.

21/05/2010

Seia recebe Simpósio Internacional de Inovação em Turismo e Hotelaria

Vai decorrer nos dias 1 e 2 de Junho, na Escola Superior de Turismo e Hotelaria (ESTH) de Seia o Simpósio Internacional de Inovação em Turismo e Hotelaria. O evento que reúne especialistas nacionais e internacionais vai procurar debater e reflectir as dinâmicas actuais associadas ao Turismo, à Hotelaria e à Restauração, em particular as orientações, estratégias, tecnologias e produtos/serviços que, pelo seu carácter inovador, vantagens competitivas alcançadas, melhorias formativas ou novas lógicas, se constituem como processos valorativos destas áreas e factores que fomentam iniciativas para um profundo conhecimento das actuais tendências. No dia 1 de Junho, o painel é sobre “Conceitos Inovadores no Turismo e na Hotelaria” e no segundo dia, sobre “Práticas Inovadoras na Formação em Turismo e Hotelaria”. A sessão de encerramento está marcada para as 18h00, seguida de um Dão de Honra.

until one day

20/05/2010

As medidas anti-crise e o interior

A opinião do Responsável do Observatório para o desenvolvimento Económico e Social, Dr. José Ramos Pires Manso.
Estas medidas e outras que ainda se podem seguir eram inevitáveis face ao déficit das contas públicas de 9.4% e às pressões das entidades de Bruxelas, Fundo Monetário Internacional, etc., e sobretudo das agências de rating. Com estas medidas pretende-se combater o deficit e acalmar estas várias entidades que com os alarmes quase constantes estavam a tornar o crédito muito mais complicado para os portugueses (espanhóis e sobretudo gregos).
Ao eliminar as medidas anti-crise criadas numa tentativa para dominar a crise que nos tem vindo a afectar e que eram favoráveis às empresas e às famílias, está a afectar as empresas e pessoas de todo o país e por isso, também do interior.
A redução de 5% dos salários dos gestores públicos e políticos é uma medida simpática para a maioria do eleitorado mas simbólica porque afecta pouca gente e o seu valor é irrisório face à enormidade de vencimentos destes profissionais que de profissionais muitas vezes pouco mais têm do que o cartão partidário.
O cancelamento ou redução de algumas das grandes obras – 3ª travessia do Tejo, aeroporto, etc. – na actual conjuntura era inevitável face à onda de contestação quase generalizada que se abateu sobre elas.
A introdução de medidas de racionalização e saneamento financeiro nas empresas públicas deve saudar-se, peca só por ser tardia: devia ser perseguida permanentemente e não apenas em épocas de crises. Desperdiçaram-se e desperdiçam-se rios de dinheiros neste tipo de empresas por essas medidas não terem sido implementadas atempadamente.
A redução das transferências para as administrações regionais e locais (autarquias) previsivelmente em 100 milhões de euros, vai logicamente prejudicar todas as autarquias e em particular as do interior, mais débeis em termos financeiros.
A elevação das três taxas de iva em vigor até aqui em 1% vai afectar toda a gente, pois todos os bens ou serviços produzidos ou prestados internamente vão ficar mais caros; é uma medida cega porque não penaliza quem ganha mais e favorece quem ganha menos; as empresas do interior e também as do resto do país vão ressentir-se, particularmente as mais débeis e que já não têm margem para baixar os preços como forma de manterem as vendas. Esta medida é bastante certeira e favorece a evasão fiscal pois há mais tendência a vender e comprar fugindo ao fisco (21 em 100% é uma tentação para muita gente).
Vai continuar a afectar as empresas e famílias do interior face às taxas de iva praticadas do outro lado da fronteira que vão ser alguns pontos mais baixas do que por cá.
O mesmo se passa certamente com os produtos energéticos que mesmo com uma ou outra subida na parte espanhola vão continuar a ser bastante mais baratos por lá prejudicando as empresas e famílias do lado de cá da fronteira
Ao subir o IRS de quase todos os contribuintes pelo menos 1% naturalmente que está a ir ao bolso de todos os portugueses e também ao dos do interior. É uma medida particularmente gravosa para os funcionários públicos do interior e do resto, que não só viram os seus salários congelados praticamente desde o início do século (com excepção do ano passado, e porque ninguém esperava aquela redução de preços que conduziu a uma subida real!), como vão suportar uma parte razoável da crise pois a eles é-lhes vedado fugir ao fisco já que é o Estado que lhes faz os descontos directamente.
A taxa adicional de 2,5%, que incide sobre os lucros tributáveis acima de 2 milhões de euros, deixa de fora a maior parte das empresas do interior do país porque ficam de fora as PMEs e Micro PMES que são dominantes no interior, pelo que esta medida não vai ter grandes reflexos nesta zona e pelo menos neste caso não é prejudicial.
Ao aumentar a tributação do imposto de selo que incide sobre as operações de crédito ao consumo vai forçar as famílias do interior e as outras a serem mais criteriosas na contracção de créditos e a aumentarem as suas fracas capacidades de poupança, preparando as pessoas para a prática antiga de só comprar com dinheiro no bolso, o que é um óptimo conselho para as famílias mas obriga-as a abdicar de bens de que podiam desfrutar através do recurso ao crédito.
A subida dos impostos IVA e IRS vai penalizar mais as pessoas do interior que têm menores rendimentos, designadamente os pensionistas e os rurais.
O congelamento das admissões na função pública vai agravar o desemprego no curto e/ou médio prazo a não ser que a economia cresça de forma a criar mais postos de trabalho compensando os que vão fechando e os que se não abrem.
O acréscimo de IVA dos bens de primeira necessidade de 5% para 6% vai penalizar mais os reformados e os rurais do interior com rendimentos mais baixos e que possivelmente, vão deixar de poder comprar alguns dos medicamentos de que precisam para comprar esses bens.

19/05/2010

"O País está perante um problema que só se resolve com eleições?"

1) Considera que o Governo através do Primeiro Ministro tem sabido gerir a crise da melhor forma?;
2) Para si quem são os culpados por termos chegado ao ponto em que chegámos?;
3) Acha que o Governo tem falado a verdade aos Portugueses?;
4) Concorda com as medidas de austeridade anunciadas?;
5) Acha que Portugal anda a reboque do que diz a Alemanha e a França?;
6) Os sacrificios que estão a pedir aos Portugueses justificam-se ou resolviamos a crise de outra forma?;
7) Acha que o Governo já sabia antes das eleições do estado em que se encontrava o País ou considera que o Governo foi "apanhado" de surpresa?;
8) Considera que só com eleições antecipadas é que se consegue "dar a volta a isto"?;
Contribua para este debate e partilhe aqui a sua opinião.

16/05/2010

O País entendeu a atitude de Passos Coelho, aliás a atitude mais inteligente e mais digna

Leia aqui a grande entrevista de PPC ao Jornal de Notícias.
Passos Coelho: "Não dei a mão ao Governo, dei a mão ao país"
Presidente do PSD diz que, se há meio ano fosse ele o primeiro-ministro, teria evitado a actual situação de crise. Em entrevista ao JN, disse que o partido social-democrata quer flexibilizar o mercado de trabalho e que os impostos só descem se o Estado emagrecer.
Em que papel acha que os seus apoiantes o vêem: de alguém que ajudou num momento crucial ou de quem deu a mão ao Governo?
Não dei a mão ao Governo, dei a mão ao país. Foi preciso cooperar com o Governo para evitar uma situação mais difícil ainda para Portugal. Tenho pena que o Governo não tenha transmitido com toda a latitude, para não dizer com o mínimo realismo, a situação que o país tem vivido. Se o tivesse feito, talvez o país percebesse por que razão fomos forçados a tomar estas medidas. Teria sido mais fácil perceber que atravessamos uma situação extremamente difícil, não apenas porque estamos contagiados por uma situação financeira muito difícil em toda a Europa, mas também porque temos fragilidades próprias, que nos colocaram na primeira linha da ameaça. Só conseguiremos sair dessa primeira linha se mudarmos alguma coisa de estrutural. O sector financeiro passou por uma das crises mais graves de que há memória, nestes últimos 15 dias (e que está lentamente a ser ultrapassada), e o Estado esteve na iminência de não assegurar, em condições sustentáveis, o financiamento à República. Só agora, que a resposta a nível europeu foi encontrada e que alguma confiança pôde ser transmita aos mercados, o Estado estará em condições de fazer esse financiamento.
Imaginou, quando tomou posse, que, dois meses depois, estaria ao lado do PS a aprovar medidas de tão severa austeridade?
Quando tomei posse disse que devíamos começar a mudar estruturalmente a sociedade, repensar as funções do Estado, diminuir a despesa pública e tomar decisões estratégicas, enquanto tínhamos autonomia para escolher o caminho que queríamos fazer. E temos perdido tempo. Perdemos os últimos anos e não ganhámos nos últimos dois meses nem realismo nem capacidade de iniciativa. Essa foi a razão por que nos mostrámos mais frágeis e tivemos de apresentar medidas que, noutras circunstâncias, não teriam sido necessárias. Por essa razão, também, entendi que não devia ter uma posição de arrogância ao comunicar as decisões: sempre defendi que a primeira linha de resposta deveria ser o corte da despesa e não o aumento dos impostos. E, se temos mais cortes na despesa, deve-se à pressão forte exercida por nós. Mas reconheço que não era possível ter uma posição externa credível se não tivéssemos aumentado os impostos.
O pedido de desculpa não pode ser entendido como uma desresponsabilização de quem, há bem pouco tempo, dizia que a sociedade não aguentava mais impostos?
Continuamos no limite da sustentabilidade dos impostos. Não há mais espaço para continuar este caminho. Mesmo que o Estado aumente impostos no futuro, os resultados serão muito escassos. Se eu tivesse sido primeiro-ministro neste tempo, garanto que as medidas importantes que tiveram de ser agora adoptadas sob pressão externa tinham sido tomadas há muito mais tempo, com menos dor, sem necessidade de aumentar os impostos. Quanto mais cedo fizermos o nosso trabalho de casa, mais depressa poderemos trabalhar para o crescimento da economia e da coesão social. Não fui eu, portanto, que deixei chegar o país a esta situação, mas, chegados a este ponto, em que medidas drásticas têm de ser tomadas e rapidamente, concedo que não há outra possibilidade de aparecer perante Bruxelas e o Banco Central Europeu sem uma solução deste tipo. E por isso achei que fazia sentido começar por dizer ao país que lamentava e pedia desculpa por ter contribuído para esta solução, a única que podemos apresentar nos dias de hoje. Mas isso não significa lavar as mãos.
Significa levar o Governo às costas, como diz Alberto João Jardim?
O Governo é que governa, exerci o papel que devia ter exercido para não abandonar Portugal e evitar que o país caísse no caos em que teria caído, se estas medidas não fossem aprovadas. Estou de consciência tranquila de ter posto primeiro Portugal e o meu sentido de dever numa situação que era de emergência nacional . Isso não significa que tenha decidido fazer um Governo com o Partido Socialista ou que esteja a fazer um acordo parlamentar com o PS. Pelo contrário, estou a dizer que estarei muito vigilante na forma como o Governo vai agora concretizar essas medidas.
Podemos concluir deste acordo que não haverá eleições legislativas antecipadas por iniciativa do PSD?
Seria a coisa mais simples do mundo ter precipitado eleições, na medida em que o Governo não teria credibilidade externa para prosseguir caminho sem as medidas que apresentou. Simplesmente, nós teríamos muito mais do que eleições: teríamos o Fundo Monetário Internacional e uma recessão séria nos próximos anos. Era o que teria acontecido, se o PSD quisesse uma desforra política, até porque não temos qualquer responsabilidade na situação. Este primeiro-ministro é primeiro-ministro há seis anos, não há dois nem há um.
Tem responsabilidade, agora?
Tenho a responsabilidade de ter dito que o país precisava de, nos próximos seis anos, fazer o trabalho de casa que não fez nos últimos seis, de ter dado oportunidade ao país de, em vez de mergulhar no caos social, ganhar credibilidade externa para manter condições políticas de estabilidade e fazer o trabalho de casa. Se vai ser feito ou não, depende do Governo.
Pode responsabilizar-se o Governo e o PSD pelas consequências das medidas adoptadas?
Sim, e espero que sejam boas. Apresentarmos no final do ano um resultado de finanças públicas mais sustentável do que o que tínhamos: em vez de um défice de 9,4%, poderemos chegar ao final do ano próximo dos 7% para, no próximo ano, apresentar um resultado até 4,6%. Isto significa que podemos garantir financiamento externo à economia, manter a Banca portuguesa aliviada do garrote da liquidez e, sobretudo, que, em Portugal, se faça confronto político em torno do que devem ser as reformas estruturais. Esse debate precisa de ser aprofundado para que o país escolha livremente se quer manter o rumo seguido nos últimos anos ou se quer mudar de rumo.
Quando os sindicatos saírem à rua em protesto contra estas medidas vai sentir-se pessoalmente atingido?
Espero que todos os que mostrarão o seu desagrado tenham consciência de que essas medidas são, hoje, as estritamente necessárias. Não estou a dizer que as pessoas têm razões para celebrar; têm razões para estar aborrecidas e contrariadas, eu também estou contrariado - e não acredito que o Governo esteja feliz -, mas as medidas são necessárias. O importante é que o Estado não recorreu apenas ao aumento dos impostos, também deu o exemplo: pediu mil milhões em impostos, mas ofereceu mil milhões em cortes da despesa.
Uma parte significativa veio do subsídio de desemprego...
Não é significativa, é alguma. Estima-se em cerca de 120 a 150 milhões de euros o que o Estado pode reduzir de despesa face ao ano anterior com uma maior fiscalização das prestações sociais, evitando fraudes, abusos, com a redução do valor do subsídio de desemprego e também das medidas anti-cíclicas que estavam anunciadas e que representavam, no essencial, acções de formação pagas para sectores muito específicos que têm vindo a recuperar no primeiro quadrimestre deste ano, em particular o sector automóvel. Há um esforço grande do Estado para cortar despesa, cerca de 250 milhões de euros, por exemplo, em consumos intermédios, em aquisições de bens e serviços, apesar de, há cerca de duas semanas, o Governo ter dito na Assembleia da República que as propostas do PSD eram uma mão cheia de nada. Pelos vistos não são.

15/05/2010

Em Oliveira do Hospital a Ministra do Ambiente anunciou hoje...o aumento do preço da água

Aumento do preço da água é "inevitável e necessário", diz ministra do ambiente.
A ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, afirmou este sábado em Oliveira do Hospital que "o preço da água ao consumidor vai ter que subir", um aumento que considera "inevitável e necessário".Dulce Pássaro encerrou a quarta edição da Conferencia "Aquanostra - Água e Ambiente uma Cumplicidade Conveniente", promovida pelos Clubes Rotários da Beira Serra que decorreu hoje em Oliveira do Hospital. A ministra do Ambiente referiu que, "perante a lei, os municípios podem sempre estabelecer livremente o preço da água", sendo que a Constituição da República assim o determina, mas considera que "esta não será uma boa prática". "Este é um tema muito polémico", disse a ministra, adiantando que a Entidade Reguladora das Águas e Resíduos "já fez uma recomendação para calcular o preço com base num modelo único". Sobre este tema, Dulce Pássaro, alertou os municípios para que "acautelem situações de especial dificuldade económica e também as famílias numerosas", estabelecendo tarifas especiais para estas situações. Francisco Ferreira, da Quercus, também orador neste colóquio, corrobora a opinião da ministra, afirmando que "é necessário explicar aos portugueses que a água que consumimos está barata" e que esta situação leva ao desperdício. João Pedro Rodrigues, presidente da empresa Águas do Zêzere e Côa (AZC), outro dos oradores, salientou a necessidade de serem criados "mecanismos de solidariedade em relação ao interior do país" e exemplificou com o custo do metro cúbico de água em Lisboa (1,7 euros) comparado com o custo na região abrangida por esta empresa que "ronda os 4,7 euros". João Pedro Rodrigues disse, no entanto, que o preço de produção de água pela AZC "irá baixar por razões técnicas e de diminuição do investimento em infraestruturas". Dulce Pássaro abordou também o Plano Nacional de Construção de Barragens (PNCB), afirmando que "existe algum consenso sobre ele" e que é "na globalidade muito positivo para o país". "O PNCB tem alguns impactes ambientais, mas estes serão atenuados por mecanismos de compensação", afirmou a ministra. Dulce Pássaro referiu também a importância do novo Polis para os rios que "terá uma abordagem integrada, replicando o que foi feito para o Polis das cidades" e que, segundo afirmou, "irá permitir a requalificação de muitos cursos de água em todo o país". Questionada pela Lusa sobre o impacto no seu ministério das medidas de austeridade recentemente anunciadas pelo Governo, Dulce Pássaro afirmou que estas "não vão ter grande impacto, pois a maioria dos projetos são prioritários e são sobretudo financiados pelo Quadro de Referencia Estratégica Nacional". (Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico)
Lusa

Combustíveis sobem na próxima semana

O comportamento dos mercados antecipa um aumento dos preços da gasolina e do gasóleo em Portugal na próxima semana. Os preços praticados pelas gasolineiras têm como base a cotação média da gasolina e do gasóleo na semana anterior. Tendo em conta que, segundo dados da Bloomberg, ambos subiram esta semana - 3,86% e 4,23% respectivamente - antecipa-se um novo aumento dos preços dos combustíveis a partir de segunda-feira. Nos postos de combustível, o litro de gasóleo custa actualmente cerca de 1,199 euros, enquanto o preço da gasolina ronda os 1,429 euros por litro. De acordo com o último relatório de Bruxelas, depois de impostos, o preço médio da gasolina 95 octanas praticado em Portugal é o sexto mais caro em toda a União Europeia. Já o gasóleo é o 13ª mais caro entre os 27 países do espaço comunitário.
por: Rita Paz

14/05/2010

Museu da Miniatura Automóvel apresenta colecção de Papa-Móveis

No âmbito da visita do Papa Bento XVI a Portugal, o Museu da Miniatura Automóvel, sediado em Gouveia, Serra da Estrela, apresenta como um dos fortes atractivos de 2010 a colecção de Papa-Móveis, dos mais diferentes Papas. Constitui-se assim uma oportunidade única de ver diferentes modelos, designadamente, o Fiat 525 de Pio XVI, o Mercedes Adenauer e o Citröen DS de João Paulo XXIII, o Mercedes 600 Landaulet de Paulo VI, o Mercedes S500 de Bento XVI e vários Mercedes utilizados pelo Papa João Paulo II. A organização destaca duas miniaturas do Papa João Paulo II, nomeadamente, o Fiat Campagnola, com o qual sofreu o atentado em 1981 e o UMM que foi propositadamente construído aquando da sua visita à Madeira em 1991, com a matrícula UX-19-91. Trata-se de uma miniatura rara, acrescenta a nota informativa, já que a mesma foi construída pelo coleccionador Rui Miller, baseado no modelo à escala real, com base num modelo Alter em resina. O Modelo foi serrado e acrescentado em comprimento, para fazer a versão do chassis longo da mesma, que equipa o Papa móvel.
in: http://radioboanova.com

13/05/2010

Domingo é dia de Marcha da Solidariedade

A Galeria Paz de Espírito e o Solar do Mimo – Centro de Acolhimento Temporário de Crianças em Risco, vêm por este meio apresentar a V. Exa. a II Marcha da Solidariedade, que tem por objectivo a angariação de fundos para o Solar do Mimo. A Marcha da Solidariedade deste ano, a realizar no próximo dia 16 de Maio, pelas 10 horas, conta com a presença e apoio do Campeão Olímpico, Carlos Lopes. O percurso de grau de dificuldade médio, terá uma distância de mais ou menos 3 Kms, sendo que a partida se fará do Solar do Mimo, São Romão, em direcção ao Largo da Câmara Municipal de Seia. A caminhada é aberta a toda a comunidade, mediante inscrição, onde cada pessoa poderá contribuir com pelo menos 1 euro para esta causa. As inscrições podem ser feitas na Galeria Paz de Espírito (238083880) e no Solar do Mimo (238083011).
Participem! Dêem o vosso contributo.

Portugal em CRISE. Medidas de austeridade vão ser anunciadas

Subida das 3 diferentes taxas do IVA em 1% (de 5% para 6%, de 12% para 13% e de 20% para 21%).
Subida do IRC;
O Governo vai aprovar um imposto extraordinário que incidirá sobre os salários e que poderá ascender a 1,5% do rendimento. O novo imposto será de 1% para quem tem um rendimento inferior ou igual a cinco salários mínimos nacionais, ou seja 2.375 euros, e de 1,5% para os restantes;
O Executivo irá ainda cortar em 5% os ordenados dos políticos e gestores públicos;
Será também criada uma taxa adicional de 2,5% para empresas e para a banca.

10/05/2010

«O título não é de Lisboa, é de todo o País»

Recebido no edifício da Câmara Municipal de Lisboa, o presidente do Benfica agradeceu a honra prestada pelo edil da capital, mas deixou a garantia: «O título conquistado não é de Lisboa, é de todo o País.»«O Benfica nasceu em Lisboa, mas nunca se fechou na cidade. Nunca dividimos o País, somos do Norte e do Sul, de todos os locais onde existem benfiquistas», afirmou Luís Filipe Vieira, que fez, então, questão de dedicar o título «a todos os sócios e simpatizantes do clube existentes por todo o Mundo».Deixou ainda a garantia de que «o Benfica vai continuar tal como tem sido, seguro das suas capacidades e optimista quanto ao futuro». Rematando: «Este título não foi contra ninguém, por isso é de todos os que gostam de futebol e de todos os que são tolerantes, aceitando as diferenças.A finalizar, Luís Filipe Vieira emocionou-se ao evocar a memória de Walter Marques (ex-dirigente do clube que faleceu no início do ano) e entregou camisola do clube com o número 10 a António Costa.

Envie a sua mensagem de parabéns ao BENFICA

O Sport Lisboa e Benfica sagrou-se CAMPEÃO NACIONAL 09/10, 32º título da sua história, confirmando o clube mais laureado da prova. Vem coroar uma época sublime na I Liga, com exibições de alta qualidade ao longo dos últimos meses, empolgando sócios e adeptos por todo o mundo, elogiado por todos, dono do melhor ataque e da melhor defesa, levando ao rubro a ‘Catedral’ embate após embate.Aproveite esta oportunidade e envie os parabéns ao nosso clube pelo título, através do site oficial do Benfica, que promete publicar muitas das mensagens.Envie a sua mensagem para: mensagensslb@sportmultimedia.pt, identificando-se com o nome, localidade.Seja original, apele ao seu benfiquismo e registe a emoção desta data sempre especial.
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09/05/2010

BENFICA CAMPEÃO 2009/2010

Imagens em tempo real a partir da Av. 1.º de Maio em Seia e noutros pontos de festejos onde decorre a festa Senense de comemoração do Benfica Campeão 2009/2010

08/05/2010

Cerca de 700 peregrinos assistidos pela Cruz Vermelha Portuguesa - Delegação de Seia

A Delegação da Cruz Vermelha Portuguesa de Seia, assistiu desde a passada 5.ª feira até hoje, mais de 700 peregrinos. Em vários pontos de assistência desde Pinhanços, passando por Torroselo até à Póvoa das Quartas, uma equipe pluridisciplinar composta por enfermeiros, médicos, assistentes sociais, massagistas, fisioterapeutas e outros voluntários de várias áreas, o apoio centrou-se exclusivamente no tratamento de pés, musculos, apoio psicológico, apoio alimentar e outros. Segundo a Presidente da Delegação de Seia da Cruz Vermelha Portuguesa, Maria Irene Caetano, esta acção envolveu além dos membros da Delegação, cerca de 60 voluntários do Concelho de Seia, de várias localidades que se quiseram juntar a esta acção de voluntariado e dar aos peregrinos o apoio necessário para que estes atinjam o objectivo das suas promessas rumo ao Santuário de Fátima no ano em que o Papa Bento XVI visita o nosso País. De registar o número elevado de peregrinos em relação a anos anteriores. Desta forma a Delegação de Seia da Cruz Vermelha Portuguesa cumpriu com a sua missão totalizando o apoio a mais de sete centenas de peregrinos.

05/05/2010

O que é a EUNIC?

EUNIC Bruxelas é o quadro da União Europeia através do qual as instituições culturais nacionais, com uma presença permanente na Bélgica, juntamente com as suas redes em toda a Europa coooperam no desenvolvimento e execução de projectos multilaterais exclusivamente cultural e de iniciativas/actividades. A EUNIC Bruxelas pretende elogiar o papel dos programas nacionais e culturais dos seus institutos membros. EUNIC Bruxelas é um projecto dirigido, é uma organização voluntária que pretende reflectir sobre a diversidade em todas as suas formas e, ao mesmo tempo que reconhece a importância do património cultural comum da Europa. Organiza acções conjuntas baseadas em interesses comuns europeus, com o objectivo de aprofundar o entendimento e o respeito entre as pessoas. EUNIC Bruxelas não representam os interesses de todo o sector cultural específico e as suas atividades incluem projectos nas artes, educação, linguagem, sociedade civil, entre outros. Desde a sua criação em 1997 CICEB / EUNIC Bruxelas tem desfrutado de uma estreita relação de trabalho com a Comissão Europeia e outras instituições da UE. Ele tem sabido dar resposta aos convites à apresentação de propostas com uma vasta gama de projectos relacionados com a cultura. Com seus 13 institutos de membros e 12 línguas EUNIC Bruxelas é um bom exemplo de cooperação cultural europeia. A Presidência do EUNIC Bruxelas gira anualmente como os agentes principais. Actualmente, a Presidência é exercida pelo Ministro da Cultura Húngaro, e as vice-presidências do Centro de Informação romeno e pelo Istituto Italiano di Cultura. Reconhecendo os desafios culturais hoje EUNIC Bruxelas está centrada sobre o Diálogo Intercultural, Multilinguismo e Cidadania Europeia.
Saiba mais sobre a EUNIC em: http://www.eunic-brussels.eu/asp/index.asp

03/05/2010

Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro


Esta infra-estrutura torna acessível aos visitantes toda a herança cultural das Guerras Penínsulares, potenciando, também, o concelho da Lourinhã, bem como a freguesia do Vimeiro, que passa a contemplar um núcleo de atracções turísticas composto pelo Centro de Interpretação, o Monumento Comemorativo da Batalha, Imóvel de Interesse Público desde 26 de Fevereiro de 1982, e os percursos pedestres - criados, também eles, no âmbito das comemorações do Bicentenário. Com um carácter multifuncional, o CIBV permite congregar peças museológicas, documentos da época e conteúdos virtuais. Projectado pelo arquitecto Augusto Silva, este equipamento encontra-se estrategicamente orientado, permitindo que os visitantes visualizem, logo à entrada, parte do campo de batalha. O CIBV compreende um auditório, uma sala de estudos que incorpora documentação relacionada com o período das Guerras Peninsulares, bem como salas de exposição. Para além de mostras de cariz temporário, o CIBV acolhe exposições permanentes constituídas, em grande parte, por donativos da população do Vimeiro que, desta forma, contribui, para o sucesso destas iniciativas.