07/12/2006

A cada dia que passa, Portugal afunda-se cada vez mais na pobreza


Isso mesmo prova um estudo denominado «Viver na Europa», realizado pelo Departamento Federal alemão de Estatísticas nos Estados-membros da União Europeia (UE), que dá conta que em Portugal, na Irlanda e na Eslovénia, 21% da população vive sob ameaça de risco de pobreza, abaixo dos 458 euros mensais. Depois dos três países já visados, o mesmo estudo indica que a Espanha (20%) e a Itália (19%) têm taxas elevadas de população sob risco de pobreza, ao passo que França (14%) e Áustria (13%) têm uma média semelhante à alemã (13%), sendo que a taxa mais baixa é a dos países escandinavos e do Luxemburgo (11%). Segundo refere o Diário Digital, a entidade germânica explica, no entanto, que esta definição de pobreza é relativa, sendo medida de acordo com padrões europeus. «Não se trata de uma definição de pobreza absoluta, que se pode comparar com países do Terceiro Mundo, trata-se de uma definição que se dirige à nossa sociedade», afirmou Walter Rademacher, vice-presidente do Departamento Federal de Estatísticas da Alemanha. Nesse sentido, para que alguém seja considerado «ameaçado de pobreza» na UE é necessário que disponha de menos de 60% do salário médio líquido pago em cada país, o que em Portugal equivale a cerca de 458 euros. Na Alemanha, esta quantia seria de 856 euros. Quem recebe menos de 40% do salário médio líquido é considerado realmente pobre.

2 comentários:

Arte por um Canudo 2 disse...

Estamos sempre à frente do pelotão pelas piores razões. Nunca mais nos endireitamos.Bom fim de semana.Um abraço

Luis Silva disse...

Então aqui no interior isto está cada vez pior. Ando há anos a falar que um dos grandes problemas de alguns locais aqui do interior da Serra da Estrela é a falta de uma rede de transportes públicos que permita a que cidadãos deste concelho de Seia se desloquem à sede de concelho sem, gastarem aos 40 e 50 euros em táxis, mas o que se vê é um total desinteresse por esta situação. Seia tem perdido muito investimento por causa deste problema. Ainda este fim-de-semana no Correio da Manhã vinha um retrato sobre a desertificação no concelho de Seia e um dos principais problemas apontados foi este...mas não vale a pena gastar mais latim e dedos neste teclado. Somos pobres e a cada dia que passa mais pobres seremos.