15/03/2009

Como irá actuar a Justiça?

Aveiro:
Pai do bebé que morreu foi constituído arguido
O pai do bebé de nove meses que quinta-feira foi encontrado já sem vida no interior de um automóvel, estacionado numa zona residencial de Aveiro, foi constituído arguido, revelou fonte da Polícia Judiciária de Aveiro(PJ). «O pai da criança foi interrogado e constituído arguido, sendo-lhe imputada a presumível autoria de um crime de homicídio na forma negligente», disse à Lusa Teófilo Santiago, responsável pelo Departamento de Investigação Criminal de Aveiro da PJ. O bebé de nove meses foi encontrado já sem vida fechado dentro do carro que estava estacionado na Rua de Timor, no bairro da Forca-Vouga. De acordo com fonte do Comando de Operações de Socorro (CDOS) de Aveiro, o alerta foi dado pelas 13:19 quinta-feira e para o local foi enviada uma viatura médica de emergência e reanimação (VMER), mas a criança já se encontrava cadáver, tendo o corpo do bebé sido transportado pelos Bombeiros Novos para a delegação do Instituto de Medicina Legal de Aveiro. O pai terá ido trabalhar e ficado de deixar a criança no infantário que frequentava, ambos localizados na zona onde estacionou o carro, mas deixou esta supostamente a dormir na viatura.
O que é que a Justiça tem reservado para este pai?
Terá ele o mesmo tratamento que tiveram os Mccann?
Ao Português já lhe estão a atribuir a presumivel autoria de um crime na forma negligente.Aos Ingleses que género de crime a Justiça lhes atribuiu?
Não terão sido os Ingleses negligentes em deixarem a menina de 3 e dois gémeos de 2 anos sozinhos numa noite num quarto de um hotel num país que não o deles com o desaparecimento (ou morte) da filha de 3 anos?
Sugere-se bom senso à Justiça até porque o Pai da bébé de Aveiro sentiu a dor e a perda do seu bébé e essa dor irá acarretá-la para a vida toda. Não há justiça que supere a dor deste pai.

2 comentários:

Anónimo disse...

Da Justiça só espero uma coisa que seja o que deve ser, justa. O pai do bebé, que eu conheço pessoalmente, pode ter morto o filho fisicamente, mas ele morreu com ele emocionalmente. É uma dor tremenda que o impedirá de viver. E não acreditem em todas as notícias, que transformam alguns factos para os tornarem mais sensacionalistas, sem se importarem com os amigos e familiares do bebé que estão num sofrimento atroz. Eles já se condenaram a eles próprios, a justiça condenerá - seja de que forma for - o pai. Será que ainda são necessárias mais condenações? É desumano.
Joana Duarte

Pinhas disse...

Muito sinceramente, não tenho palavras. Não para criticar, mas para explicar o que eu faria ou como me sentiria se acontece-se comigo.
Não acredito que o Pai se tenha esquecido do filho.
Acredito que o dia-à-dia, o stress, às vezes, nos leva a fazer coisas que nunca pensámos fazer.
A nossa cabeça é uma "máquina" muito complicada de se perceber.
Não queria estar na pele deste Pai.
Nuno Pinheiro

blog-do-pinhas.blogspot.com