18/07/2008

As frases chave das primeiras 5 entrevistas

Ouvir quem tem de ser ouvido. É assim desta forma que considero estas entrevistas importantes para conhecermos melhor o Concelho e a cidade de Seia. Aqui não se inventa nada, tudo o que é referido é aquilo que os cidadãos vivem no seu dia-a-dia, aqui manda o poder do cidadão. Qual de nós não ficou a conhecer melhor os problemas das Freguesias até agora referenciadas? É ou não é uma boa base de dados para o poder político local e nacional poder consultar, meditar e agir? Os cidadãos falam desinteressadamente das opções políticas porque a maior parte não o é nem o quer vir a ser. Falam acima de tudo pelo amor às suas terras, à sua região e ao seu Concelho. Isto é a voz do cidadão no seu melhor. Até agora já publiquei 5 entrevistas. Agora chegou a vez de publicar aqui em jeito de resumo o que já foi referenciado com mais premência pelos autores. Relativamente à questão se os blogues têm ajudado na divulgação do Concelho é unânime a resposta positiva sendo que no geral pode ser entendida como uma fonte de informação credível, séria e importante que para além de dar a conhecer a noticia no plano local, regional e nacional é também uma ferramenta cada vez mais utilizada para consulta pela comunidade emigrante. Como o João Carreira dizia, “cada pessoa é um embaixador da sua terra”.

TURISMO

“faz falta no Concelho de Seia, em primeiro lugar, uma nova consciencialização colectiva que ajude a derrubar muros de marasmo e que ao mesmo tempo ajude a erguer uma frente comum de progresso”. “Seia já é hoje uma referência nacional e internacional pela valorização dos seus produtos locais, como sejam o queijo, o mel, o vinho e o pão, mas teremos de tirar partido de outros “nichos” do mercado turístico. O eixo da Ponte do Mondego até à Torre, que podia ser um filão para o concelho, tem estado ao longo dos últimos 30 anos entregue à sorte”. “O património histórico do concelho devia ser mais valorizado”
Mário Jorge Branquinho
“É uma região eminemente… incaracterística. Do lado de lá ainda há qualquer coisinha, mas do lado de cá não há nada.”. “Falta visão a quem tem decidido, arrojo à iniciativa privada e qualidade em quem devia fazer oposição ao marasmo em que Seia esteve mergulhada mais de uma década, enquanto a Covilhã trabalhou todos os dias.”. Faz falta no concelho de Seia Gente com ideias. Tout court. Sem isso não vale a pena falar do resto.
João Tilly

“Em Vide são precisas mais infra-estruturas e condições nomeadamente ao nível da habitação/alojamento, para que os turistas possam visitar e ficar.”
Manuel Costa Dias

“A Serra ainda é sinónimo de neve, por sua vez neve é sinónimo de Turistrela que detém o monopólio turístico no Maciço Central”
Pedro Amaro

“Em Loriga, falta um estabelecimento hoteleiro de relevo que atraia e revele as belezas da região. Falta um posto de turismo ( já há planta) e penso que os vários Presidentes da Junta têm feito tudo o seu melhor para atraírem turismo. O fundamental é não deixar envelhecer a população, nem a deixar fugir, atraindo empresas e ajudando os jovens a terem o prazer de viver em Loriga.”
João Carreira

EVENTOS CULTURAIS
“Pode concluir-se que se pode fazer menos, mas melhor, com maior projecção e mais impacto, embora trabalhar nesta área no interior do país, como se sabe é quase um acto heróico.”
Mário Jorge Branquinho
“Cheguei a pensar em constituir uma empresa promotora de espectáculos para fazer um mega festival Rock na Santa Eufémia de Paranhos (mais uma super ideia de borla…) Agora já não.” “Nada na onda estupidificante de um Super Bock, Super Rock, que isso só serve para se consumirem umas toneladas de cerveja e se fumarem umas arrobas de “rosmaninho”. “Já tivemos festivais até na zona paradisíaca da Sra do Desterro, com os GNR”
João Tilly

“A câmara tem de organizar ou patrocinar eventos culturais mais pequenos, que não deixam de ser importantes.”
Pedro Amaro


POLITICA
“entendo que nos aproximamos de um tempo de mudanças, novo fôlego e novas gerações políticas para dar continuidade a um trabalho autárquico que tem sido marcadamente personalista.”. “com as vias de comunicação concretizadas, o hospital e todo um conjunto de infra-estruturas culturais, sociais e económicas, julgo que se abrirá dentro de pouco tempo uma nova frente de desenvolvimento, apostada no imaterial.”
Mário Jorge Branquinho
“O concelho está a desertificar a olhos vistos. Uma emigração como não se via desde os anos 60 e ninguém fala nisso. Há quase tudo para fazer.”
João Tilly
“Choca-me ver que a Freguesia de Vide é uma das freguesias mais esquecidas do concelho, ou se não a mais esquecida, só se vêem por cá os nossos autarcas ou para participar nalguns almoços, ou para cativarem votos para serem eleitos”. “Não quero que isto seja entendido como uma critica mas sim como um apelo para que se lembrem mais de nós, porque tambem nós os videnses pagamos os nossos impostos, e tambem somos seres humanos.”. “A Freguesia de Vide, ficou parada no tempo, e que nada foi feito para melhorar as condições de vida desta gente serrana.”
Manuel Costa Dias
“O concelho de Seia não é só a cidade de Seia, é toda uma região cheia de potencial que os autarcas concelhios fazem questão em esquecer, a maioria das freguesias foram esquecidas e as consequências estão aí: falta população, faltam postos de trabalho para fixar os jovens, faltam apoios à natalidade, faltam estações de tratamento de esgotos, faltam infra-estruturas desportivas.”. “A situação é agonizante, os tempos de pujança já passaram, os jovens são poucos e são muitos os que têm mais de 65 anos, vai ser difícil inverter essa tendência. Loriga deixou de ter a importância que já teve, os votos são poucos…”. “A população decresceu mais de 60% se a comparar com os anos sessenta, a taxa de natalidade é residual, as escolas fecharam ou têm poucos alunos, a maior parte das fábricas fecharam. Se nada for feito Loriga vai ser um grande aglomerado de casas abandonadas.”
Pedro Amaro
“Julgo que os Presidentes do Município e das Juntas de Freguesia têm a vantagem competitiva do lugar e fazem obrigatoriamente obra. Devem os cidadãos julgar depois a obra feita. Os resultados, pelos números apurados, têm sido uma enorme derrota do PSD e deve o PSD encontrar em si os motivos da derrota, se resultam de fraquezas suas ou de aspectos positivos de quem está no poder.”. “Muito falta para voltar a ser a Loriga da minha infância ao som de gente constantemente a correr na rua vindo e indo para as fábricas ao som das sirenes. Nada volta para trás. Loriga e outras terras do Concelho agonizam, esvaziam-se e envelhecem e seria bom que todos se unissem e criassem objectivos para inverter a situação que não só existe no Concelho de Seia, mas também em todo o Interior. Infelizmente, o poder central tem carregado bastante o poder local”. “O esforço do saneamento e de obter níveis razoáveis de água à população são uma notável vitória da população de Loriga e da Junta de Freguesia. O crescimento habitacional e o planeamento não tem sido tão bem geridos e têm resultado até no estreitar de ruas, anteriormente mais largas. A saúde, ou melhor, a falta de um médico permanente é uma tragédia em Loriga. Infelizmente, para além de um pouco de comércio e hotelaria, toda a indústria centenária de lanifícios, desaparecida, originou uma valente migração e emigração.”” só resta isto e várias ruínas de fábricas.”
João Carreira


FIAGRIS
“A Fiagris tem que mudar, porque mudou tudo à volta e os pressupostos da sua organização não evoluíram. A Fiagris tem de ser sempre a Festa do povo, mas não tem necessariamente de ser a Feira de poucas vendas.”
Mário Jorge Branquinho
“Pagar para se ver quem paga para lá estar é, no mínimo, pouco inteligente. Mas penso que isso vai mudar, porque de cada vez que eu denuncio uma evidência ela acaba por mudar… 2 anos depois. Nem o nome faz sentido porque a feira já não é industrial e muito menos agrícola.”
João Tilly
“Olhe que essa feira pelo que me tenho apercebido, representa pouco, talvez por ser pouco divulgada aqui na nossa localidade”
Manuel Costa Dias
“Não ligo muito à FIAGRIS, no entanto parece-me que cada vez tem menos força económica e social.”
Pedro Amaro
“As candidaturas para a FIAGRIS terminaram no final de Maio e eu, por não viver em Loriga, desconheço se haverá algum pavilhão. Pessoalmente gostaria que sim e que fosse aproveitado pelos empresários locais para difundirem os seus produtos e que a Junta de Freguesia também aproveitasse para dar a conhecer a terra.”
João Carreira

RADIO
“É evidente que há os jornais locais e a internet, mas esses não substituem a rádio, que é um órgão do povo que permite acesso privilegiado e democratizado à informação”
Mário Jorge Branquinho

2 comentários:

João Carreira disse...

Caro Luís Silva,

Uma excelente análise/resumo e com vários aspectos coincidentes. Espero que sirva para todos pensarmos e encontrarmos formas de agir; conservando ou melhorando o que de bom temos e superando dificuldades e problemas apontados.
Como sempre já esperando mais entrevistas.
Parabéns.Com estima e admiração.

João

Dani disse...

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