30/07/2008

Entrevista com...António Brito

ENTREVISTA EXCLUSIVA

autor do Site: http://valezim.no.sapo.pt/

VALEZIM em análise

Luis Silva (LS) – O que o levou a criar um site/blog sobre a sua Freguesia de Valezim?
António Brito (AB) - Levar as pessoas de Valezim a discutir de uma forma aberta o que pensam sobre a nossa terra, o concelho, o país e o mundo em que vivemos. Passar da “má língua” a uma forma assumida de passar para o mundo da Internet o que pensamos, o que gostamos, o que não gostamos e o que queremos para a nossa terra.
LS – Considera que o Concelho de Seia em geral e Valezim em particular é hoje mais divulgado a nível nacional e internacional devido á existência dos sites e blogues que por cá proliferam?

AB - No que se refere a sites sobre as freguesias e concelhos, sem duvida. A forma de consulta mais imediata é a Internet. Quem procura algo a forma mais imediata é recorrer ao Google, ainda que acidentalmente qualquer cibernauta acabará por encontrar ou se “esbarrar” com um conteúdo sobre o nosso conselho. Quanto aos blogues, tratam-se de canais de informação consultados por grupos mais restritos de pessoas, ou seja, trata-se de um conjunto menor de pessoas, mas que faz uma consulta mais assídua dos blogs. Foi um salto importante: não ter obrigatoriamente que pertencer à elite que escreve no “jornal da terra” para poder dizer o que pensa.
LS – Sendo uma região eminentemente turística o que faz falta à Freguesia de Valezim para atrair ainda mais turismo? Existem unidades de turismo de habitação na sua freguesia?
AB -
O que falta são equipamentos Turísticos, desde alojamento a restauração ou organização de eventos e actividades. Para quem conhece como eu este país de lés a lés permito-me dizer que condições existem, apareçam os investidores. Há duas casas de turismo rural: A Casa do Forno.
LS – O que está bem feito em Valezim e quais os grandes problemas que ainda persistem?
AB - Trata-se de uma terra muito organizada, desde há muitos anos com um conjunto de infra-estruturas básicas desde há muito tempo que faz inveja a muitas terras do país. O que falta fazer: a etar cujas obras nunca mais têm inicio, as obras prometidas pela Câmara para a Igreja de Nossa Sra do Rosário, a nossa Igreja Velha, e outras obras de pormenor. O problema maior continua a ser encontrar forma de fixar as pessoas.
LS – Como vê hoje a situação actual de Valezim no panorama local e concelhio?
AB -
Julgo que se enquadra no panorama geral de uma região que vê partir os seus filhos sem conseguir encontrar formas de os fixar. Partem muitas das vezes para concluírem uma formação que se torna um caminho sem regresso.
LS – Ao nível político. Enquanto cidadão acha que o concelho está a ter o desenvolvimento que deve ter, ou, há mais para fazer e o quê?
AB - Há sempre mais a fazer. Uma terra sem acessibilidades no interior morre. Finalmente vislumbra-se uma decisão sobre o assunto, e parece que a infindável novela túnel/não túnel acabou. Não pode existir um concelho onde só há empresas de serviços. Saber captar investimentos como o Call Center da EDP é prioridade máxima.
LS – FIAGRIS. O que representa para Valezim esta Feira? Houve algum stand da Freguesia nesta feira?
AB -
A esta data já acabou. Tanto quanto tive conhecimento (uma vez que estive fora) não houve participação.
LS – Por último. Fale-nos um pouco sobre as Instituições que existem na Freguesia.
AB -
Clube Recreativo e Educativo Valesinense: Uma associação com mais de 50 anos e mais de 300 associados, continua a ser uma entidade dinamizadora e promotora do espírito de grupo. Longe de actividades desportivas que esgotem os parcos recursos que dispõe tem uma sede da qual se pode orgulhar e organiza um conjunto vasto de actividades.
5ª Sessão dos Bombeiros Voluntários de S. Romão: um sinal claro do que a boa vontade pode fazer. Com uma sede à medida das necessidades acaba por ser um complemento importante à actividade dos bombeiros de São Romão.
Associação Valezinense de Apoio à Terceira Idade: começa a dar os seus primeiros passos, numa actividade que se tem demonstrado vital na manutenção da qualidade de vida dos nossos idosos.
Junta de Agricultores do Regadio Tradicional e Dornela: numa actividade agrícola que se extingue, mantêm os sistemas a funcionar
da nossa terraesta data já acabou. Tanto quanto tive conhecimento (uma vez que estive fora) não houve participação.
Comissão Fabriqueira da Igreja: Faz o que se pode considerar como o indispensável em actividades que têm a ver com a própria Igreja. Fechada em si mesma.
Comissão das Festas de Nossa Sra. Da Saúde: eleita anualmente para a componente não religiosa fazem por manter estas festas com o estatuto que ocupam. Depois das euforias dos “artistas” que não se pagam a si mesmos, continuam a proporcionar um bom ambiente no primeiro fim-de-semana de Setembro.

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